quarta-feira, 1 de maio de 2013

histórias e histórias

HISTÓRIAS E HISTÓRIAS
Janete Santos dos Reis[1]


            Inicio este pequeno artigo com uma simples indagação: Para que estudar História? O presidente Franklin Roosevelt, dos Estados Unidos, disse que uma nação somente conhecerá o progresso se conhecer de fato a sua História. Fica a questão: Será que nós brasileiros conhecemos a nossa História? No decorrer das linhas a seguir tire as suas conclusões.
            Um importante historiador francês, Marc Bloch, disse que a História não é feita somente de fatos, pois, estes podem ser facilmente contestados. Ele afirmou no livro “Apologia da História”, que a mesma é feita de versões, pois, pessoas diferentes (e por isso entenda-se classes diferentes) podem interpretar os fatos por ângulos diversos, o que gera as várias visões históricas.
            Em sua intepretação, Marc Bloch ainda afirma que a História é escrita “de cima para baixo”, ou seja, estudamos aquilo que a elite quer que aprendamos. José Murilo de Carvalho, um historiador brasileiro disse que estudamos a História dos vencedores e nos esquecemos da História dos vencidos. Será isso um fato? Vamos analisar tendo como exemplo a História dos africanos.
            Podemos afirmar sem sombra de dúvidas que a História estudada e aprendida em solo brasileira é euro centrista, ou seja, a História dos vencedores. Sabemos muito ou alguma coisa sobre os países europeus, mas nada sabemos sobre o Haiti ou a Guiana, nossos vizinhos, sendo que aquele foi o primeiro país da América Latina a proclamar a sua independência, sendo esta liderada por escravos.
            Em se tratando da História do Brasil estudamos fartamente como se formaram os Estados Nacionais europeus para que pudessem se organizar e em seguida nos colonizar. Na escola decoramos o nome das caravelas guiadas por Cristóvão Colombo, reescrevemos de inúmeras maneiras a carta de Pero Vaz de Caminha; sabemos que no início Portugal e Espanha disputavam as nossas terras e que também logo após os franceses quiseram entrar na briga.
            Em 322 anos de colonização aprendemos sobre a catequização dos indígenas, mas pouco valor demos à cultura do próprio índio, que raramente é citada nos livro didáticos. Aprendemos sobre as várias revoltas do período colonial e a sua economia, além de entendermos que os principais trabalhadores eram os negros escravizados. Mas nunca nos atemos de fato à cultura do negro. Ele era visto somente como escravo, e quando se fala da sua cultura, esta fica restrita à capoeira, a feijoada (que segundo alguns era um prato típico português adaptado pelos negros, e nada tem de romântico da história de se juntar os restos dos seus senhores para se alimentar) e tem também o samba, somente.
            Em 67 anos de monarquia nada mudou, somente em 1888 o negro deixou de ser escravo e foi “jogado” na sociedade, mas sem uma única política de inserção social. Os anos seguintes não caracterizaram melhorias, pois, o governo brasileiro lançou a “política do branqueamento” em que incentivava a vinda de europeus para o país, já que, “estudos” de médicos e cientistas como Nina Rodrigues mostravam que o negro era incapaz de ascensão social devido à sua inabilidade intelectual. Então até este momento da História do Brasil todos esses fatos são largamente estudados, pergunte a qualquer brasileiro com conhecimento mínimo quem foram as pessoas que “formaram” a nossa sociedade, você terá como resposta: os portugueses, alemães, italianos, citando claramente aos nações europeias, mas responderam também os negros, de modo generalizado, pois ninguém nunca se perguntou quem era esse povo e saber que eles advinham da África já é suficiente, ninguém nunca parando para pensar se tinham a mesma cultura, se falavam a mesma língua, enfim “todo negro é igual”. Só salientando, vieram de regiões diferentes, tinham cultura, língua e religião diferente.
            Ainda na Primeira República, era necessário criar os heróis nacionais, pois, a História serve à nação (entenda-se governantes), ela cria mitos, mas também pode desmistificar. E o primeiro grande herói foi Tiradentes, por quê? Primeiro ele era branco, segundo ia contra os portugueses, era a chance de desvincular de vez a ideia de monarquia da cabeça da população e consolidar a República. Só tem um pequeno problema, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nada fez, porque a Inconfidência Mineira foram somente planos de uma “revolução” abrangente a Minas Gerais e benéfica a elite cansada de pesados impostos. A “revolução” nunca aconteceu, nunca saíram dos planos. Mas em período similar tínhamos vários outros líderes e várias revoltas, como a Revolta dos Malês na