quinta-feira, 13 de junho de 2013

Futebol canarinho

O pobre futebol milionário canarinho

    Futebol irresponsável, futebol de moleque, futebol de rua, futebol alegre, onde está esse futebol?
    Ao assistir o jogo do Brasil versus a França neste domingo, percebi o quanto esse esporte perdeu a magia do campo de várzea, das jogadas de efeito, da irreverência, na verdade, perdeu a essência da invenção. Meu Deus,  robotizaram o futebol.
Com uma habilidade enrijecida – talvez pelo esquema tático -, a sensação é de estarmos com um vídeo game manuseando as ações dos jogadores. Extremamente previsíveis, sem inspiração, fazem da partida uma indolência com poucas emoções.
    É nostálgico remeter as lembranças das jogadas de um Zico, Júnior, Careca, Sócrates, Cerezo, Luizinho, Éder e mais recentes Romário, Rivaldo, Ronaldo, dentre outros. Entretanto temos que contentar com jogadores medianos, ao qual vez ou outra com alguns lampejos artísticos.
    Antes lazer, hoje um tédio. Esse é o futebol moderno, mais propaganda, um funcionamento mercadológico, é menos arte em campo – a não ser quando as câmeras proporcionam o balé da imagem.
No entanto esse futebol pragmático, tedioso traz resultados. Um bom exemplo foi o Corinthians  no ano passado. Vários jogos, o time conseguia a vitória com um futebol extremamente burocrático, com resultados “magros” e poucos lances ofensivos ao adversário.
     Na verdade, hoje é um desafio assistir uma partida inteira de futebol, principalmente, quando se preza a arte e não a paixão por um time. A paciência para o baixo coeficiente intelectual de muitos vulgos artistas da bola, às vezes chega ao limite.
Em campo é visível à força física com pouco cérebro. Muita volúpia com pouco raciocínio. Muito dinheiro para pouca bola. Entretanto, esse futebol moderno não é marcado pelo uso do cérebro, pela velocidade do raciocínio, pela habilidade com a bola, mas sim a prática de um futebol de mercado – time, empresário, mídia, QI – Quem indica”- todos querendo um lugar ao sol : capital....capital...capital.
    Portanto, a carência da genialidade no futebol brasileiro atualmente, raríssimas exceções – indulgências a Ronaldinho Gaúcho, Alex – explica as pífias apresentações da seleção canarinho nos últimos anos. É tão crítica a situação que a mídia insiste em alienar torcedores criando gênios aspirantes do  futebol arte.
       Porque o futebol brasileiro está pedinte?
Ficamos responsáveis, deixamos de ser moleques, acabaram com o “golzinho de rua”, perdemos a alegria. O que aconteceu?
      Jamais saudosista, jamais avesso à inovação, a modernização do futebol, porém a difícil criatividade dos artistas, entedia qualquer amante da bela arte.





