segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Devaneio


Carne X Espírito

Hoje com o pensamento confuso, o meu corpo transpirava você. As lembranças são inevitáveis do momento único, o seu olhar. Por isso viajo no meu devaneio, ciente das impossibilidades referentes ao desejo do inevitável.

Evitar a atitude é abster do imaginável real, procedente da cobiça predatória do ser animal. Entretanto, a fobia da ação limita o louco a fazer o que  talvez para muitos seja inesperado.

É negar à irracionalidade, submetendo a emoção instigante do pensamento de um corpo pedinte. O psíquico tem a combustão do pedido corporal. Então é fazer o impensado, não ter remorso do presente, que em segundos será passado.

O nosso momento exclui os outros, o mundo para. Essa pequena inércia,  apenas ratifica as funções de X e Y, na tentativa de dominar a imagem inerente ao surto do fôlego disperso por você. Creio que não há ciência detentora do conhecimento do desejo.

Você aguça o homem, negando com jeito juvenil, aquilo que até o senil é vulnerável.  É despertar o suspirar de maneira ilimitada, fazendo da carne um arrepio que diverge da salvação do espírito.

Será se a espiritualidade tem as mesmas necessidades da carne?

 

domingo, 14 de outubro de 2012

paradoxo da escolha


Escolhas: Eis a questão

É bom ou ruim ter escolhas? Analisando fatos e valores sobre qual marca de arroz posso comprar em um supermercado, quantos aparelhos de celular há para escolher, onde viajar e como realizar o meu gosto pelo modelo e cor do veículo do ano, tudo isso e muitas outras que deixei de citar fez perceber o quanto não é nada simples no mundo moderno a tomada de decisões, pois a infinita variedade de opções causa uma balbúrdia psicológica.

Não obstante inferir que, com a globalização e os avanços tecnológicos, imaginávamos uma facilidade e economia do tempo, otimizando o ritmo de vida. Porém ao termos uma quantidade exacerbada de opções, sentimos dificuldade em encontrar o que realmente precisamos. Antigamente, por exemplo, as pessoas tinham poucas escolhas quanto aos recursos tecnológicos. Agora são aparelhos com tantas informações e opções, que às vezes preferimos o recurso mais simples apenas para evitar aborrecimentos.

Também é perceptível essas mudanças no mercado de trabalho, enquanto nossos pais viveram uma carreira em apenas uma empresa, a geração atual diversifica os empregos em poucos anos. Pesquisas já comprovaram que um melhor salário nos leva a mudar de serviço, independentemente do vínculo e da felicidade no cargo atual. Um bom exemplo são os jogadores de futebol.

Em nossa vida religiosa, novamente as escolhas fazem parte. Hoje não somos tradicionais em seguir a religião dos pais, e sim temos nosso próprio credo. No entanto, essa possibilidade de escolher, causa a muitos fiéis uma confusão com a sua fé, levando a incredulidade. Como comprovação do fato, hoje na Europa temos um número considerável de ateus.

E quanto à relação amorosa, o caso se complica ainda mais, pois não depende só da minha  escolha, depende do outro também. Imaginem: O nosso futuro será onde? Quantos filhos? Qual o tamanho da residência? Morar próximo da família minha ou dela? Se trabalharmos, com quem deixar os filhos?

Com tantas escolhas no mundo moderno, hoje somos suscetíveis à efemeridade das relações com objetos, instituições, sentimentos, desejos e outros. Há uma sensação de sermos a “coisa”, inaptos ao excesso de opções disponíveis na sociedade contemporânea.

A maximização de possibilidade faz das conquistas produtos descartáveis, obrigando sempre buscar algo, ou seja, o perfeccionismo torna-se obsessão – o melhor sempre. Em contrapartida temos o simples, que é satisfazer as necessidades, procurando eficiência nas escolhas, não tendo necessariamente a obrigação de ser “o melhor”.

Adaptar a essa nova realidade social nos remete a uma reflexão constante dos nossos comportamentos. Pois somos vítimas de um sistema “selvagem” muitas vezes manipulador das nossas aspirações, seriamente tentados a todo o momento.