Bahia, liderada por negros, caiu no esquecimento. Ganga Zumba, grande líder do Quilombo dos Palmares, quase nunca aparece nos livros didáticos, mas também tínhamos Zumbi, este mais conhecido. Eles sim lutaram por liberdade, mas não poderiam ser postos como heróis porque eram negros, e as práticas culturais negras como capoeira e as religiões afro-brasileiras eram proibidas, sendo a sua prática punida com prisão. Assim só restava um líder branco, até então sem destaque algum na sociedade, mas que foi resgatado da morte e das profundezas do esquecimento para se tornar patrono das polícias dos estados brasileiros e representante da liberdade da nação, se esquecendo que quem mais lutou por liberdade foram os negros.
            Cronologicamente temos o governo Vargas, a redemocratização do Brasil, a Ditadura Militar e a História continua a ser contada da mesma maneira, até que aparece a nova democratização brasileira e todos os cidadãos ganham os mesmos direitos. Só tem uma outra questão: todos são de fato tratados de maneira igual?
            O negro foi escravizado por 356 anos, após o fim da escravidão a prática da sua cultura foi proibida, depois é liberada, mas o estrago cultural já havia sido feito. Durante praticamente quatro séculos ouviram dizer que a sua cor de pele era feia, seu cabelo é feio, sua cultura e religiosidade é coisa do demônio (assim pensam grande parte dos brasileiros em relação às religiões afro-brasileiras), o negro então começa a ter preconceito contra a sua própria cor e cultura, se ele não é aceito de uma forma, tentará ser através da negação das suas origens.
            Muitos irão alegar não existir preconceito racial no Brasil dizendo, “mas a cor negra é linda”, mas esquecem que esta cor está associada a coisas ruins, como escuridão, medo, cegueira, sendo assim entendida pelo subconsciente. Mas se não existe o preconceito de pele, podem afirmar não terem preconceito cultural? Se um amigo te convida para ir à um culto evangélico ou católico você vai, afinal é cristão. Se te chama para frequentar a macumba, a reação é “Deus me livre, tenho medo dessas coisas do capeta”. Afinal macumba lembra demônio, já que inconscientemente aprendemos e transmitimos essa ideia. E assim mesmo de modo generalizado, não distinguindo uma religião da outra, pois, muitos não sabem que Macumba, Umbanda e Candomblé são religiões diferentes, e por terem medo de conhecer essa cultura, se enchem de preconceitos, e afirmam estarem cobertos de razão, e se afastam.
            O povo brasileiro conhece a cultura do branco, afinal vivenciamos ela cotidianamente, é a nossa língua, a nossa crença, as nossas vestimentas, nossa música, nossa alimentação. Mas e o negro? Sempre escravo? Somente capoeira e samba? Nunca nos ofereceram nada além? Na África todos são iguais? A cultura era diferente da europeia? Como saber isso se muitos consideram estudar História da África algo carregado de preconceito, alegando não ser necessário, já que reforça uma ideia preconceituosa. Não entendo essa premissa, mas assim dizem.
            E para finalizar o artigo, respondo a última questão sobre todos terem os mesmos direitos. Segundo doutrinadores do Direito no Brasil, os desiguais devem ser tratados de modo desigual, para que num futuro próximo tenham as mesmas chances. Nessa ideia entra a Lei Maria da Penha, que sai em defesa das mulheres em uma sociedade machista, e a Lei de Cotas Raciais, sendo esta última amplamente discutida. E também a obrigatoriedade em se trabalhar em sala de aula História da África, afinal esta nunca foi estudada, assim, como ainda não o é a História do Índio.
            Assim devemos nos lembrar e conscientizar que os vencedores contam a História e nós a propagamos com respaldo e preconceitos. 21 de abril, feriado nacional, a felicidade do povo em descansar em memória a alguém que nada fez. 19 de abril, poucos se lembram e nem feriado é, afinal, o que o índio tem ou fez de importante? 13 de maio, a data que marcou o fim da escravidão no Brasil, não entra na pauta dos feriados e por muitos nem é lembrado, pois, eles eram os vencidos e não devem ser homenageados.
            A igualdade é uma utopia, pois todos devem ser tratados nas suas especificidades, até que as desigualdades latentes transparareçam. Por isso existem leis de proteção ao deficiente físico e mental, ao idoso, à mulher, à criança, e também leis que punem a discriminação e o racismo, essas últimas dependendo da compreensão do legislador.
            Então ensinar História da África, ou do negro como alguns falam, é relevante para que desmistifique a demonização da cultura afro-brasileira, pois, por mais que uns neguem esse preconceito é perpetrado, ainda que inconsciente.



