01- - A Propaganda pode ser definida como divulgação
intencional e constante de mensagens destinadas a um
determinado auditório visando criar uma imagem
positiva ou negativa de determinados fenômenos. A Propaganda
está muitas vezes ligada à idéia de manipulação de
grandes massas por parte de pequenos grupos. Alguns
princípios da Propaganda são: o princípio da
simplificação, da saturação, da deformação e da
parcialidade.(Adaptado de Norberto Bobbio, et al.
Dicionário de Política)
Segundo o texto, muitas vezes a propaganda
(A) não permite que minorias imponham idéias à maioria.
(B) depende
diretamente da qualidade do produto que é vendido.
(C) favorece o controle
das massas difundindo as contradições do produto.
(D) está voltada
especialmente para os interesses de quem vende o produto.
(E) convida o
comprador à reflexão sobre a natureza do que se propõe vender.
2 - Houve uma grande elevação do número de casos de malária na
Amazônia que, de 30 mil casos na década de 1970, chegou a cerca de 600 mil na
década de 1990. Esse aumento pode ser relacionado a mudanças na região,
como
(A) as transformações no clima da região decorrentes do efeito estufa e da
diminuição da camada de ozônio.
(B) o empobrecimento da classe média e a
conseqüente falta de recursos para custear o caro tratamento da doença.
(C)
o aumento na migração humana para fazendas, grandes obras, assentamentos e
garimpos, instalados nas áreas de floresta .
(D) as modificações radicais
nos costumes dos povos indígenas, que perderam a imunidade natural ao mosquito
transmissor.
(E) a destruição completa do ambiente natural de reprodução do
agente causador, que o levou a migrar para os grandes centros urbanos.
3 - A biodiversidade é garantida por interações das várias formas de
vida e pela estrutura heterogênea dos habitats.Diante da perda
acelerada de biodiversidade, tem sido discutida a possibilidade de se
preservarem espécies por meio da construção de “bancos genéticos” de sementes,
óvulos e espermatozóides.
Apesar de os “bancos” preservarem espécimes
(indivíduos), sua construção é considerada questionável do ponto de vista
ecológico-evolutivo, pois se argumenta que esse tipo de estratégia
I. não preservaria a variabilidade genética das populações;
II.
dependeria de técnicas de preservação de embriões, ainda desconhecidas;
III.
não reproduziria a heterogeneidade dos ecossistemas.
Está correto o que se afirma em
(A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III
4- A biodiversidade diz respeito tanto
a genes, espécies, ecossistemas, como a funções, e coloca problemas de gestão
muito diferenciados. É carregada de normas de valor.
Proteger a biodiversidade pode significar:
– a eliminação da ação humana, como é a proposta da ecologia
radical;
– a proteção das populações cujos sistemas de produção e cultura
repousam num dado ecossistema;
– a defesa dos interesses comerciais de firmas que utilizam a
biodiversidade como matéria-prima, para produzir
mercadorias . (Adaptado de GARAY, I. &
DIAS, B. Conservação da biodiversidade em ecossistemas tropicais)
De acordo com o texto, no tratamento da questão da biodiversidade no
Planeta,
(A) o principal desafio é conhecer todos problemas dos ecossistemas, para
conseguir protegê-los da ação humana.
(B) os direitos e os interesses
comerciais dos produtores devem ser defendidos, independentemente do equilíbrio
ecológico.
(C) deve-se valorizar o equilíbrio do meio ambiente, ignorando-se
os conflitos gerados pelo uso da terra e seus recursos.
(D) o enfoque
ecológico é mais importante do que o social, pois as necessidades das populações
não devem constituir preocupação para ninguém.
(E) há diferentes visões em
jogo, tanto as que só consideram aspectos ecológicos, quanto as que levam em
conta aspectos sociais e econômicos.
5 - Sabe-se que uma área de quatro hectares de floresta, na região
tropical, pode conter cerca de 375 espécies de plantas enquanto uma área
florestal do mesmo tamanho, em região temperada, pode apresentar entre 10 e 15
espécies.
O notável padrão de diversidade das florestas tropicais se deve a
vários fatores, entre os quais é possível citar
(A) altitudes elevadas e solos profundos.
(B) a ainda pequena intervenção
do ser humano.
