terça-feira, 12 de março de 2013

Coreia do Norte


                                                     Um raio-X da Coreia do Norte
“Um país problema”. Essa ideia é difundida pelos norte-americanos quando se referem à Coreia do Norte. Pois o país asiático é acusado constantemente pelo “tio Sam”, como uma nação detentora de ogivas nucleares, com intenções maléficas  de produzirem uma bomba atômica.
No entanto, quem  é a Coreia do Norte?
Localizada na metade boreal da Península da Coreia, no oriente asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por cinturões orogênicos, divididos por formações em vales estreitos e profundos. Apresentando florestas densas cobrindo cerca de dois terços do país.  O topônimo Coreia deriva-se de Koryo, "alto e belo”, referente ao relevo e a beleza natural da nação.
No século XX, foi o período primordial para a configuração política do país.  Com a intenção de expandir seu território, os japoneses fizeram  península da Coreia seu protetorado. Entretanto com a derrota nipônica  na Segunda Guerra Mundial, a Coreia estava com  a oportunidade de consolidar sua independência.
Mas a partir de 1945 inicia um novo cenário de influências  no leste asiático. Durante a Guerra Fria com o apoio dos soviéticos, o norte se separou do sul, recusando a cooperação com a ONU – Organização das Nações Unidas,  passando a se chamar República Democrática Popular da Coreia, chefiada pelo primeiro ministro Kim Il Sung.
Com isso, incentivados pela URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas -, os norte coreanos invadiram a península do sul em 1950  na tentativa de unificar a península sob o regime comunista, desencadeando a “Guerra da Coreia” (1950-1953), culminando  com a divisão das  Coreias: ao norte Coreia socialista e ao sul a Coreia capitalista. Em 1953 foi assinado o armistício  definindo  o paralelo 38 como a zona desmilitarizada  Coreia. Esta área ainda é palco de tensões entre as duas coreias.
Passado seis décadas de independência, a Coreia do Norte teve poucos presidentes: Kim Il Sung até 1994, depois seu filho Kim Jong-il falecido em 2011 devido a um ataque cardíaco. Após a morte do pai, Kim Jong-Un  foi nomeado como novo líder do país. Não obstante lembrar, que o governo exerce uma política unipartidária e é considerado como uma autocracia, ou ditadura comunista totalitária.
Com quase vinte e cinco milhões de habitantes, o país é constituído por 99% de coreanos, o restante é de japoneses e chineses. Segundo pesquisas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. Os outros 30% seguem crenças asiáticas – budismo – e alguns grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.
A sua população sofre com a fome, pois a maior parte dos alimentos é direcionada ao exercito. Devido à falta de recursos, o governo permite a ajuda de ONGS – Organizações Não Governamentais, claro que, com     fiscalização constante do exército.
Por que um país pobre, miserável como a Coreia do Norte, tem atitudes tão preocupantes para a sociedade global?
 Seria a omissão de chineses e soviéticos?
Seria o desejo de unificação das coreias?
Seria um revanchismo aos japoneses?
Seria uma afronta aos Estados Unidos da América?
Os questionamentos são relevantes para análises e compreensões. Portanto, espero que as perguntas anteriores o leve a refletir sobre causas e efeitos das atitudes norte-coreanas. Talvez um próximo texto responda as indagações.


domingo, 10 de março de 2013

globalização - exercício


01 - Sobre globalização e o atual momento de expansão do capitalismo no mundo, assinale o que for correto.

01) A globalização está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo, para o final da fase industrial e início da fase financeira.

02) Com a globalização, ocorre atualmente a inclusão de todos os povos e países no processo de desenvolvimento, o que gera a extinção dos chamados espaços desiguais no sistema econômico mundial.

04) Para a globalização, interessa a eliminação de qualquer barreira ou entrave que impeça a livre circulação de mercadorias, função que é desempenhada pelos blocos econômicos internacionais.

08) Uma das consequências da globalização é que os países se tornam dependentes uns dos outros, de tal forma que os países considerados subdesenvolvidos não conseguem mais resolver seus problemas internos sem o aval de países considerados desenvolvidos.

16) A globalização é marcada, basicamente, pela mundialização da produção, da circulação e do consumo; ou seja, de todo o ciclo de reprodução do capital.