[1] Graduada em História e pós-graduada em Ciências da Religião pela Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES.  obs...Minha irmã que eu amo...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

BLOCOS ECONOMICOS - EXERCICIOS


01 - Nos últimos anos, foram observadas situações de fragilidade na economia mundial, com empresas e países enfrentando sérias crises financeiras. Como resultado dessas crises, por exemplo, foram realizados programas de ajuda econômico- financeira de emergência para países com dificuldades para pagar suas dívidas. Marque a alternativa que identifica somente países que receberam esse tipo de ajuda econômico- financeira no período 2010/2011.
a) Brasil, Chile e México.       b) Rússia, China e Coréia do Sul. 
c) Venezuela, Colômbia e Uruguai.  d) Irlanda, Grécia e Portugal.

02 - Os exportadores brasileiros protestam constantemente contra a sobrevalorização da taxa de câmbio, que prejudicaria as exportações do Brasil e aumentaria o nível de importações. Este incremento nas importações estaria provocando um processo de desindustrialização dentro do país. Sobre este assunto, é INCORRETO afirmar:
a) A sobrevalorização cambial prejudica as exportações, pois aumenta os preços dos produtos exportados.
b) A sobrevalorização cambial prejudica a indústria brasileira pois diminui os preços dos produtos importados.
c) A sobrevalorização cambial estimula as importações pois aumenta o valor do dólar.
d) A sobrevalorização cambial em geral diminui o preço das importações, inclusive o preço dos insumos importados usados palas empresas no Brasil

03 - O novo rearranjo, ou a nova ordem mundial, tem imprimido uma série de modificações ao mundo contemporâneo. Uma dessas mudanças é a aglomeração de alguns países em blocos. Sobre os blocos econômicos, pode-se afirmar: 
a) ALCA significa Área de Livre Comércio das Américas, e envolve somente os países do Mercosul.    
b) A ALCA é a união do Nafta com o MERCOSUL, para fazer frente aos avanços da Comunidade Europeia.    
c) Fazem parte do Tratado de Livre Comércio da América do Norte – NAFTA o Canadá, o México e os Estados Unidos.    
d) Os EUA recusaram-se a fazer parte do MERCOSUL, pois amargam o maior deficit da balança comercial de sua história, algo em torno de US$ 200 bilhões.    

04 -  Uma das maiores preocupações da OMC (Organização Mundial do Comércio) é combater o chamado protecionismo, que se caracteriza por uma série de medidas postas em práticas por diversos países. Sobre essa postura protecionista são FEItas as seguintes afirmativas:

I - Uma característica protecionista é a garantia de preços mínimos para cada safra e prioridade para a compra da produção interna.
II - Taxação mais elevada sobre os produtos importados.
III - Busca de acordos internacionais para aumentar as exportações, especialmente junto aos mercados de maior potencialidade.