Brasil: Mercosul x Aliança do Pacífico

Acorda Brasil   

Fomos o país do futuro, somos o país do presente. Queremos ser o país do passado?
Um jornal norte americano em manchete no mês passado abordou: O Brasil perderá novamente a oportunidade de se tornar uma potência?
 Debilitado por políticas ideológicas no mínimo antiquadas, o país empaca e o desempenho no mercado externo sofre amargamente. O Mercosul, exemplo desse sofrimento, foi criado com a intenção de mercado comum  na América do Sul,  no entanto, apresenta-se estagnado, fato explicado por acordos políticos pífios e protecionismo de mercado, inibindo investimentos tanto de capital especulativo quanto produtivo. Claro que a negligência não é só do Brasil. A Argentina com políticas anti neoliberais está vivendo uma inflação em torno de 25% ao ano, com isso,  os investimentos externos afugentam do país.  A Venezuela- membro mais recente do bloco – com o chavismo de Nicolas Maduro vive uma obsoleta organização industrial, sobrevivendo da exportação de petróleo. Enquanto isso, assistimos nossos vizinhos do pacífico formarem uma aliança econômica, sem a presença do Brasil, Argentina e Venezuela.
Esse acordo do pacífico, é uma aliança entre quatro países: Chile, Colômbia, Peru e México. Assinado em Cali –Colômbia – o bloco econômico prevê uma zona de livre comércio, eliminando as tarifas de importação de 90%  dos produtos. O restante posteriormente será extinto gradativamente num período de sete anos. Em contrapartida o Mercosul em vinte e dois anos de conseguiu eliminar em 80% as tarifas sobre os produtos, aquele tem apenas um ano de existência.
 E ainda, muitos países aceitaram a participação como observadores da Aliança do Pacífico: Estados Unidos da América – maior interessado, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, El Salvador, Equador, Uruguai e Paraguai, relevante salientar, que este foi afastado do bloco Mercosul durante a impeachment do presidente Lugo. As repreensões ao Paraguai pelo governo brasileiro e argentino favoreceram a entrada da Venezuela no bloco.
Para o governo brasileiro, essa aliança ainda não é preocupante, alguns até trataram o fato com desdém. Entretanto especialistas preferem inferir ao assunto com precaução , haja vista, que o Paraguai e Uruguai - membros do Mercosul - foram convidados para observarem o acordo do grupo. Consequentemente pode ser um risco de isolamento econômico na América Latina aos outros participantes do Mercosul: Brasil, Argentina e Venezuela.
Além de concorrente forte, a Aliança do Pacífico pretende avançar do tradicionalismo  – exportação de commodities – para outros setores industriais. Enquanto isso, o Mercosul sofre com a burocracia, inflação,  os altos gastos públicos e a obsolescência de alguns setores industriais, prejudicando a competitividade no mercado externo.
A oportunidade para o Brasil é agora, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas são eventos que mostrarão aos outros mercados “O quê que o Brasil tem”.
Espero que não seja só carnaval, futebol e nádegas, pois não quero viver do passado.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Revolução Industrial


01 -  
“Mesmo atingida pela crise internacional, a produção na China continua em crescimento e a sua economia alcança a terceira posição entre as maiores do mundo.”

A respeito da prosperidade e da franca expansão econômica da China, desde a década de 1970, considere as afirmações I, II, III e IV, abaixo.

I. O gigante asiático conta com reservas de quase 2 trilhões de dólares, graças aos seguidos superávits na balança comercial e aos investimentos estrangeiros no país.
II. Em 2007, a China chegou ao terceiro lugar entre as maiores economias do globo, à frente da Alemanha, e atrás, apenas, dos EUA e do Japão.
III. Deng Xiaoping, após a morte de Mao, sobe ao poder e lança as Quatro Grandes Modernizações (indústria, agricultura, ciência-tecnologia e forças armadas). Foram criadas as Zonas Econômicas Especiais, para atrair as empresas estrangeiras.
IV. O modelo de desenvolvimento adotado se baseia na abundância de mão de obra especializada e bem distribuída por todo o território, contando com a obtenção de subsídios estatais e com a atração de investimentos estrangeiros.

Estão corretas, apenas,

a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) I, II e III.

02 - Até meados dos anos 40, estes países possuíam economias exclusivamente agrícolas. Porém, um forte investimento do Estado na educação e no setor industrial permitiu, na década de 70, que eles se tornassem grandes exportadores, elevando o seu crescimento econômico rapidamente. Essa afirmação refere-se aos:

a) países denominados Tigres Asiáticos
b) antigos países comunistas que se tornaram independentes
c) países latino-americanos pertencentes ao Cone Sul
d) países do leste europeu apenas

03 -Assinale a alternativa INCORRETA, sobre a industrialização.

a) Nunca houve na história um tipo de sociedade industrial que não fosse nomeada e produtivamente capitalista, ou seja, não há indústria em uma sociedade que não seja capitalista.
b) A industrialização se caracteriza pela produção em larga escala, localizada em estabelecimentos fabris, com uso de maquinaria e grande quantidade de mão de obra, com o objetivo de atingir um mercado consumidor.
c) A industrialização é um processo, nesse sentido se relacionam as etapas anteriores de produção, como nas manufaturas dos séculos XV, XVI e XVII, nas quais já era possível notar algumas das características da industrialização.
d) A Inglaterra é considerada uma das nações pioneiras no processo de industrialização.