(C) sua transformação em áreas de preservação.
(D) maior
insolação e umidade e menor variação climática.
(E) alternância de períodos
de chuvas com secas prolongadas
gab:1-d, 2-c, 3-c, 4-e, 5-d
Fonte: www.geografiaparatodos
terça-feira, 19 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
robôs consumidores?
A espécie humana em alerta
A mundialização comercial é
caracterizada por transformações políticas, econômicas e sociais, no entanto,
não se pode avaliar a globalização econômica apenas por esses métodos. Seria um
equívoco analisar somente por dados estatísticos e situações específicas, ou
seja, haveria um risco de tecnicismo.
Avaliar as mudanças em um âmbito
planetário, é compreender o ser humano como vítima desta aldeia global, sendo
influenciado por comportamentos, que através de um processo de aculturação
podem até alterar personalidades.
Todos os valores políticos, sociais,
éticos e científicos sofreram e sofrem mudanças por esse mercado globalizado.
Nessa interação diversificada de interesses entre nações, um fato chama a
atenção: o processo de automação – utilização de tecnologias de informação e
comunicação, ou seja, tics e à robótica – introduzido nas indústrias.
Nos países centrais, por exemplo, as
empresas tiveram benefícios com a automação, pois com a introdução das tics e à
robótica, o sistema produtivo foi alterado,
principalmente o automobilístico. Para se ter uma ideia, na década de
70, indústrias nipônicas de automóveis com 500 mil trabalhadores produziam 2,5
milhões de veículos. Após dez anos, a produção quadruplicou mantendo o mesmo
número de funcionários.
Na era da tecnologia, os robôs são
exemplos de rapidez, qualidade e padronização, promovendo agilidade na
organização produtiva. A quantidade de robôs no mundo aumentou
consideravelmente, valor próximo a 90 mil máquinas anualmente, segundo
relatório das Organizações das Nações Unidas.
A utilização desses novos processos
tecnológicos elevaram a produtividade industrial. No entanto, essa mesma
produtividade exorbitante do mercado industrial, suscitou um problema
preocupante: E o trabalho humano?
Alguns pesquisadores atuais abordam a
situação mundial do mercado de trabalho. Analisam as transformações geradas
pelo uso dos robôs nas fábricas. E as previsões não são boas para o emprego
convencional, pois o mercado é cada vez mais exigente e seletivo, procurando
por qualidade e não quantidade.
A verdade é que, as máquinas produzem
muito mais com poucos trabalhadores. A rapidez e precisão dos robôs
possibilitam um uso menor de mão de obra.
E ainda, apesar do alto custo, a
empresa disponibiliza recursos para compra da máquina só uma vez, enquanto os
trabalhadores paga-se mensalmente. E mais, elas não pedem férias, não reclamam
do trabalho, não tiram atestado, não necessitam de folga.
Sabemos que a concorrência da
robótica com o trabalho humano é desleal. Entretanto, é relevante aos
empresários compreenderem que, quem consome é o trabalhador e não a máquina,
então é necessário ter trabalho remunerado para que se tenha mercado
consumidor.
Por enquanto só temos robôs
trabalhadores. Ainda não criaram robôs consumidores...ainda.
Seria o alerta vermelho para a
espécie humana?
sexta-feira, 8 de junho de 2012
salve-se quem puder
Salve-se quem puder
Montes Claros está localizada na parte boreal de Minas Gerais, com um
dos mais importantes entroncamentos rodoviários do país. Também é considerada
por muitos o pólo universitário da região, tendo a atuação de Universidades
públicas e privadas. Tais fatos fizeram do município um atrativo populacional
intra regional e inter regional, colocando a cidade como a quinta maior do
Estado, em torno de quatrocentos mil habitantes.
Entretanto, com a expansão demográfica e urbana das últimas décadas,
surgiram vários problemas estruturais – favelização, déficit habitacional,
poluição, transporte coletivo ineficiente, violência, insegurança – no município, motivos que geram indignação da
população . É relevante salientar, toda essa problematização é comum a maior
parte das cidades brasileiras, podendo ser em menor ou maior incidência.
Dentre estes problemas, o mais preocupante para os moradores da cidade
são os homicídios, apesar do índice está 7,82% menor que o mesmo período do ano
passado. No ano já foram mais de 45 assassinatos, o último ocorreu com um
estudante de Direito no domingo, no bairro Major Prates.