21 (01+04+16)

02 - (UEL) Leia o texto a seguir:

Os mercados podem escolher seus pobres em circuitos ampliados; o catálogo se enriquece, porque ali, agora, existem pobres pobres e pobres ricos. E existem também – sempre se descobre – pobres ainda mais pobres, menos difíceis, menos “exigentes”. Nada exigentes. Saldos fantásticos. Promoções por todo o lado. O trabalho pode não custar nada quando se sabe viajar. Outra vantagem: a escolha desses pobres, desses pobres pobres, empobrecerá os pobres ricos que, ficando mais pobres, próximos dos pobres pobres, serão por sua vez menos exigentes. Que bela época!

FORRESTER, V. O Horror econômico, Trad. Álvaro Lorencini, São Paulo: UNESP, 1997, pp.101.

Baseado no texto e nos conhecimentos sobre o tema neoliberalismo e globalização, considere as afirmativas:

I. O processo de globalização empresarial pode escolher além das fronteiras nacionais, locais em que o trabalho possa ser apropriado com custos ínfimos.

II. Os pobres ricos são menos exigentes no mercado de trabalho, por conta das promoções que atingem o seu potencial de consumo.

III. Os fantásticos saldos para a contratação de trabalho nesta bela época são realizados pelo catálogo ampliado da possibilidade de contratação dos pobres no mercado.

IV. A disputa de emprego no mundo do trabalho mundial pode tornar os pobres ricos mais pobres, se o mercado souber viajar em busca das promoções.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.

b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.

d) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas

RESP. D

03 - “Não há sociedade, só indivíduos”.

Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica

Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro na história da Inglaterra, de 1979 a 1990, Thatcher recebeu do então presidente norte-americano, Ronald Reagan, o título de “o homem forte do Reino Unido”. Indicada pelo Partido Conservador, suas decisões firmes marcaram a adoção de uma política neoliberal e o fim do modelo, então praticado, conhecido como Welfare State. Com relação

a esse novo modelo de governo, assinale a alternativa correta.

a) Privatização de empresas estatais, em que produtos e serviços considerados estratégicos para a soberania nacional são submetidos à lógica do mercado internacional, permitindo um aumento dos gastos públicos em saúde e educação.

b) Retomada de uma política econômica sustentada por economistas, como Haydek e Friedman, defendendo a absoluta liberdade econômica, mas com preocupações voltadas para a distribuição da riqueza nacional.

c) Possibilidade de que países em desenvolvimento melhorassem seus quadros sociais, com o aumento de empregos para a classe trabalhadora, graças à atuação de empresas transnacionais em diversos setores.

d) Corte de gastos no setor social, aumento do desemprego, endurecimento nas negociações com os sindicatos, elevação das taxas de juros e fim da intervenção estatal, dando total liberdade aos setores financeiro e econômico.

 

04 - O G-8 é um órgão informal, mas exclusivo, cujos membros têm como objetivo enfrentar desafios considerados globais, por meio de discussões e ações conjuntas. As metas visam aumentar a cooperação comercial e financeira, promover a democracia e resolver conflitos entre países. Fazem parte do G8, além de Itália, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos da América e Japão, os seguintes países:

a) China e Rússia.

b) Canadá e Brasil.

c) China e Espanha.

d) Canadá e Rússia.

RESP. D

05 - A respeito das mudanças ocorridas na economia mundial, após 1970, assinale a afirmativa incorreta.

a) O sistema financeiro hoje globalizado tem seus pontos nodais localizados nos países de capitalismo mais avançado.

b) A transmissão das informações em tempo real entre diferentes lugares “comprimiu” as noções de tempo e espaço.

c) A revolução tecnológica no campo da microeletrônica possibilitou a reestruturação da produção e da organização do trabalho.

d) O sistema monetário internacional mantém constante o valor das moedas nacionais tendo o dólar como moeda de referência.

Resp. d

UNIFENAS)

Alemanha relembra 50 anos da construção do Muro de Berlim
A Alemanha comemorou ontem os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio. A divisão acabou em novembro de 1989 depois que a Alemanha Oriental abriu o muro em meio a uma maciça pressão de manifestantes e à abertura política na União Soviética.