4-Com o avanço do processo de globalização, a industrialização estendeu-se a vários países e regiões do mundo, levando à superação do modelo clássico da Divisão Internacional do Trabalho, em que cabiam aos países ricos a produção e a exportação de manufaturados e aos países pobres a produção e a exportação de matérias-primas. No modelo atual, há uma tendência clara de deslocamento de alguns tipos de indústrias para países periféricos, atendendo a interesses econômicos e estratégicos das grandes corporações.

São exemplos de indústrias que, no processo de desconcentração industrial, privilegiaram sua localização em alguns países periféricos da Ásia e América Latina, EXCETO:
a) indústrias de base, como as siderúrgicas, metalúrgicas ou petroquímicas, pelas vantagens locacionais oferecidas próximo às áreas produtoras das matérias-primas.
b) indústrias de bens de consumo não duráveis ou semiduráveis, como as indústrias de alimentos, bebida ou de vestuário, em virtude da elevada disponibilidade de mão-de-obra barata e da proximidade dos mercados consumidores.
c) indústrias de alta tecnologia, vinculadas a setores como a informática, telecomunicação por satélites e produtos aeroespaciais, que exigem mão-de-obra altamente qualificada e vinculação estreita com grandes centros de pesquisa e universidades.
d) indústrias de bens de consumo duráveis como móveis, eletrodomésticos e automóveis, que, apesar de destinarem-se a um mercado consumidor mais amplo, favoreceram-se de benefícios fiscais e de parcerias locais.

5 - Com o avanço do processo de globalização, a industrialização estendeu-se a vários países e regiões do mundo, levando à superação do modelo clássico da Divisão Internacional do Trabalho, em que cabiam aos países ricos a produção e a exportação de manufaturados e aos países pobres a produção e a exportação de matérias-primas. No modelo atual, há uma tendência clara de deslocamento de alguns tipos de indústrias para países periféricos, atendendo a interesses econômicos e estratégicos das grandes corporações.

São exemplos de indústrias que, no processo de desconcentração industrial, privilegiaram sua localização em alguns países periféricos da Ásia e América Latina, EXCETO:
a) indústrias de base, como as siderúrgicas, metalúrgicas ou petroquímicas, pelas vantagens locacionais oferecidas próximo às áreas produtoras das matérias-primas.
b) indústrias de bens de consumo não duráveis ou semiduráveis, como as indústrias de alimentos, bebida ou de vestuário, em virtude da elevada disponibilidade de mão-de-obra barata e da proximidade dos mercados consumidores.
c) indústrias de alta tecnologia, vinculadas a setores como a informática, telecomunicação por satélites e produtos aeroespaciais, que exigem mão-de-obra altamente qualificada e vinculação estreita com grandes centros de pesquisa e universidades.
d) indústrias de bens de consumo duráveis como móveis, eletrodomésticos e automóveis, que, apesar de destinarem-se a um mercado consumidor mais amplo, favoreceram-se de benefícios fiscais e de parcerias locais.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

histórias e histórias

HISTÓRIAS E HISTÓRIAS
Janete Santos dos Reis[1]