O mais assustador é a crueldade
dos crimes. Esse por exemplo, o rapaz foi alvejado com 38 tiros, que atingiram
cabeça, tórax e pernas. E pior, o jovem foi morto por engano.
Militares alegaram que a motivação do assassinato foi uma confusão com
outro rapaz numa festa em Coração de Jesus, cidade próxima a Montes Claros. Se
é verdade, cabe aos policiais realizarem as averiguações cabíveis, para
elucidação do ocorrido.
A sensação é que a cada dia, o poder público perde suas forças na luta
contra o crime. O executivo culpa o judiciário que culpa o legislativo, e nada
se resolve.
Temos que assumir, as instituições – municipal, estadual e federal –
são ineficientes para mitigar tal situação. Entretanto, utilizam constantemente
da mídia para mostrarem os investimentos em segurança, além de divulgarem
gráficos com redução de criminalidade.
Para atenuar a criminalidade, é necessário que o Estado não trabalhe só
com números, mas sim um trabalho efetivo e honesto com seus investimentos. Além
de atuar no efeito da criminalidade – construção de penitenciárias, elaboração
de uma legislação rígida, um judiciário menos moroso -, é essencial também o
uso de recursos na causa - educação integral
sendo 8 horas ao dia, com cursos profissionalizantes, profissionais
capacitados, espaço físico satisfatório. Só assim conseguiremos uma sociedade
com maior equidade.
Se a nossa cidade, o nosso país são mal educados, consequentemente as
futuras gerações serão mal educadas.
O fato é, o poder público atual funciona como uma empresa privada,
trabalhando com metas. No entanto, nesta a preocupação é agregar qualidade com
quantidade, enquanto naquele, os números são mais relevantes que a satisfação
do cliente – a população.
Enquanto o Estado não resolve, a quem recorrer então?
Alguns estão
investindo na própria segurança – câmeras, condomínios fechados, cercas
elétricas, alarmes, seguros, automóveis blindados – como uma forma de proteger
da violência. Devido ao aumento dessa criminalidade, muitas empresas ganharam
mercado com inovações tecnológicas, que buscam maneiras de proteção das ações de
meliantes.
Mesmo com muitos investimentos, hoje não há classe social livre da
violência. Estamos aprisionados por um código penal engessado e obsoleto, um
poder público inoperante, uma geração sem valores (família, religião, ética), um
padrão de consumo em demasia.
Compreenda, o jovem criminoso
tem as mesmas aspirações que você.
_Você quer ganhar muito
dinheiro?
Ele também quer. Só as formas de
chegar a esse recurso são diferentes.
Enquanto isso...
Salve-se quem puder.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Rio+20
A utopia RIO+20
Faltam alguns dias para a reunião
da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio +20 –
assim conhecida porque marca os 20 anos da Conferência Rio 92 - que será
realizada em junho no Rio de Janeiro. Preocupados com o futuro do planeta,
representantes da ONU fazem um pedido as empresas, governos e sociedade civil,
que a reunião consiga resultados efetivos, na busca de soluções sustentáveis para
a Terra.
Com desafios cada vez maiores – desemprego, impactos ambientais, crises econômicas, miséria, violência, acesso ao saneamento básico, energia – o evento pode ser a oportunidade de uma geração em construir o futuro que desejamos, através de políticas que promova prosperidade, priorizando uma equidade social e proteção ambiental.
O objetivo desse congresso é reforçar o compromisso das Nações com o desenvolvimento sustentável, através de uma análise do progresso e lacunas de medidas adotadas nesses 20 anos que se passaram.
Os dois principais temas serão: economia verde relacionada à sustentabilidade/erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.
Ao contrário de 92, essa congregação entre os Estados mundiais não produzirá leis vinculativas (tais como as convenções climáticas e da biodiversidade). Em vez disso, o sucesso da Rio +20 será a criação de metas voltadas para um capitalismo sustentável. E principalmente, que essas metas sejam sedutoras aos investidores, convencendo-os de que, agregar seus recursos financeiros com a economia verde fornecerá retornos satisfatórios.