(O Tempo, 14/08/2011, p.15)

A construção do Muro de Berlim, em 1961 visava:
a) impedir um ataque militar das potências capitalistas contra a zona de ocupação soviética.
b) reafirmar a divisão da Alemanha ocorrida após a Segunda Guerra Mundial.
c) impedir o fluxo de pessoas para a Alemanha Ocidental capitalista.
d) incentivar o fluxo de pessoas para a Alemanha Oriental comunista.

RESP. C

domingo, 3 de março de 2013

atividade Globalização


O fenomeno da Globalização, constituído por processos diversos, marca a experiência do tempo e do espaco vivenciada atualmente. Sobre este tema considere as afirmações a seguir:
I. Com a globalização as relacções de intercâmbio se intensificaram, levando a um acirramento da concorrência entre lugares, cidades e países que disputam os investimentos estrangeiros.
II. Os fluxos de mercadorias, capitais e informações cresceram no mundo globalizado, intensificando o poder dos Estados sobre as suas economias nacionais.
III. O processo de globalização não é somente caracterizado pela intensificacao das relacões transfronteiricas e globais, mas tambem pelo aumento das disparidades entre lugares e países, por novos processos de exclusão socioeconômica.
IV. Caracterizam a globalização, entre outros fatores, a maior dificuldade do estabelecimento dos fluxos transfronteiricos de capitais e mercadorias.
V. As redes que sustentam os fluxos transnacionais também podem dar suporte aos circuitos informais de lavagem de dinheiro em paraisos fiscais e de atuação do narcotráfico internacional.     Assinale a alternativa que indica as afirmações INCORRETAS.
        a) I, II e III.  b) IV e V. c) II, III e V.  d) III e IV.  e) II e IV.
Resp. E
     Leia a frase para responder à questão.
     Fenômeno decorrente da implementação de novas tecnologias de comunicação e informação, isto é, de novas redes técnicas, que permitem a circulação de ideias, mensagens, pessoas e mercadorias num ritmo acelerado, e que acabaram por criar a interconexão entre os lugares em tempo simultâneo.         PCN Geografia. Adaptado
            A descrição revela o fenômeno da
            a) conurbação.  b) metropolização.  c) globalização.  d) revolução industrial.  e) favelização.
RESP. C
            A globalização é um fenômeno que tem como uma de suas características fundamentais a crescente abertura econômica e política entre os países. Sobre esse fenômeno, é correto afirmar:
            a) Sua emergência tornou obsoletos os blocos econômicos regionais, pois facilitou o comércio direto de país para país.
            b) Uma das consequências políticas do fortalecimento desse fenômeno foi a transferência da soberania nacional para organismos supranacionais, a exemplo da ONU.
            c) As fronteiras nacionais perderam suas funções legais de controle de fluxos.
            d) A causa da globalização foi a queda do muro de Berlim, dando fim à divisão do mundo conhecida como bipolaridade e iniciando uma nova fase, a multipolaridade.
            e) O desenvolvimento tecnológico associado às condições políticas mundiais das últimas décadas do século XX intensificou o processo de globalização
RESP. E
            A primeira eleição de Ronald Reagan para a presidência dos Estados Unidos (1980) coincidiu com o início do governo de Margaret Thatcher, líder do Partido Conservador, na Inglaterra. Orientados por uma mesma concepção de governo, dariam dimensão internacional ao neoliberalismo (...)
            Alceu L. Pazzinato e Maria Helena V. Senise, História Moderna e Contemporânea
            A doutrina econômica a que o texto se refere defende
            a) o Estado de Bem Estar Social nas nações subdesenvolvidas.
            b) a prática da estatização dos recursos naturais.
            c) a intervenção mínima do Estado da economia.
            d) o desestímulo à livre circulação de capitais internacionais.
            e) a criação de rígida legislação de proteção ao trabalho.
RESP. C
            O Capitalismo Moderno é um sistema político e econômico que ainda predomina no mundo atual. Ele apresenta uma série de características, como as que são mencionadas a seguir, exceto:
            a) a globalização do capital financeiro.
            b) a intensificação dos monopólios.
            c) a redução considerável do direito à propriedade privada dos meios de produção.
            d) o aumento da produtividade do trabalho.
            e) a competição de oligopólios no mercado internacional.
RESP. C
            Leia o trecho abaixo:
            “Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não formam um período homogêneo único na História do Mundo. Apesar disso, a História desse período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que dominou até a queda da URSS: o constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial na chamada ‘Guerra Fria’.”
            HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1995, p. 223.
            Sobre o exposto pelo historiador Eric Hobsbawm, é correto afirmar:
            a) A URSS citada pelo historiador foi um dos polos do mundo bipolarizado, e o seu adversário no campo político e ideológico, no período, foram os Estados Unidos.
b) Durante o período citado, ocorreram conflitos significativos, como a Guerra da Coreia e a Queda da Bastilha.
c) A Guerra Fria ainda é uma realidade, pois a Rússia se recusa a entrar para a OTAN e ainda há o perigo crescente de uma guerra entre russos e americanos.
d) O Atentado contra as torres gêmeas em Nova York, em setembro de 2001, pôs fim à Guerra Fria.
e) Uma das duas potências que emergiram como resultado da Segunda Guerra, como cita Hobsbawm, foi a Alemanha.
RESP. A