Assinale:
a) Se apenas a afirmativa I for correta. b) Se apenas a afirmativa II for correta.
c) Se apenas a afirmativa III for correta.d) Se as afirmativas I e II forem corretas.

terça-feira, 12 de março de 2013

Coreia do Norte


                                                     Um raio-X da Coreia do Norte
“Um país problema”. Essa ideia é difundida pelos norte-americanos quando se referem à Coreia do Norte. Pois o país asiático é acusado constantemente pelo “tio Sam”, como uma nação detentora de ogivas nucleares, com intenções maléficas  de produzirem uma bomba atômica.
No entanto, quem  é a Coreia do Norte?
Localizada na metade boreal da Península da Coreia, no oriente asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por cinturões orogênicos, divididos por formações em vales estreitos e profundos. Apresentando florestas densas cobrindo cerca de dois terços do país.  O topônimo Coreia deriva-se de Koryo, "alto e belo”, referente ao relevo e a beleza natural da nação.
No século XX, foi o período primordial para a configuração política do país.  Com a intenção de expandir seu território, os japoneses fizeram  península da Coreia seu protetorado. Entretanto com a derrota nipônica  na Segunda Guerra Mundial, a Coreia estava com  a oportunidade de consolidar sua independência.
Mas a partir de 1945 inicia um novo cenário de influências  no leste asiático. Durante a Guerra Fria com o apoio dos soviéticos, o norte se separou do sul, recusando a cooperação com a ONU – Organização das Nações Unidas,  passando a se chamar República Democrática Popular da Coreia, chefiada pelo primeiro ministro Kim Il Sung.
Com isso, incentivados pela URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas -, os norte coreanos invadiram a península do sul em 1950  na tentativa de unificar a península sob o regime comunista, desencadeando a “Guerra da Coreia” (1950-1953), culminando  com a divisão das  Coreias: ao norte Coreia socialista e ao sul a Coreia capitalista. Em 1953 foi assinado o armistício  definindo  o paralelo 38 como a zona desmilitarizada  Coreia. Esta área ainda é palco de tensões entre as duas coreias.
Passado seis décadas de independência, a Coreia do Norte teve poucos presidentes: Kim Il Sung até 1994, depois seu filho Kim Jong-il falecido em 2011 devido a um ataque cardíaco. Após a morte do pai, Kim Jong-Un  foi nomeado como novo líder do país. Não obstante lembrar, que o governo exerce uma política unipartidária e é considerado como uma autocracia, ou ditadura comunista totalitária.
Com quase vinte e cinco milhões de habitantes, o país é constituído por 99% de coreanos, o restante é de japoneses e chineses. Segundo pesquisas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. Os outros 30% seguem crenças asiáticas – budismo – e alguns grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.
A sua população sofre com a fome, pois a maior parte dos alimentos é direcionada ao exercito. Devido à falta de recursos, o governo permite a ajuda de ONGS – Organizações Não Governamentais, claro que, com     fiscalização constante do exército.
Por que um país pobre, miserável como a Coreia do Norte, tem atitudes tão preocupantes para a sociedade global?
 Seria a omissão de chineses e soviéticos?
Seria o desejo de unificação das coreias?
Seria um revanchismo aos japoneses?
Seria uma afronta aos Estados Unidos da América?
Os questionamentos são relevantes para análises e compreensões. Portanto, espero que as perguntas anteriores o leve a refletir sobre causas e efeitos das atitudes norte-coreanas. Talvez um próximo texto responda as indagações.


domingo, 10 de março de 2013

globalização - exercício


01 - Sobre globalização e o atual momento de expansão do capitalismo no mundo, assinale o que for correto.

01) A globalização está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo, para o final da fase industrial e início da fase financeira.

02) Com a globalização, ocorre atualmente a inclusão de todos os povos e países no processo de desenvolvimento, o que gera a extinção dos chamados espaços desiguais no sistema econômico mundial.

04) Para a globalização, interessa a eliminação de qualquer barreira ou entrave que impeça a livre circulação de mercadorias, função que é desempenhada pelos blocos econômicos internacionais.

08) Uma das consequências da globalização é que os países se tornam dependentes uns dos outros, de tal forma que os países considerados subdesenvolvidos não conseguem mais resolver seus problemas internos sem o aval de países considerados desenvolvidos.

16) A globalização é marcada, basicamente, pela mundialização da produção, da circulação e do consumo; ou seja, de todo o ciclo de reprodução do capital.