Os investidores necessitam de alvos de desenvolvimento sustentável claros a curto, médio e longo prazo, assistidos por uma política que favoreça o crescimento econômico, sem descuidar da responsabilidade ambiental.
Essa política governamental deve ser composta por um aspecto macroeconômico, com amplitudes multilaterais. Tendo em vista que, o caráter supranacional trará maior confiabilidade aos empresários, que são os grandes responsáveis pelo sistema de mercado.
A expectativa para o sucesso dessa reunião é enorme, já que de acordo alguns estudiosos, o planeta está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), necessitando urgentemente de tratamento.
No entanto, muitas conferências já ocorreram e nada foi resolvido. Os impasses entre os Estados membros (193 países fazem parte da ONU) , são percalços que dificultam a sanção de muitos itens.
É tomar cuidado, pois para muitos, a Terra está respirando por aparelho.
A verdade é...
O nosso planeta é refém de poucos. Os investidores (empresários) e políticos manipulam a sociedade, priorizando interesses individuais em detrimento do coletivo.
Essa cúpula provavelmente será igual às outras, com muita teoria e pouca prática. Muitas medidas ficam no papel, pois os interesses capitalistas são mais relevantes. Enquanto isso, são milhões de famintos, sem saneamento básico, emprego, moradia, energia, o mínimo para a sobrevivência.
Será se a parte mais interessada (os famintos) na resolução desses problemas sociais, ao menos sabe o que é RIO+20?
Com desafios cada vez maiores – desemprego, impactos ambientais, crises econômicas, miséria, violência, acesso ao saneamento básico, energia – o evento pode ser a oportunidade de uma geração em construir o futuro que desejamos, através de políticas que promova prosperidade, priorizando uma equidade social e proteção ambiental.
O objetivo desse congresso é reforçar o compromisso das Nações com o desenvolvimento sustentável, através de uma análise do progresso e lacunas de medidas adotadas nesses 20 anos que se passaram.
Os dois principais temas serão: economia verde relacionada à sustentabilidade/erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.
Ao contrário de 92, essa congregação entre os Estados mundiais não produzirá leis vinculativas (tais como as convenções climáticas e da biodiversidade). Em vez disso, o sucesso da Rio +20 será a criação de metas voltadas para um capitalismo sustentável. E principalmente, que essas metas sejam sedutoras aos investidores, convencendo-os de que, agregar seus recursos financeiros com a economia verde fornecerá retornos satisfatórios.
Os investidores necessitam de alvos de desenvolvimento sustentável claros a curto, médio e longo prazo, assistidos por uma política que favoreça o crescimento econômico, sem descuidar da responsabilidade ambiental.
Essa política governamental deve ser composta por um aspecto macroeconômico, com amplitudes multilaterais. Tendo em vista que, o caráter supranacional trará maior confiabilidade aos empresários, que são os grandes responsáveis pelo sistema de mercado.
A expectativa para o sucesso dessa reunião é enorme, já que de acordo alguns estudiosos, o planeta está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), necessitando urgentemente de tratamento.
No entanto, muitas conferências já ocorreram e nada foi resolvido. Os impasses entre os Estados membros (193 países fazem parte da ONU) , são percalços que dificultam a sanção de muitos itens.
É tomar cuidado, pois para muitos, a Terra está respirando por aparelho.
A verdade é...
O nosso planeta é refém de poucos. Os investidores (empresários) e políticos manipulam a sociedade, priorizando interesses individuais em detrimento do coletivo.
Essa cúpula provavelmente será igual às outras, com muita teoria e pouca prática. Muitas medidas ficam no papel, pois os interesses capitalistas são mais relevantes. Enquanto isso, são milhões de famintos, sem saneamento básico, emprego, moradia, energia, o mínimo para a sobrevivência.
Será se a parte mais interessada (os famintos) na resolução desses problemas sociais, ao menos sabe o que é RIO+20?
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O desenvolvimento do Brasil
Que
país é esse?
Nos
últimos anos, o Brasil conheceu uma ascensão econômica acima da média mundial.
Tal desenvolvimento propiciou ao país, no início desse século, juntamente com
outros, a formação de um grupo chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China),
posteriormente acrescido da África do Sul passou a se chamar BRICS, as nações
que mais crescem na economia mundial, conhecidas como emergentes. É tão
relevante esse crescimento que, mesmo com a crise financeira dos Estados Unidos
em 2008, esses países pouco sentiram as conseqüências recessivas da economia
norte americana.