domingo, 24 de fevereiro de 2013

papa


Ao novo papa: boa sorte

 

Este mês de fevereiro um sentimento de frustração e tristeza assolou a população do mundo, principalmente, os religiosos católicos, pois com a renúncia do papa Bento XVI, muitas foram às perguntas para a atitude do pontífice.

Seria as transformações do mundo pós moderno?

Seria a senilidade, fato debilitante de sua saúde?

Seria o tradicionalismo e complexidade das políticas internas da Igreja?

Essas perguntas ainda sem respostas intrigam fiéis do mundo inteiro, principalmente pelas circunstâncias do fato, pois o último papa que abdicou do poder  foi há 500 anos.

Ao visualizar a imagem do sacerdote Ratzinger pelos meios de comunicação ficou  visível o seu cansaço, a sua inexatidão nas palavras, o olhar vazio de um senhor perdido em um emaranhado de “teias” esmagadora e principalmente inibidora dos atos de um forte clero.

            Diferentemente de renúncias anteriores, esta é perceptível um desgaste das relações políticas, econômicas, midiáticas e porque não, até mesmo de religiosidade da Igreja com os seus fiéis, já aquelas relacionaram ao processo histórico muito mais político que qualquer outro fato.

            Este novíssimo mundo, pautado na fluidez cada vez mais acelerada das informações e da efemeridade comportamental, promoveu um desafio a Igreja Católica:

            A Igreja deve adaptar ao sistema econômico-político vigente na sociedade para angariar mais fiéis?

            Sabemos que a energia da Igreja está em seus fiéis e hoje através de dados da própria Igreja Católica percebe-se a perda crescente de adeptos, principalmente, na Europa e América, ícones do catolicismo.

            O sistema de inovações tecnológicas – email, facebook, twitter – e muitos outros são instrumentos que podem recuperar e até conquistar novos adoradores, no entanto, é necessário uma autoavaliação de toda a “cadeia religiosa” que compõem atualmente a Igreja Católica, a começar pela escolha do novo papa.

            Será privilegiar ao senil – Europa e América – ou buscar pelo novo – Ásia, África-?

            Cabe ao  conclave sacerdócio a missão de escolha do novo papa. A responsabilidade é enorme para com o futuro da Igreja.

Ao escolhido a carga é maior ainda, por isso, ao intervir em assuntos polêmicos: casamento gay, células tronco, conflitos políticos e religiosos e outros, o mesmo deve ser cuidadoso ao expressar a opinião da Igreja, pois as consequências podem ser calamitosas para a Instituição religiosa.

Quanto às perguntas abordadas no texto, só o tempo nos trará a resposta.

O certo é, o papa não é mais “pop” e a Igreja para muitos não é mais “dona da verdade”.

Ao novo papa, boa sorte.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

política


Vamos falar de política?

E aí pessoal,  tudo bem?