            Inicio este pequeno artigo com uma simples indagação: Para que estudar História? O presidente Franklin Roosevelt, dos Estados Unidos, disse que uma nação somente conhecerá o progresso se conhecer de fato a sua História. Fica a questão: Será que nós brasileiros conhecemos a nossa História? No decorrer das linhas a seguir tire as suas conclusões.
            Um importante historiador francês, Marc Bloch, disse que a História não é feita somente de fatos, pois, estes podem ser facilmente contestados. Ele afirmou no livro “Apologia da História”, que a mesma é feita de versões, pois, pessoas diferentes (e por isso entenda-se classes diferentes) podem interpretar os fatos por ângulos diversos, o que gera as várias visões históricas.
            Em sua intepretação, Marc Bloch ainda afirma que a História é escrita “de cima para baixo”, ou seja, estudamos aquilo que a elite quer que aprendamos. José Murilo de Carvalho, um historiador brasileiro disse que estudamos a História dos vencedores e nos esquecemos da História dos vencidos. Será isso um fato? Vamos analisar tendo como exemplo a História dos africanos.
            Podemos afirmar sem sombra de dúvidas que a História estudada e aprendida em solo brasileira é euro centrista, ou seja, a História dos vencedores. Sabemos muito ou alguma coisa sobre os países europeus, mas nada sabemos sobre o Haiti ou a Guiana, nossos vizinhos, sendo que aquele foi o primeiro país da América Latina a proclamar a sua independência, sendo esta liderada por escravos.
            Em se tratando da História do Brasil estudamos fartamente como se formaram os Estados Nacionais europeus para que pudessem se organizar e em seguida nos colonizar. Na escola decoramos o nome das caravelas guiadas por Cristóvão Colombo, reescrevemos de inúmeras maneiras a carta de Pero Vaz de Caminha; sabemos que no início Portugal e Espanha disputavam as nossas terras e que também logo após os franceses quiseram entrar na briga.
            Em 322 anos de colonização aprendemos sobre a catequização dos indígenas, mas pouco valor demos à cultura do próprio índio, que raramente é citada nos livro didáticos. Aprendemos sobre as várias revoltas do período colonial e a sua economia, além de entendermos que os principais trabalhadores eram os negros escravizados. Mas nunca nos atemos de fato à cultura do negro. Ele era visto somente como escravo, e quando se fala da sua cultura, esta fica restrita à capoeira, a feijoada (que segundo alguns era um prato típico português adaptado pelos negros, e nada tem de romântico da história de se juntar os restos dos seus senhores para se alimentar) e tem também o samba, somente.
            Em 67 anos de monarquia nada mudou, somente em 1888 o negro deixou de ser escravo e foi “jogado” na sociedade, mas sem uma única política de inserção social. Os anos seguintes não caracterizaram melhorias, pois, o governo brasileiro lançou a “política do branqueamento” em que incentivava a vinda de europeus para o país, já que, “estudos” de médicos e cientistas como Nina Rodrigues mostravam que o negro era incapaz de ascensão social devido à sua inabilidade intelectual. Então até este momento da História do Brasil todos esses fatos são largamente estudados, pergunte a qualquer brasileiro com conhecimento mínimo quem foram as pessoas que “formaram” a nossa sociedade, você terá como resposta: os portugueses, alemães, italianos, citando claramente aos nações europeias, mas responderam também os negros, de modo generalizado, pois ninguém nunca se perguntou quem era esse povo e saber que eles advinham da África já é suficiente, ninguém nunca parando para pensar se tinham a mesma cultura, se falavam a mesma língua, enfim “todo negro é igual”. Só salientando, vieram de regiões diferentes, tinham cultura, língua e religião diferente.
            Ainda na Primeira República, era necessário criar os heróis nacionais, pois, a História serve à nação (entenda-se governantes), ela cria mitos, mas também pode desmistificar. E o primeiro grande herói foi Tiradentes, por quê? Primeiro ele era branco, segundo ia contra os portugueses, era a chance de desvincular de vez a ideia de monarquia da cabeça da população e consolidar a República. Só tem um pequeno problema, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nada fez, porque a Inconfidência Mineira foram somente planos de uma “revolução” abrangente a Minas Gerais e benéfica a elite cansada de pesados impostos. A “revolução” nunca aconteceu, nunca saíram dos planos. Mas em período similar tínhamos vários outros líderes e várias revoltas, como a Revolta dos Malês na Bahia, liderada por negros, caiu no esquecimento. Ganga Zumba, grande líder do Quilombo dos Palmares, quase nunca aparece nos livros didáticos, mas também tínhamos Zumbi, este mais conhecido. Eles sim lutaram por liberdade, mas não poderiam ser postos como heróis porque eram negros, e as práticas culturais negras como capoeira e as religiões afro-brasileiras eram proibidas, sendo a sua prática punida com prisão. Assim só restava um líder branco, até então sem destaque algum na sociedade, mas que foi resgatado da morte e das profundezas do esquecimento para se tornar patrono das polícias dos estados brasileiros e representante da liberdade da nação, se esquecendo que quem mais lutou por liberdade foram os negros.