O
nosso país, que é representado pela primeira letra da sigla BRICS, atesta o seu
crescimento no mercado mundial, inerente a três fatores: abertura de mercado,
privatizações com a consequente estabilidade da moeda. Esses fatos fizeram
parte de uma política, iniciada nos anos 90 do século anterior, que ficou
conhecida como neoliberal, então liderada pelo ex-presidente Fernando Collor de
Melo.
O
processo neoliberalista adotado pelo governo alavancou a nossa economia nos
vinte anos posteriores, aumentando consideravelmente a influência financeira e
política do país na América do
Sul e no mundo, atraindo investimentos de muitas transnacionais, tanto pelo
capital especulativo, quanto pelo capital produtivo. O Brasil deixou de ser o
país do futuro, passando a ser o país do presente, chegando esse ano à sexta
economia mundial. Com todo esse atrativo, hoje somos palco de grandes eventos,
como convenções empresariais, fóruns ambientais, Campeonato Mundial de Futebol
2014, Olimpíadas 2016. Jamais imaginávamos que um país, o qual teve em décadas
anteriores inflações próximas a trilhões de por cento, estivesse atualmente
preocupado com uma inflação de 7% ao ano.
Um
Estado que de emigrante passou a imigrante, atraindo tanto os brasileiros que
emigraram na década de 80/90, quanto estrangeiros que veem no Brasil uma nação
de oportunidades. Estaríamos retornando ao século XIX, o novo Eldorado?
Independentemente
de sermos ou não um novo Eldorado, na verdade somos hoje juntamente com os
outros integrantes do BRICS o território do capitalismo, tendo em vista que o
mundo empresarial visualiza oportunidade através da mão de obra barata,
incentivos governamentais, mercado consumidor (amamos consumir) e outros. Todos
esses fatores somados são iguais a lucro e muito lucro.
Meu
Brasil do “pai dos pobres”, do “crescer 50 anos em 5”, do “ame-o ou deixe-o”,
do “milagre econômico”, do “país representado pelo presidente da juventude”, do
“Brasil sem miséria” e muitas outras idéias ufanistas. Todas as citações
anteriores os remetem provavelmente para políticos e politicalha como diria
saudoso Rui Barbosa, ao desenvolvimentismo e principalmente a propaganda como a
alma da alienação.
Essa
nossa nação é verdade ou mentira?
Vamos
utilizar a arte do pensar nestes últimos parágrafos e refletirmos sobre a
pergunta anterior.
O
Brasil apresenta o terceiro maior índice de desigualdade social do mundo, sendo
16 milhões de miseráveis (falta de necessidades básicas), entre esses, dez milhões
vivem com R$ 40,00 ao mês, mais da metade dos domicílios não possui qualquer
ligação com a rede coletora de esgoto e ainda um quarto da população não tem acesso
ao abastecimento de água. Não obstante lembrar que, graças aos projetos sociais
governamentais, esses índices, que já foram piores, tiveram uma significativa
melhora.
Quanto
à educação, o cenário é mais preocupante: em cada 100 brasileiros, 9 conseguem
um diploma de ensino superior. Para melhor entendimento desse caos educacional,
tomamos como exemplo o curso de engenharia no país, no qual 130 mil jovens
ingressam por ano, sobrando 50 mil vagas e apenas 30 mil conseguem se formar. O
restante desiste devido à necessidade de ingressar no mercado de trabalho,
falta de recursos para quitar as mensalidades ou até mesmo incapacidade com o ritmo
do curso. Outro dado relevante: dos 135 milhões de votantes no ano de 2010, 53%
não haviam concluído sequer o ensino fundamental. No entanto, o governo explora exacerbadamente
do poder midiático para difundir nosso avanço educacional.
No
tocante as propriedades rurais, os problemas não são diferentes, mais de 50% da
população detêm menos de 3%. É relevante ressaltar que, o emprego não é garantido pelos
latifúndios e muito menos pelo agronegócio, mas sim pelos pequenos e médios
agricultores que empregam 75% dos trabalhadores. Entretanto, nos últimos anos,
a discussão é o novo código florestal. Talvez o Congresso Nacional esteja
correto, não necessitamos de uma reforma agrária, provavelmente todos os
brasileiros estão satisfeitos com a distribuição de terras no país.