Sei que a grande maioria dos brasileiros odeia falar de política, mas essa não pode ser a nossa realidade, pois já está mais que provado que nas sociedades mais avançadas e desenvolvidas as pessoas gostam e participam muito da política. Esse envolvimento das pessoas com as questões políticas fazem com que essas sociedades tenham democracias representativas consolidadas e verdadeiras. Ao contrário do Brasil, cuja democracia não passa de uma farsa. Por que uma farsa? Se todos temos o direito de votar? Se todos temos o direito de criar nossos partidos políticos e de manifestar nossas idéias? Mas democracia é só isso? Vamos analisar o sentido etimológico do termo democracia que deriva do grego: Demos (povo)  e Cratos (poder). Assim, as duas palavras nos levam a entender que democracia significa o poder do povo ou o povo no governo.   Não entendam povo como massa ou povão no sentido de um grande número de pessoas que não se enquadram em uma elite, mas pensem na diversidade da população como um todo. Neste caso, essa população está sendo verdadeiramente representada por líderes que governam para o povo? Infelizmente, no Brasil existem raras exceções. Sabem por quê? Primeiro: por que a grande maioria dos brasileiros não gosta de política e acha que seu voto não vale nada e que por isso, ele pode ser vendido ou trocado por qualquer coisa. Segundo: o brasileiro lê muito pouco e os índices de analfabetismo ainda são altos. Terceiro: os brasileiros se deixam alienar com muita facilidade, devido à influência de alguns prazeres do mundo, tais como, futebol, mulher pelada, homem pelado, cachaça, cerveja, pagode, rock, carnaval, novela, internet... Em função desses três fatores, as pessoas acabam escolhendo políticos corruptos e despreparados para representá-las. Além do mais, essa nossa democracia fajuta também favorece a eleição de candidatos que representam grupos sociais com interesses totalmente contrários à grande maioria das pessoas que os elegeram. Como é possível um cidadão de periferia sofrido e marcado pelas mazelas do mundo ter a coragem de votar em um empresário que não têm nenhum histórico de sensibilidade social? Como pode um pequeno produtor rural votar em um latifundiário pecuarista que possui interesses totalmente distintos dos seus? Outra coisa... Por que será que existem tantos empresários de sucesso e profissionais liberais também de sucesso se interessando tanto pelos cargos públicos ? Será que é por que essas pessoas possuem a capacidade inata para governar em prol do povo? Será que suas carreiras favoreceram o desenvolvimento de uma sensibilidade social imensa capaz de movê-los na luta por mudanças profundas na sociedade? Será que é isso, gente? É inegável que possa existir empresários, engenheiros, médicos entre outros que sejam altruístas e realmente interessados na maioria das pessoas que precisam de uma vida mais descente. Mas será que é a maioria? No Norte de Minas, por exemplo, tem tanta gente dessas áreas se enveredando para a política. Será que é sensibilidade social mesmo? Acredito que não.  Mas vocês sabem por que a grande maioria dessa gente está entrando na política? Primeiro: O Político dispõe de muitos privilégios econômicos, sociais e jurídicos. Segundo: O Político tem um Status social que o beneficia em todas as suas ações. Terceiro: Através da política a pessoa tem fácil acesso aos mecanismos responsáveis pelo direcionamento do dinheiro público. Além do mais, existem as negociatas oferecidas aos partidos de aluguel, sem ideologia,  que são muito rentáveis. Um único voto de um deputado ou de um vereador pode valer uma fortuna. Na verdade, existem muitas maneiras de ganhar dinheiro com política. Principalmente no Brasil.
Diante de tudo que foi exposto podemos chamar o Brasil de país democrático? Acredito que não. Para terminar e ainda em relação ao distanciamento do brasileiro da política,  vejo que a juventude deve refletir muito sobre a questão da alienação abordada acima. Nessa perspectiva, eu pergunto: para gostar de política é necessário parar de gostar de futebol?  Não pode mais ouvir música? Não pode mais amar? Não pode mais ver uma novelinha ou um filminho de vez em quando?  Claro que pode galera, desde que vocês não percam de vista a idéia de que vocês são cidadãos ou agentes históricos capazes de determinar os rumos da nossa sociedade. Pensem nisso gente  e reflitam na hora de escolher um candidato para votar. Não se deixem levar pelas idéias dos outros. Vamos pensar com as nossas cabeças. Por fim,  vamos tentar fazer a diferença, combatam tudo que é vulgar e lutem por um mundo mais justo, mais humano e melhor para se viver.

Que Deus abençoe todos vocês 

Um grande abraço

Professor Ronaldo Belém 

Departamento de Geociências – UNIMONTES

E.E. Prof. Hamilton Lopes
Grato pela contribuição ao blog dada pelo professor e amigo - Doutorando pela UFMG Ronaldo Belém.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Devaneio


Carne X Espírito

Hoje com o pensamento confuso, o meu corpo transpirava você. As lembranças são inevitáveis do momento único, o seu olhar. Por isso viajo no meu devaneio, ciente das impossibilidades referentes ao desejo do inevitável.