21 (01+04+16)

02 - (UEL) Leia o texto a seguir:

Os mercados podem escolher seus pobres em circuitos ampliados; o catálogo se enriquece, porque ali, agora, existem pobres pobres e pobres ricos. E existem também – sempre se descobre – pobres ainda mais pobres, menos difíceis, menos “exigentes”. Nada exigentes. Saldos fantásticos. Promoções por todo o lado. O trabalho pode não custar nada quando se sabe viajar. Outra vantagem: a escolha desses pobres, desses pobres pobres, empobrecerá os pobres ricos que, ficando mais pobres, próximos dos pobres pobres, serão por sua vez menos exigentes. Que bela época!

FORRESTER, V. O Horror econômico, Trad. Álvaro Lorencini, São Paulo: UNESP, 1997, pp.101.

Baseado no texto e nos conhecimentos sobre o tema neoliberalismo e globalização, considere as afirmativas:

I. O processo de globalização empresarial pode escolher além das fronteiras nacionais, locais em que o trabalho possa ser apropriado com custos ínfimos.

II. Os pobres ricos são menos exigentes no mercado de trabalho, por conta das promoções que atingem o seu potencial de consumo.

III. Os fantásticos saldos para a contratação de trabalho nesta bela época são realizados pelo catálogo ampliado da possibilidade de contratação dos pobres no mercado.

IV. A disputa de emprego no mundo do trabalho mundial pode tornar os pobres ricos mais pobres, se o mercado souber viajar em busca das promoções.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas

RESP. D

03 - “Não há sociedade, só indivíduos”.

Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica

Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro na história da Inglaterra, de 1979 a 1990, Thatcher recebeu do então presidente norte-americano, Ronald Reagan, o título de “o homem forte do Reino Unido”. Indicada pelo Partido Conservador, suas decisões firmes marcaram a adoção de uma política neoliberal e o fim do modelo, então praticado, conhecido como Welfare State. Com relação

a esse novo modelo de governo, assinale a alternativa correta.

a) Privatização de empresas estatais, em que produtos e serviços considerados estratégicos para a soberania nacional são submetidos à lógica do mercado internacional, permitindo um aumento dos gastos públicos em saúde e educação.

b) Retomada de uma política econômica sustentada por economistas, como Haydek e Friedman, defendendo a absoluta liberdade econômica, mas com preocupações voltadas para a distribuição da riqueza nacional.

c) Possibilidade de que países em desenvolvimento melhorassem seus quadros sociais, com o aumento de empregos para a classe trabalhadora, graças à atuação de empresas transnacionais em diversos setores.

d) Corte de gastos no setor social, aumento do desemprego, endurecimento nas negociações com os sindicatos, elevação das taxas de juros e fim da intervenção estatal, dando total liberdade aos setores financeiro e econômico.

 

04 - O G-8 é um órgão informal, mas exclusivo, cujos membros têm como objetivo enfrentar desafios considerados globais, por meio de discussões e ações conjuntas. As metas visam aumentar a cooperação comercial e financeira, promover a democracia e resolver conflitos entre países. Fazem parte do G8, além de Itália, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos da América e Japão, os seguintes países:

a) China e Rússia.

b) Canadá e Brasil.

c) China e Espanha.

d) Canadá e Rússia.

RESP. D

05 - A respeito das mudanças ocorridas na economia mundial, após 1970, assinale a afirmativa incorreta.

a) O sistema financeiro hoje globalizado tem seus pontos nodais localizados nos países de capitalismo mais avançado.

b) A transmissão das informações em tempo real entre diferentes lugares “comprimiu” as noções de tempo e espaço.

c) A revolução tecnológica no campo da microeletrônica possibilitou a reestruturação da produção e da organização do trabalho.

d) O sistema monetário internacional mantém constante o valor das moedas nacionais tendo o dólar como moeda de referência.

Resp. d

UNIFENAS)

Alemanha relembra 50 anos da construção do Muro de Berlim
A Alemanha comemorou ontem os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio. A divisão acabou em novembro de 1989 depois que a Alemanha Oriental abriu o muro em meio a uma maciça pressão de manifestantes e à abertura política na União Soviética.

(O Tempo, 14/08/2011, p.15)

A construção do Muro de Berlim, em 1961 visava:
a) impedir um ataque militar das potências capitalistas contra a zona de ocupação soviética.
b) reafirmar a divisão da Alemanha ocorrida após a Segunda Guerra Mundial.
c) impedir o fluxo de pessoas para a Alemanha Ocidental capitalista.
d) incentivar o fluxo de pessoas para a Alemanha Oriental comunista.