Então,
para avaliar o Brasil, é necessário que os extremos sejam compreendidos. É
analisar disparidades econômicas
acentuadas pelo nosso próprio processo histórico. Essas diferenças são
mascaradas pelos governos, que ludibriam a população através dos meios de
comunicação, omitindo a realidade de um país dominado por elites manipuladoras
da nossa sociedade. Por isso, conheça o seu, o meu, o nosso país.
Brasil,
“Meu Brasil brasileiro”, “Mostre a sua cara”, “Que país é esse?”
O novo código florestal
O futuro ambiental do Brasil
Dilma Roussef encontra-se diante de um embate político daqueles: aprovar ou vetar o novo código florestal. Há algumas semanas foi aprovado pelos deputados federais e senadores o texto base desse projeto, faltando agora somente à sanção da nossa excelentíssima presidenta.
_ O que seria Código Florestal?
Código Florestal refere-se a uma lei federal que regulamenta a ocupação da terra, estabelecendo áreas de preservação. O nosso código atual data de 1965, definindo conceitos como Reserva Legal – áreas de vegetação nativa, que com o manejo adequado, podem ser utilizadas – e as Áreas de Proteção Permanentes (APPs) – aquelas vegetações intocáveis, como matas ciliares e mananciais, ou seja, nascentes fluviais. Tais locais são relevantes para evitar a erosão, proteger os rios do assoreamento e manutenção dos microclimas.
A discussão no congresso nacional sobre esse novo código foi acirrada, entre a bancada ruralista, representada pelos grandes produtores rurais, defensores da expansão do agronegócio e ambientalistas voltados para um desenvolvimento sustentável, respeitando a conservação das matas nativas. Aquela considera que o Código Florestal vigente é antiquado e rígido, sendo obstáculo para ampliação na produção das commodities, enquanto esses defendem um melhor aproveitamento das terras, através do uso intensivo de tecnologias, sem necessariamente expandir áreas de desmatamento, com isso, podem produzir mais, desmatando menos.
Na verdade o novo Código trará mudanças que preocupam não só ambientalistas, mas também a opinião pública. Entre essas alterações temos: a redução das matas ciliares, a redução das reservas legais, anistia de multas a quem desmatou até julho de 2008, a responsabilidade de fiscalização que hoje é da União, passará para os Estados e municípios, e ainda, APPs com atividade agropecuária consolidada até julho de 2008 passam a ser consideradas legais.
A flexibilidade dessas regras pode acarretar impactos ambientais, como: assoreamento de rios, redução de biodiversidade, perda de solo, intensificação das voçorocas, aumento da poluição dos lençóis freáticos, entre outros. É relevante entendermos que um país continental como o Brasil, poderá ter verdadeiros desastres localizados.
Essas possibilidades catastróficas incentivaram a artistas, intelectuais e políticos contrários ao novo Código a se mobilizarem em prol da sustentabilidade ambiental. Através das redes sociais buscam o maior apoio possível, na tentativa de sensibilizar à nossa chefe de Estado.
Ao nosso governo resta a habilidade em negociar com a elite latifundiária, representados pelos ruralistas, que pressionam a presidenta, alegando que a sobrevivência comercial futura do nosso país, depende da aprovação do projeto. Entretanto, não pode esquecer os ambientalistas e opinião pública.
Dilma, “a bomba” está em suas mãos.
Mas, por favor: “Veta Dilma”.
Dilma Roussef encontra-se diante de um embate político daqueles: aprovar ou vetar o novo código florestal. Há algumas semanas foi aprovado pelos deputados federais e senadores o texto base desse projeto, faltando agora somente à sanção da nossa excelentíssima presidenta.
_ O que seria Código Florestal?
Código Florestal refere-se a uma lei federal que regulamenta a ocupação da terra, estabelecendo áreas de preservação. O nosso código atual data de 1965, definindo conceitos como Reserva Legal – áreas de vegetação nativa, que com o manejo adequado, podem ser utilizadas – e as Áreas de Proteção Permanentes (APPs) – aquelas vegetações intocáveis, como matas ciliares e mananciais, ou seja, nascentes fluviais. Tais locais são relevantes para evitar a erosão, proteger os rios do assoreamento e manutenção dos microclimas.