Para fugir às tentações é necessário um equilíbrio e nessa linha tênue das escolhas, temos um paradoxo entre a maximização das possibilidades – felicidade é ser o melhor -  e a satisfação das necessidades – felicidade é contentar com o suficiente.

Enfim sempre estamos sujeitos às escolhas. E então, você é maximizador ou satisfazedor?




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

atividade cartografia


01-Rochas, relevo e solos são temas respectivos dos seguintes mapas:
a) pedológico, geomorfológico e geológico.
b) litológico, pedológico e geomorfológico.
c) geomorfológico, topográfico e fitoecológico.
d) geológico, geomorfológico e pedológico.
Resp:d

02- Um professor do Curso de Licenciatura em Geografia do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) entregou aos seus alunos um mapa feito na escala 1:1.000.000 cuja distância em linha reta entre duas cidades é de 5 cm. O professor pergunta: qual a distância real, em km, entre as cidades?
a) 10 
b) 20 
c) 50 
d) 500 
resp c
03-Em um mapa, a distância entre duas cidades e de 3,1cm. Sabendo-se que a escala do mapa e de 1: 500.000, assinale a alternativa que indica corretamente, em linha reta, a distancia real (em km) entre as cidades.

a) 150 km.
b) 15,5 km.
c) 155 km.
d) 155,5 km.
e) 15,0 km.

Resp b

04- Tratando-se de questões cartográficas, pode-se afirmar corretamente que

a) os mapas altimétricos representam as variações topográficas e de altitudes através das curvas de nível.
b) em uma escala numérica de 1: 500 000, cada centímetro no mapa equivale a 50 quilômetros na superfície real.
c) paralelos e meridianos representam, respectivamente, as longitudes e latitudes.
d) em uma escala numérica de 1: 250 000, cada centímetro no mapa equivale a 250 quilômetros na superfície real.
Resp a

05-Sobre aspectos cartográficos, assinale a afirmativa correta.

a) As elevações do relevo são representadas por linhas isobáricas que ligam pontos ou cotas de igual altitude em intervalos iguais.
b) O elemento que estabelece a relação ou a proporção entre a dimensão real de um lugar e sua representação no mapa é denominado escala.
c) Uma escala pequena (1/2.000 ou 1/10.000) é utilizada para os mapas de áreas urbanas, uma escala grande (1/1.000.000 ou 1/50.000.000) para os de áreas de estados, países, continentes ou mesmo o mapa-múndi.
d) Os mapas temáticos tratam de temas específicos como relevo, clima, solo, hidrografia, sem abordar temas econômicos, políticos e sociais.
Resp b

06-Em um mapa de escala 1:100.000, um rio está representado da nascente até a foz por 5 cm. Qual é o seu comprimento real em km?