RESP. C

domingo, 3 de março de 2013

atividade Globalização


O fenomeno da Globalização, constituído por processos diversos, marca a experiência do tempo e do espaco vivenciada atualmente. Sobre este tema considere as afirmações a seguir:
I. Com a globalização as relacções de intercâmbio se intensificaram, levando a um acirramento da concorrência entre lugares, cidades e países que disputam os investimentos estrangeiros.
II. Os fluxos de mercadorias, capitais e informações cresceram no mundo globalizado, intensificando o poder dos Estados sobre as suas economias nacionais.
III. O processo de globalização não é somente caracterizado pela intensificacao das relacões transfronteiricas e globais, mas tambem pelo aumento das disparidades entre lugares e países, por novos processos de exclusão socioeconômica.
IV. Caracterizam a globalização, entre outros fatores, a maior dificuldade do estabelecimento dos fluxos transfronteiricos de capitais e mercadorias.
V. As redes que sustentam os fluxos transnacionais também podem dar suporte aos circuitos informais de lavagem de dinheiro em paraisos fiscais e de atuação do narcotráfico internacional.     Assinale a alternativa que indica as afirmações INCORRETAS.
        a) I, II e III.  b) IV e V. c) II, III e V.  d) III e IV.  e) II e IV.
Resp. E
     Leia a frase para responder à questão.
     Fenômeno decorrente da implementação de novas tecnologias de comunicação e informação, isto é, de novas redes técnicas, que permitem a circulação de ideias, mensagens, pessoas e mercadorias num ritmo acelerado, e que acabaram por criar a interconexão entre os lugares em tempo simultâneo.         PCN Geografia. Adaptado
            A descrição revela o fenômeno da
            a) conurbação.  b) metropolização.  c) globalização.  d) revolução industrial.  e) favelização.
RESP. C
            A globalização é um fenômeno que tem como uma de suas características fundamentais a crescente abertura econômica e política entre os países. Sobre esse fenômeno, é correto afirmar:
            a) Sua emergência tornou obsoletos os blocos econômicos regionais, pois facilitou o comércio direto de país para país.
            b) Uma das consequências políticas do fortalecimento desse fenômeno foi a transferência da soberania nacional para organismos supranacionais, a exemplo da ONU.
            c) As fronteiras nacionais perderam suas funções legais de controle de fluxos.
            d) A causa da globalização foi a queda do muro de Berlim, dando fim à divisão do mundo conhecida como bipolaridade e iniciando uma nova fase, a multipolaridade.
            e) O desenvolvimento tecnológico associado às condições políticas mundiais das últimas décadas do século XX intensificou o processo de globalização
RESP. E
            A primeira eleição de Ronald Reagan para a presidência dos Estados Unidos (1980) coincidiu com o início do governo de Margaret Thatcher, líder do Partido Conservador, na Inglaterra. Orientados por uma mesma concepção de governo, dariam dimensão internacional ao neoliberalismo (...)
            Alceu L. Pazzinato e Maria Helena V. Senise, História Moderna e Contemporânea
            A doutrina econômica a que o texto se refere defende
            a) o Estado de Bem Estar Social nas nações subdesenvolvidas.
            b) a prática da estatização dos recursos naturais.
            c) a intervenção mínima do Estado da economia.
            d) o desestímulo à livre circulação de capitais internacionais.
            e) a criação de rígida legislação de proteção ao trabalho.
RESP. C
            O Capitalismo Moderno é um sistema político e econômico que ainda predomina no mundo atual. Ele apresenta uma série de características, como as que são mencionadas a seguir, exceto:
            a) a globalização do capital financeiro.
            b) a intensificação dos monopólios.
            c) a redução considerável do direito à propriedade privada dos meios de produção.
            d) o aumento da produtividade do trabalho.
            e) a competição de oligopólios no mercado internacional.
RESP. C
            Leia o trecho abaixo:
            “Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não formam um período homogêneo único na História do Mundo. Apesar disso, a História desse período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que dominou até a queda da URSS: o constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial na chamada ‘Guerra Fria’.”
            HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995, p. 223.
            Sobre o exposto pelo historiador Eric Hobsbawm, é correto afirmar:
            a) A URSS citada pelo historiador foi um dos polos do mundo bipolarizado, e o seu adversário no campo político e ideológico, no período, foram os Estados Unidos.
b) Durante o período citado, ocorreram conflitos significativos, como a Guerra da Coreia e a Queda da Bastilha.
c) A Guerra Fria ainda é uma realidade, pois a Rússia se recusa a entrar para a OTAN e ainda há o perigo crescente de uma guerra entre russos e americanos.
d) O Atentado contra as torres gêmeas em Nova York, em setembro de 2001, pôs fim à Guerra Fria.
e) Uma das duas potências que emergiram como resultado da Segunda Guerra, como cita Hobsbawm, foi a Alemanha.
RESP. A