            Cronologicamente temos o governo Vargas, a redemocratização do Brasil, a Ditadura Militar e a História continua a ser contada da mesma maneira, até que aparece a nova democratização brasileira e todos os cidadãos ganham os mesmos direitos. Só tem uma outra questão: todos são de fato tratados de maneira igual?
            O negro foi escravizado por 356 anos, após o fim da escravidão a prática da sua cultura foi proibida, depois é liberada, mas o estrago cultural já havia sido feito. Durante praticamente quatro séculos ouviram dizer que a sua cor de pele era feia, seu cabelo é feio, sua cultura e religiosidade é coisa do demônio (assim pensam grande parte dos brasileiros em relação às religiões afro-brasileiras), o negro então começa a ter preconceito contra a sua própria cor e cultura, se ele não é aceito de uma forma, tentará ser através da negação das suas origens.
            Muitos irão alegar não existir preconceito racial no Brasil dizendo, “mas a cor negra é linda”, mas esquecem que esta cor está associada a coisas ruins, como escuridão, medo, cegueira, sendo assim entendida pelo subconsciente. Mas se não existe o preconceito de pele, podem afirmar não terem preconceito cultural? Se um amigo te convida para ir à um culto evangélico ou católico você vai, afinal é cristão. Se te chama para frequentar a macumba, a reação é “Deus me livre, tenho medo dessas coisas do capeta”. Afinal macumba lembra demônio, já que inconscientemente aprendemos e transmitimos essa ideia. E assim mesmo de modo generalizado, não distinguindo uma religião da outra, pois, muitos não sabem que Macumba, Umbanda e Candomblé são religiões diferentes, e por terem medo de conhecer essa cultura, se enchem de preconceitos, e afirmam estarem cobertos de razão, e se afastam.
            O povo brasileiro conhece a cultura do branco, afinal vivenciamos ela cotidianamente, é a nossa língua, a nossa crença, as nossas vestimentas, nossa música, nossa alimentação. Mas e o negro? Sempre escravo? Somente capoeira e samba? Nunca nos ofereceram nada além? Na África todos são iguais? A cultura era diferente da europeia? Como saber isso se muitos consideram estudar História da África algo carregado de preconceito, alegando não ser necessário, já que reforça uma ideia preconceituosa. Não entendo essa premissa, mas assim dizem.
            E para finalizar o artigo, respondo a última questão sobre todos terem os mesmos direitos. Segundo doutrinadores do Direito no Brasil, os desiguais devem ser tratados de modo desigual, para que num futuro próximo tenham as mesmas chances. Nessa ideia entra a Lei Maria da Penha, que sai em defesa das mulheres em uma sociedade machista, e a Lei de Cotas Raciais, sendo esta última amplamente discutida. E também a obrigatoriedade em se trabalhar em sala de aula História da África, afinal esta nunca foi estudada, assim, como ainda não o é a História do Índio.
            Assim devemos nos lembrar e conscientizar que os vencedores contam a História e nós a propagamos com respaldo e preconceitos. 21 de abril, feriado nacional, a felicidade do povo em descansar em memória a alguém que nada fez. 19 de abril, poucos se lembram e nem feriado é, afinal, o que o índio tem ou fez de importante? 13 de maio, a data que marcou o fim da escravidão no Brasil, não entra na pauta dos feriados e por muitos nem é lembrado, pois, eles eram os vencidos e não devem ser homenageados.
            A igualdade é uma utopia, pois todos devem ser tratados nas suas especificidades, até que as desigualdades latentes transparareçam. Por isso existem leis de proteção ao deficiente físico e mental, ao idoso, à mulher, à criança, e também leis que punem a discriminação e o racismo, essas últimas dependendo da compreensão do legislador.
            Então ensinar História da África, ou do negro como alguns falam, é relevante para que desmistifique a demonização da cultura afro-brasileira, pois, por mais que uns neguem esse preconceito é perpetrado, ainda que inconsciente.