a) 500 km
b) 50 km
c) 15 km
d) 5 km
resp d

terça-feira, 25 de setembro de 2012

energia nuclear


                        Energia Nuclear: o uso paradoxal

A energia nuclear é a energia liberada durante a fissão ou fusão dos núcleos atômicos. A reação nuclear é a modificação da composição do núcleo atômico de um elemento podendo transformar-se em outros elementos.  A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de combustíveis fósseis, não lançando na atmosfera gases tóxicos, e não sendo responsável pelo aumento do efeito estufa.
A utilização da energia nuclear vem crescendo a cada dia. Essa energia é uma das alternativas menos poluentes, permite adquirir muita energia em um espaço pequeno e instalações de usinas perto dos centros consumidores, reduzindo o custo de distribuição de energia, ou seja, a energia nuclear torna-se mais uma opção para atender com eficácia à demanda energética no mundo moderno.
Atualmente os países europeus – Suécia, França, Alemanha, Espanha, Rússia - são os que mais utilizam essa fonte energética. Haja vista, que nas últimas décadas, considerando a produção total de energia elétrica no mundo, a participação da energia nuclear saltou de 0,1% para 17% em 30 anos, fazendo-a aproximar-se da porcentagem produzida pelas hidrelétricas. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no final de 1998 havia 434 usinas nucleares em 32 países e 36 unidades sendo construídas em 15 países. A decisão de construir usinas depende em grande parte dos custos de produção da energia nuclear.
Em nosso país, a procura da tecnologia nuclear  começou na década de 50, com Almirante Álvaro Alberto, que entre outros feitos criou o Conselho Nacional de Pesquisa, em 1951, e que importou duas ultra-centrifugadoras da Alemanha para o enriquecimento do urânio, em 1953.
A decisão da implementação de uma usina nuclear no Brasil aconteceu em 1969. E que em nenhum momento se pensou numa fonte para substituir a energia hidráulica, da mesma maneira que também após alguns anos, ficou bem claro que os objetivos não eram simplesmente o domínio de uma nova tecnologia. O Brasil estava vivendo dentro de um regime de governo militar e o acesso ao conhecimento tecnológico no campo nuclear permitiria desenvolver não só submarinos nucleares, mas também armas atômicas.
Em 1974,, as obras civis da Usina Nuclear de Angra 1 estavam em pleno andamento quando o Governo Federal decidiu ampliar o projeto, autorizando a empresa Furnas a construir a segunda usina.
Mais tarde, em 1975, com a justificativa de que o Brasil já mostrava falta de energia elétrica para meados dos anos 90 e início do século 21, uma vez que o potencial hidroelétrico já se apresentava quase que totalmente instalado, foi assinado na cidade alemã de Bonn o Acordo de Cooperação Nuclear, pelo qual o Brasil compraria oito usinas nucleares e possuiria toda a tecnologia necessária ao seu desenvolvimento nesse setor.
Desta maneira o Brasil dava um passo definitivo para o ingresso no clube de potências atômicas e estava assim decidido o futuro energético do país, dando início à Era Nuclear Brasileira. Atualmente temos Angra 1 e Angra 2, com previsão para novos investimentos possibilitando uma usina no nordeste brasileiro.
Entretanto, na sociedade moderna, percebe-se uma inquietação quanto ao uso da energia nuclear, pois o mundo já sofreu com várias catástrofes em usinas nucleares – Chernobil (Ucrânia -1986), Fukushima (Japão -2010) – e ainda o hediondo ataque norte-americano em Hiroshima e Nagasaki marcou o horror no planeta, já que utilizando armas atômicas  deliberadamente contra seres humanos, foram mais de 100 mil pessoas mortes nos ataques de 6 a 9 de Agosto de 1945 e outros milhares morreriam nos anos seguintes sofrendo de complicações causadas pela radiação. Além de tudo, preocupa-se com os resíduos atômicos, pois não há um consenso entre estudiosos quanto ao depósito seguro desse lixo. 
Portanto é um paradoxo no uso da energia nuclear, pois  pode ser usada para o bem da humanidade - produzindo energia - , porém pode causar várias guerras e catástrofes com o seu mau uso.
Sabemos que o século XXI será marcado pelas buscas por energias seguras e sustentáveis, mas não podemos esquecer que a energia nuclear necessita do urânio – não renovável – e ainda é considerada de alto custo devido ao processo de enriquecimento do minério.
Então entre governos e estudiosos há uma discussão na viabilidade do uso da energia nuclear. A sociedade está preocupada com a maneira do uso dessa energia, por isso é relevante o papel de inspeção da AIEA nas usinas atômicas de todo o mundo.
Seria a energia nuclear, uma alternativa para o século XXI?

domingo, 16 de setembro de 2012

O mundo em controle


                                                                  Um trem desgovernado uai...

 

Logo após um processo eufórico no fim do mundo bipolar ( Guerra Fria) e da esperada nova ordem mundial ( multipolaridade) com a supraeconomia de mercado, iniciou um período de maior intensidade desse fenômeno de globalização. Fase de desenvolvimento econômico, crises financeiras, desigualdades sociais perceptíveis são agora analisados. Há um pedido planetário por uma administração global que não seja excludente. A busca por um caminho que mesmo sinuoso, facilite a governabilidade do sistema.