Evitar a atitude é abster do imaginável real, procedente da cobiça predatória do ser animal. Entretanto, a fobia da ação limita o louco a fazer o que  talvez para muitos seja inesperado.

É negar à irracionalidade, submetendo a emoção instigante do pensamento de um corpo pedinte. O psíquico tem a combustão do pedido corporal. Então é fazer o impensado, não ter remorso do presente, que em segundos será passado.

O nosso momento exclui os outros, o mundo para. Essa pequena inércia,  apenas ratifica as funções de X e Y, na tentativa de dominar a imagem inerente ao surto do fôlego disperso por você. Creio que não há ciência detentora do conhecimento do desejo.

Você aguça o homem, negando com jeito juvenil, aquilo que até o senil é vulnerável.  É despertar o suspirar de maneira ilimitada, fazendo da carne um arrepio que diverge da salvação do espírito.

Será se a espiritualidade tem as mesmas necessidades da carne?

 

domingo, 14 de outubro de 2012

paradoxo da escolha


Escolhas: Eis a questão

É bom ou ruim ter escolhas? Analisando fatos e valores sobre qual marca de arroz posso comprar em um supermercado, quantos aparelhos de celular há para escolher, onde viajar e como realizar o meu gosto pelo modelo e cor do veículo do ano, tudo isso e muitas outras que deixei de citar fez perceber o quanto não é nada simples no mundo moderno a tomada de decisões, pois a infinita variedade de opções causa uma balbúrdia psicológica.

Não obstante inferir que, com a globalização e os avanços tecnológicos, imaginávamos uma facilidade e economia do tempo, otimizando o ritmo de vida. Porém ao termos uma quantidade exacerbada de opções, sentimos dificuldade em encontrar o que realmente precisamos. Antigamente, por exemplo, as pessoas tinham poucas escolhas quanto aos recursos tecnológicos. Agora são aparelhos com tantas informações e opções, que às vezes preferimos o recurso mais simples apenas para evitar aborrecimentos.

Também é perceptível essas mudanças no mercado de trabalho, enquanto nossos pais viveram uma carreira em apenas uma empresa, a geração atual diversifica os empregos em poucos anos. Pesquisas já comprovaram que um melhor salário nos leva a mudar de serviço, independentemente do vínculo e da felicidade no cargo atual. Um bom exemplo são os jogadores de futebol.

Em nossa vida religiosa, novamente as escolhas fazem parte. Hoje não somos tradicionais em seguir a religião dos pais, e sim temos nosso próprio credo. No entanto, essa possibilidade de escolher, causa a muitos fiéis uma confusão com a sua fé, levando a incredulidade. Como comprovação do fato, hoje na Europa temos um número considerável de ateus.

E quanto à relação amorosa, o caso se complica ainda mais, pois não depende só da minha  escolha, depende do outro também. Imaginem: O nosso futuro será onde? Quantos filhos? Qual o tamanho da residência? Morar próximo da família minha ou dela? Se trabalharmos, com quem deixar os filhos?

Com tantas escolhas no mundo moderno, hoje somos suscetíveis à efemeridade das relações com objetos, instituições, sentimentos, desejos e outros. Há uma sensação de sermos a “coisa”, inaptos ao excesso de opções disponíveis na sociedade contemporânea.

A maximização de possibilidade faz das conquistas produtos descartáveis, obrigando sempre buscar algo, ou seja, o perfeccionismo torna-se obsessão – o melhor sempre. Em contrapartida temos o simples, que é satisfazer as necessidades, procurando eficiência nas escolhas, não tendo necessariamente a obrigação de ser “o melhor”.

Adaptar a essa nova realidade social nos remete a uma reflexão constante dos nossos comportamentos. Pois somos vítimas de um sistema “selvagem” muitas vezes manipulador das nossas aspirações, seriamente tentados a todo o momento.

Para fugir às tentações é necessário um equilíbrio e nessa linha tênue das escolhas, temos um paradoxo entre a maximização das possibilidades – felicidade é ser o melhor -  e a satisfação das necessidades – felicidade é contentar com o suficiente.

Enfim sempre estamos sujeitos às escolhas. E então, você é maximizador ou satisfazedor?