A discussão no congresso nacional sobre esse novo código foi acirrada, entre a bancada ruralista, representada pelos grandes produtores rurais, defensores da expansão do agronegócio e ambientalistas voltados para um desenvolvimento sustentável, respeitando a conservação das matas nativas. Aquela considera que o Código Florestal vigente é antiquado e rígido, sendo obstáculo para ampliação na produção das commodities, enquanto esses defendem um melhor aproveitamento das terras, através do uso intensivo de tecnologias, sem necessariamente expandir áreas de desmatamento, com isso, podem produzir mais, desmatando menos.
Na verdade o novo Código trará mudanças que preocupam não só ambientalistas, mas também a opinião pública. Entre essas alterações temos: a redução das matas ciliares, a redução das reservas legais, anistia de multas a quem desmatou até julho de 2008, a responsabilidade de fiscalização que hoje é da União, passará para os Estados e municípios, e ainda, APPs com atividade agropecuária consolidada até julho de 2008 passam a ser consideradas legais.
A flexibilidade dessas regras pode acarretar impactos ambientais, como: assoreamento de rios, redução de biodiversidade, perda de solo, intensificação das voçorocas, aumento da poluição dos lençóis freáticos, entre outros. É relevante entendermos que um país continental como o Brasil, poderá ter verdadeiros desastres localizados.
Essas possibilidades catastróficas incentivaram a artistas, intelectuais e políticos contrários ao novo Código a se mobilizarem em prol da sustentabilidade ambiental. Através das redes sociais buscam o maior apoio possível, na tentativa de sensibilizar à nossa chefe de Estado.
Ao nosso governo resta a habilidade em negociar com a elite latifundiária, representados pelos ruralistas, que pressionam a presidenta, alegando que a sobrevivência comercial futura do nosso país, depende da aprovação do projeto. Entretanto, não pode esquecer os ambientalistas e opinião pública.
Dilma, “a bomba” está em suas mãos.
Mas, por favor: “Veta Dilma”.
medo
Sem resposta
Em uma noite tranqüila de céu limpo, em meu pensamento
pairava as imagens vistas nos últimos dias. Não somente visões, mas também o
ouvir me transtornava. Sozinho em meu quarto, os meus neurônios viajavam na
complexidade das relações entre os seres humanos. Como entender?
Nas lutas psicológicas, não conseguia organizar aquilo que
no meu cérebro era a fonte de entendimento da interação social. Entretanto o
assunto aguçava as minhas idéias, numa tentativa de elucidar todas as dúvidas
que me afligiam.
A aflição sufocava a linha que, cada vez ficava mais tênue
entre o paradoxo: medo e coragem. As notícias na mídia perturbavam minha mente. Uma
fobia instigava o raciocínio, a concatenação de todas as relações sociais
existentes entre os seres.
Concatenar as diversidades não é fácil, mas não é
impossível. As reportagens de violência
(moral, sexual, doméstica, corrupção, motivo fútil, etc) causavam espanto no momento dessa minha reflexão.
O meu semblante externava a minha aflição.
Medo dos sentimentos, medo do outro, medo de ouvir, medo de
doar, medo do meu próprio medo. Nessa loucura momentânea, fechei os olhos e
refleti. A reflexão cada vez mais
distante, não permitia uma compreensão daquilo que intrigava o meu psicológico.
Nervoso, disperso e angustiado uma balbúrdia de ideologias
fazia dos meus desejos uma mera decepção de tudo que já tinha vivido.
Sem saber por onde começar, debatia com ele (medo) todas as
disparidades existentes entre os seres. As indagações eram inevitáveis, pois
não suportava tal situação.
Clamei a DEUS. Pedi misericórdia e bênção para entendimento
de todas as perguntas que não queriam se calar. Pausadamente, o meu espírito
era acalentado por ELE e com uma leveza de anjo sonolento ficava.
No outro dia...
No outro dia...
Ás seis da manhã quando acordei, uma tristeza abateu meu
coração, pois apesar da boa noite de sono, ainda não tinha obtido minhas
respostas.
Assinar:
Postagens (Atom)