A maior parte das infrações nas vias de transporte é causada por imprudência humana. A inabilidade e despreparo, acrescentadas ás deficiências estruturais, além da falta de um poder judiciário mais atuante, são fatores contribuintes para tal situação.

Ponderando as análises, percebemos certa semelhança entre a administração do planeta com a expansão caótica do trânsito de veículos pelos centros urbanos. Impunidades, acidentes, direção descontrolada, todos esses elementos atestam a sensação de desgovernabilidade.

                Comparado a um animal, que ao nascer apresenta dificuldades de dar os seus próprios passos, necessita de ajuda para desenvolver e aprimorar sua habilidade. O autogoverno de o seu caminhar  vem com o tempo, com a redução dos tropeços, das quedas. O mesmo ocorre com a sociedade, que nas últimas décadas está aprendendo a andar com a nova ordem mundial. A necessidade de equilíbrio, em busca de um governo que acerte os passos dificultados pelas diferenças políticas, econômicas e sociais existentes no planeta.

                É relevante que os governantes revisem as suas habilidades e tirem o mais rápido possível a sua carteira de habilitação, numa tentativa de evitar ou reduzir tropeços, percalços, procure eliminar os acidentes desse novo percurso a ser enfrentado.

                A receita é simples e do cotidiano. Com a revolução técnico cientifica informacional das últimas décadas, o mundo passou por mudanças jamais vistas pela sociedade em termos de velocidade de interação (comunicação, transporte, trocas comerciais) de mercado. Entretanto, não se sabe ainda como governar todo esse processo tão recente de relações. Como equilibrar nessa nova sociedade?

                No século XX com todo o progresso da ciência, da arte, do acesso a necessidades básicas, da consolidação do Estado e instituições, do aumento de recursos para longevidade da vida ocorreu um surto evolutivo da sociedade. Em contrapartida, produzimos recursos – armas químicas, bomba atômica – que pode extinguir as vidas em escala jamais vista.

                Esse século que está apenas no início, vivenciamos um período de perguntas sem respostas. Estamos ainda em um período de análises de riscos, de previsões. É necessário que os governos se habilitem, para que não comparemos o nosso planeta com um barco a deriva. Governabilidade já.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

atividade geografia


Uma malha digital que cresce em velocidade vertiginosa está cobrindo nosso planeta: é a internet, a rede mundial de computadores. Considerando essa importante inovação tecnológica contemporânea, analise a informação:
A integração econômica global é facilitada pelo uso das mesmas técnicas, contudo, integrar não significa incluir a todos.

Com base nas informações e em seus conhecimentos, escolha a alternativa que melhor explica a afirmativa apresentada.
a) A era da informação e da revolução científica prioriza a qualificação da mão de obra e a incorporação de novas habilidades, reconhecendo a diferença existente entre ricos e pobres.
b) A velocidade da informação é o benefício apresentado pela internet para a globalização, pois reduz o espaço mundial a um espaço virtual, sem a necessidade de integrar a todos os internautas.
c) A internacionalização da rede e a incorporação de centenas de milhões de usuários por todo o planeta excluem as diferenças culturais e econômicas devido à mundialização dos padrões de consumo.
d) A internet dinamizou e tornou imediatas transações e negociações em escala mundial, evitando a exclusão digital pelas parcerias com empresas e investimentos em inovações tecnológicas.
e) Ao mesmo tempo em que a internet facilita o processo de integração econômica global, é também responsável pela chamada exclusão digital, pois acentua a distância entre os usuários e aqueles que já viviam em situação de marginalidade econômica e social.

(UEPB)

Com base nos seus conhecimentos e com o auxílio do texto apresentado na questão anterior, assinale com ou com as proposições, conforme sejam respectivamente verdadeiras ou falsas em relação à atual globalização do capitalismo.