[1] Graduada em História e pós-graduada em Ciências da Religião pela Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES.  obs...Minha irmã que eu amo...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

BLOCOS ECONOMICOS - EXERCICIOS


01 - Nos últimos anos, foram observadas situações de fragilidade na economia mundial, com empresas e países enfrentando sérias crises financeiras. Como resultado dessas crises, por exemplo, foram realizados programas de ajuda econômico- financeira de emergência para países com dificuldades para pagar suas dívidas. Marque a alternativa que identifica somente países que receberam esse tipo de ajuda econômico- financeira no período 2010/2011.
a) Brasil, Chile e México.       b) Rússia, China e Coréia do Sul. 
c) Venezuela, Colômbia e Uruguai.  d) Irlanda, Grécia e Portugal.

02 - Os exportadores brasileiros protestam constantemente contra a sobrevalorização da taxa de câmbio, que prejudicaria as exportações do Brasil e aumentaria o nível de importações. Este incremento nas importações estaria provocando um processo de desindustrialização dentro do país. Sobre este assunto, é INCORRETO afirmar:
a) A sobrevalorização cambial prejudica as exportações, pois aumenta os preços dos produtos exportados.
b) A sobrevalorização cambial prejudica a indústria brasileira pois diminui os preços dos produtos importados.
c) A sobrevalorização cambial estimula as importações pois aumenta o valor do dólar.
d) A sobrevalorização cambial em geral diminui o preço das importações, inclusive o preço dos insumos importados usados palas empresas no Brasil

03 - O novo rearranjo, ou a nova ordem mundial, tem imprimido uma série de modificações ao mundo contemporâneo. Uma dessas mudanças é a aglomeração de alguns países em blocos. Sobre os blocos econômicos, pode-se afirmar: 
a) ALCA significa Área de Livre Comércio das Américas, e envolve somente os países do Mercosul.    
b) A ALCA é a união do Nafta com o MERCOSUL, para fazer frente aos avanços da Comunidade Europeia.    
c) Fazem parte do Tratado de Livre Comércio da América do Norte – NAFTA o Canadá, o México e os Estados Unidos.    
d) Os EUA recusaram-se a fazer parte do MERCOSUL, pois amargam o maior deficit da balança comercial de sua história, algo em torno de US$ 200 bilhões.    

04 -  Uma das maiores preocupações da OMC (Organização Mundial do Comércio) é combater o chamado protecionismo, que se caracteriza por uma série de medidas postas em práticas por diversos países. Sobre essa postura protecionista são FEItas as seguintes afirmativas:

I - Uma característica protecionista é a garantia de preços mínimos para cada safra e prioridade para a compra da produção interna.
II - Taxação mais elevada sobre os produtos importados.
III - Busca de acordos internacionais para aumentar as exportações, especialmente junto aos mercados de maior potencialidade.

Assinale:
a) Se apenas a afirmativa I for correta. b) Se apenas a afirmativa II for correta.
c) Se apenas a afirmativa III for correta.d) Se as afirmativas I e II forem corretas.