domingo, 24 de fevereiro de 2013

papa


Ao novo papa: boa sorte

 

Este mês de fevereiro um sentimento de frustração e tristeza assolou a população do mundo, principalmente, os religiosos católicos, pois com a renúncia do papa Bento XVI, muitas foram às perguntas para a atitude do pontífice.

Seria as transformações do mundo pós moderno?

Seria a senilidade, fato debilitante de sua saúde?

Seria o tradicionalismo e complexidade das políticas internas da Igreja?

Essas perguntas ainda sem respostas intrigam fiéis do mundo inteiro, principalmente pelas circunstâncias do fato, pois o último papa que abdicou do poder  foi há 500 anos.

Ao visualizar a imagem do sacerdote Ratzinger pelos meios de comunicação ficou  visível o seu cansaço, a sua inexatidão nas palavras, o olhar vazio de um senhor perdido em um emaranhado de “teias” esmagadora e principalmente inibidora dos atos de um forte clero.

            Diferentemente de renúncias anteriores, esta é perceptível um desgaste das relações políticas, econômicas, midiáticas e porque não, até mesmo de religiosidade da Igreja com os seus fiéis, já aquelas relacionaram ao processo histórico muito mais político que qualquer outro fato.

            Este novíssimo mundo, pautado na fluidez cada vez mais acelerada das informações e da efemeridade comportamental, promoveu um desafio a Igreja Católica:

            A Igreja deve adaptar ao sistema econômico-político vigente na sociedade para angariar mais fiéis?

            Sabemos que a energia da Igreja está em seus fiéis e hoje através de dados da própria Igreja Católica percebe-se a perda crescente de adeptos, principalmente, na Europa e América, ícones do catolicismo.

            O sistema de inovações tecnológicas – email, facebook, twitter – e muitos outros são instrumentos que podem recuperar e até conquistar novos adoradores, no entanto, é necessário uma autoavaliação de toda a “cadeia religiosa” que compõem atualmente a Igreja Católica, a começar pela escolha do novo papa.

            Será privilegiar ao senil – Europa e América – ou buscar pelo novo – Ásia, África-?

            Cabe ao  conclave sacerdócio a missão de escolha do novo papa. A responsabilidade é enorme para com o futuro da Igreja.

Ao escolhido a carga é maior ainda, por isso, ao intervir em assuntos polêmicos: casamento gay, células tronco, conflitos políticos e religiosos e outros, o mesmo deve ser cuidadoso ao expressar a opinião da Igreja, pois as consequências podem ser calamitosas para a Instituição religiosa.

Quanto às perguntas abordadas no texto, só o tempo nos trará a resposta.

O certo é, o papa não é mais “pop” e a Igreja para muitos não é mais “dona da verdade”.

Ao novo papa, boa sorte.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

política


Vamos falar de política?

E aí pessoal,  tudo bem?