terça-feira, 12 de março de 2013

Coreia do Norte


                                                     Um raio-X da Coreia do Norte
“Um país problema”. Essa ideia é difundida pelos norte-americanos quando se referem à Coreia do Norte. Pois o país asiático é acusado constantemente pelo “tio Sam”, como uma nação detentora de ogivas nucleares, com intenções maléficas  de produzirem uma bomba atômica.
No entanto, quem  é a Coreia do Norte?
Localizada na metade boreal da Península da Coreia, no oriente asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por cinturões orogênicos, divididos por formações em vales estreitos e profundos. Apresentando florestas densas cobrindo cerca de dois terços do país.  O topônimo Coreia deriva-se de Koryo, "alto e belo”, referente ao relevo e a beleza natural da nação.
No século XX, foi o período primordial para a configuração política do país.  Com a intenção de expandir seu território, os japoneses fizeram  península da Coreia seu protetorado. Entretanto com a derrota nipônica  na Segunda Guerra Mundial, a Coreia estava com  a oportunidade de consolidar sua independência.
Mas a partir de 1945 inicia um novo cenário de influências  no leste asiático. Durante a Guerra Fria com o apoio dos soviéticos, o norte se separou do sul, recusando a cooperação com a ONU – Organização das Nações Unidas,  passando a se chamar República Democrática Popular da Coreia, chefiada pelo primeiro ministro Kim Il Sung.
Com isso, incentivados pela URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas -, os norte coreanos invadiram a península do sul em 1950  na tentativa de unificar a península sob o regime comunista, desencadeando a “Guerra da Coreia” (1950-1953), culminando  com a divisão das  Coreias: ao norte Coreia socialista e ao sul a Coreia capitalista. Em 1953 foi assinado o armistício  definindo  o paralelo 38 como a zona desmilitarizada  Coreia. Esta área ainda é palco de tensões entre as duas coreias.
Passado seis décadas de independência, a Coreia do Norte teve poucos presidentes: Kim Il Sung até 1994, depois seu filho Kim Jong-il falecido em 2011 devido a um ataque cardíaco. Após a morte do pai, Kim Jong-Un  foi nomeado como novo líder do país. Não obstante lembrar, que o governo exerce uma política unipartidária e é considerado como uma autocracia, ou ditadura comunista totalitária.
Com quase vinte e cinco milhões de habitantes, o país é constituído por 99% de coreanos, o restante é de japoneses e chineses. Segundo pesquisas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. Os outros 30% seguem crenças asiáticas – budismo – e alguns grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.
A sua população sofre com a fome, pois a maior parte dos alimentos é direcionada ao exercito. Devido à falta de recursos, o governo permite a ajuda de ONGS – Organizações Não Governamentais, claro que, com     fiscalização constante do exército.
Por que um país pobre, miserável como a Coreia do Norte, tem atitudes tão preocupantes para a sociedade global?
 Seria a omissão de chineses e soviéticos?
Seria o desejo de unificação das coreias?
Seria um revanchismo aos japoneses?
Seria uma afronta aos Estados Unidos da América?
Os questionamentos são relevantes para análises e compreensões. Portanto, espero que as perguntas anteriores o leve a refletir sobre causas e efeitos das atitudes norte-coreanas. Talvez um próximo texto responda as indagações.


domingo, 10 de março de 2013

globalização - exercício


01 - Sobre globalização e o atual momento de expansão do capitalismo no mundo, assinale o que for correto.

01) A globalização está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo, para o final da fase industrial e início da fase financeira.

02) Com a globalização, ocorre atualmente a inclusão de todos os povos e países no processo de desenvolvimento, o que gera a extinção dos chamados espaços desiguais no sistema econômico mundial.

04) Para a globalização, interessa a eliminação de qualquer barreira ou entrave que impeça a livre circulação de mercadorias, função que é desempenhada pelos blocos econômicos internacionais.

08) Uma das consequências da globalização é que os países se tornam dependentes uns dos outros, de tal forma que os países considerados subdesenvolvidos não conseguem mais resolver seus problemas internos sem o aval de países considerados desenvolvidos.

16) A globalização é marcada, basicamente, pela mundialização da produção, da circulação e do consumo; ou seja, de todo o ciclo de reprodução do capital.

21 (01+04+16)

02 - (UEL) Leia o texto a seguir:

Os mercados podem escolher seus pobres em circuitos ampliados; o catálogo se enriquece, porque ali, agora, existem pobres pobres e pobres ricos. E existem também – sempre se descobre – pobres ainda mais pobres, menos difíceis, menos “exigentes”. Nada exigentes. Saldos fantásticos. Promoções por todo o lado. O trabalho pode não custar nada quando se sabe viajar. Outra vantagem: a escolha desses pobres, desses pobres pobres, empobrecerá os pobres ricos que, ficando mais pobres, próximos dos pobres pobres, serão por sua vez menos exigentes. Que bela época!

FORRESTER, V. O Horror econômico, Trad. Álvaro Lorencini, São Paulo: UNESP, 1997, pp.101.

Baseado no texto e nos conhecimentos sobre o tema neoliberalismo e globalização, considere as afirmativas:

I. O processo de globalização empresarial pode escolher além das fronteiras nacionais, locais em que o trabalho possa ser apropriado com custos ínfimos.

II. Os pobres ricos são menos exigentes no mercado de trabalho, por conta das promoções que atingem o seu potencial de consumo.

III. Os fantásticos saldos para a contratação de trabalho nesta bela época são realizados pelo catálogo ampliado da possibilidade de contratação dos pobres no mercado.

IV. A disputa de emprego no mundo do trabalho mundial pode tornar os pobres ricos mais pobres, se o mercado souber viajar em busca das promoções.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas

RESP. D

03 - “Não há sociedade, só indivíduos”.

Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica

Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro na história da Inglaterra, de 1979 a 1990, Thatcher recebeu do então presidente norte-americano, Ronald Reagan, o título de “o homem forte do Reino Unido”. Indicada pelo Partido Conservador, suas decisões firmes marcaram a adoção de uma política neoliberal e o fim do modelo, então praticado, conhecido como Welfare State. Com relação

a esse novo modelo de governo, assinale a alternativa correta.

a) Privatização de empresas estatais, em que produtos e serviços considerados estratégicos para a soberania nacional são submetidos à lógica do mercado internacional, permitindo um aumento dos gastos públicos em saúde e educação.

b) Retomada de uma política econômica sustentada por economistas, como Haydek e Friedman, defendendo a absoluta liberdade econômica, mas com preocupações voltadas para a distribuição da riqueza nacional.

c) Possibilidade de que países em desenvolvimento melhorassem seus quadros sociais, com o aumento de empregos para a classe trabalhadora, graças à atuação de empresas transnacionais em diversos setores.

d) Corte de gastos no setor social, aumento do desemprego, endurecimento nas negociações com os sindicatos, elevação das taxas de juros e fim da intervenção estatal, dando total liberdade aos setores financeiro e econômico.

 

04 - O G-8 é um órgão informal, mas exclusivo, cujos membros têm como objetivo enfrentar desafios considerados globais, por meio de discussões e ações conjuntas. As metas visam aumentar a cooperação comercial e financeira, promover a democracia e resolver conflitos entre países. Fazem parte do G8, além de Itália, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos da América e Japão, os seguintes países:

a) China e Rússia.

b) Canadá e Brasil.

c) China e Espanha.

d) Canadá e Rússia.

RESP. D

05 - A respeito das mudanças ocorridas na economia mundial, após 1970, assinale a afirmativa incorreta.

a) O sistema financeiro hoje globalizado tem seus pontos nodais localizados nos países de capitalismo mais avançado.

b) A transmissão das informações em tempo real entre diferentes lugares “comprimiu” as noções de tempo e espaço.

c) A revolução tecnológica no campo da microeletrônica possibilitou a reestruturação da produção e da organização do trabalho.

d) O sistema monetário internacional mantém constante o valor das moedas nacionais tendo o dólar como moeda de referência.

Resp. d

UNIFENAS)

Alemanha relembra 50 anos da construção do Muro de Berlim
A Alemanha comemorou ontem os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio. A divisão acabou em novembro de 1989 depois que a Alemanha Oriental abriu o muro em meio a uma maciça pressão de manifestantes e à abertura política na União Soviética.

(O Tempo, 14/08/2011, p.15)

A construção do Muro de Berlim, em 1961 visava:
a) impedir um ataque militar das potências capitalistas contra a zona de ocupação soviética.
b) reafirmar a divisão da Alemanha ocorrida após a Segunda Guerra Mundial.
c) impedir o fluxo de pessoas para a Alemanha Ocidental capitalista.
d) incentivar o fluxo de pessoas para a Alemanha Oriental comunista.

RESP. C