Sei que a grande maioria dos brasileiros odeia falar de política, mas essa não pode ser a nossa realidade, pois já está mais que provado que nas sociedades mais avançadas e desenvolvidas as pessoas gostam e participam muito da política. Esse envolvimento das pessoas com as questões políticas fazem com que essas sociedades tenham democracias representativas consolidadas e verdadeiras. Ao contrário do Brasil, cuja democracia não passa de uma farsa. Por que uma farsa? Se todos temos o direito de votar? Se todos temos o direito de criar nossos partidos políticos e de manifestar nossas idéias? Mas democracia é só isso? Vamos analisar o sentido etimológico do termo democracia que deriva do grego: Demos (povo)  e Cratos (poder). Assim, as duas palavras nos levam a entender que democracia significa o poder do povo ou o povo no governo.   Não entendam povo como massa ou povão no sentido de um grande número de pessoas que não se enquadram em uma elite, mas pensem na diversidade da população como um todo. Neste caso, essa população está sendo verdadeiramente representada por líderes que governam para o povo? Infelizmente, no Brasil existem raras exceções. Sabem por quê? Primeiro: por que a grande maioria dos brasileiros não gosta de política e acha que seu voto não vale nada e que por isso, ele pode ser vendido ou trocado por qualquer coisa. Segundo: o brasileiro lê muito pouco e os índices de analfabetismo ainda são altos. Terceiro: os brasileiros se deixam alienar com muita facilidade, devido à influência de alguns prazeres do mundo, tais como, futebol, mulher pelada, homem pelado, cachaça, cerveja, pagode, rock, carnaval, novela, internet... Em função desses três fatores, as pessoas acabam escolhendo políticos corruptos e despreparados para representá-las. Além do mais, essa nossa democracia fajuta também favorece a eleição de candidatos que representam grupos sociais com interesses totalmente contrários à grande maioria das pessoas que os elegeram. Como é possível um cidadão de periferia sofrido e marcado pelas mazelas do mundo ter a coragem de votar em um empresário que não têm nenhum histórico de sensibilidade social? Como pode um pequeno produtor rural votar em um latifundiário pecuarista que possui interesses totalmente distintos dos seus? Outra coisa... Por que será que existem tantos empresários de sucesso e profissionais liberais também de sucesso se interessando tanto pelos cargos públicos ? Será que é por que essas pessoas possuem a capacidade inata para governar em prol do povo? Será que suas carreiras favoreceram o desenvolvimento de uma sensibilidade social imensa capaz de movê-los na luta por mudanças profundas na sociedade? Será que é isso, gente? É inegável que possa existir empresários, engenheiros, médicos entre outros que sejam altruístas e realmente interessados na maioria das pessoas que precisam de uma vida mais descente. Mas será que é a maioria? No Norte de Minas, por exemplo, tem tanta gente dessas áreas se enveredando para a política. Será que é sensibilidade social mesmo? Acredito que não.  Mas vocês sabem por que a grande maioria dessa gente está entrando na política? Primeiro: O Político dispõe de muitos privilégios econômicos, sociais e jurídicos. Segundo: O Político tem um Status social que o beneficia em todas as suas ações. Terceiro: Através da política a pessoa tem fácil acesso aos mecanismos responsáveis pelo direcionamento do dinheiro público. Além do mais, existem as negociatas oferecidas aos partidos de aluguel, sem ideologia,  que são muito rentáveis. Um único voto de um deputado ou de um vereador pode valer uma fortuna. Na verdade, existem muitas maneiras de ganhar dinheiro com política. Principalmente no Brasil.
Diante de tudo que foi exposto podemos chamar o Brasil de país democrático? Acredito que não. Para terminar e ainda em relação ao distanciamento do brasileiro da política,  vejo que a juventude deve refletir muito sobre a questão da alienação abordada acima. Nessa perspectiva, eu pergunto: para gostar de política é necessário parar de gostar de futebol?  Não pode mais ouvir música? Não pode mais amar? Não pode mais ver uma novelinha ou um filminho de vez em quando?  Claro que pode galera, desde que vocês não percam de vista a idéia de que vocês são cidadãos ou agentes históricos capazes de determinar os rumos da nossa sociedade. Pensem nisso gente  e reflitam na hora de escolher um candidato para votar. Não se deixem levar pelas idéias dos outros. Vamos pensar com as nossas cabeças. Por fim,  vamos tentar fazer a diferença, combatam tudo que é vulgar e lutem por um mundo mais justo, mais humano e melhor para se viver.

Que Deus abençoe todos vocês 

Um grande abraço

Professor Ronaldo Belém 

Departamento de Geociências – UNIMONTES

E.E. Prof. Hamilton Lopes
Grato pela contribuição ao blog dada pelo professor e amigo - Doutorando pela UFMG Ronaldo Belém.