(     ) O progresso técnico e o acesso indiscriminado de todos os povos e classes sociais aos computadores e à Internet fazem com que o mundo se apresente sem fronteiras entre povos e nações, havendo hoje uma só realidade para todos.
(     ) A cultura é um elemento diferenciador entre os povos, o que não permite a completa homogeneização do espaço num mundo globalizado pela informação instantânea e planetária.
(     ) A relação tempo cronológico/ distância é redimensionada com o meio técnico-científico-informacional, já que pessoas, objetos e informações circulam com uma rapidez até então inimagináveis.
(     ) Os modernos sistemas de comunicações tornaram possível a instantaneidade da informação e com isso o conhecimento dos eventos longínquos, o que faz com que todos os lugares se tornem espaços da globalização.

A seqüência correta das assertivas é

a) V V V V
b) F F V F
cF V V V
d) V F V V
e) V V V F
“A penetração intensa da televisão no Brasil está inscrita na paisagem urbana e rural, nas páginas de revista, na profusão de aparelhos nos interiores das casas, nas mansões de alto luxo, nos barracos das favelas das cidades grandes, nas casas modestas e nas praças públicas de cidades pequenas. Os recordes nas vendas de televisores se explicam pela presença de diversos aparelhos por domicílio, cuidadosamente dispostos em vários cômodos das residências, às vezes em meio a altares domésticos. 

(HAMBURGER, Esther. Diluindo fronteiras: a televisão e as novelas no cotidiano. In:  SCHAWRCZ, Lilia Moritz (Org.) História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 440.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação da televisão com a sociedade moderna, considere as afirmativas a seguir.

I. A penetração intensa da televisão no Brasil rompeu as fronteiras das diferenças sociais
e gerou uma sociedade livre da exclusão social.
II. O ato alienado de assistir à televisão promove uma falsa idéia de inclusão social e de equidade entre as etnias.
III. A difusão do sistema de TV por assinatura é expressão do apartheid social, pois permite a poucos o acesso a informações sobre outras culturas.
IV. Nas sociedades capitalistas, a televisão incita ao consumismo devido a sua forma de atração e seu poder de penetração junto às diversas classes sociais.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.


resposta: 01 - e, 02- c, 03-e

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

tchu-tcha-tcha


                                           EJAES pode ser pior que o Tchu-tcha-tcha

Neste mês de agosto, o Senado aprovou Projeto de Lei prevendo que  50% das vagas nas universidades federais sejam reservadas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, aglutinando assim a divisão das vagas por cotas sociais e raciais. Agora, a proposta que é de autoria da deputada federal Nice Lobão (PSD – MA), irá para a presidenta Dilma Rousseff, que provavelmente sancionará a lei, pois a nossa excelentíssima é entusiasta do projeto.

Dessa percentagem, metade será destinada aos alunos de escola pública com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa. Paralelo a esse processo, serão também aplicados critérios raciais para os 25% das vagas da instituição de ensino. De acordo o projeto, não importa a renda per capita do aluno, aqueles autodeclarados negros, indígenas e pardos terão cotas inerentes ao valor numérico desse grupo de pessoas no Estado de localização da universidade, obedecendo aos dados do censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Entretanto, se não for preenchido as cotas raciais, o restante pode ser ocupada pelos estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública.

Com a sanção da presidente, a lei poderá vigorar no ENEM deste ano. As instituições de ensino terão quatro anos para se adequarem ao sistema de cotas. Não obstante inferir, que o projeto será analisado novamente daqui uma década. O objetivo da análise é averiguar os resultados e discutir a permanência ou não do processo de inclusão tanto social quanto racial.

Apesar da polêmica, o projeto visa uma reparação histórica em nosso país, que é marcado  por desigualdades, injustiças, explorações e indiferenças. Uma nação sempre controlada por oligarquias manipuladoras da massa populacional. Talvez não seja essa, a forma de inclusão ideal para resolver um problema de séculos.

Mas para a política nacional é um artifício utilizado como resposta às indagações de críticos, questionadores da desproporcionalidade social do país. Esse sistema de cotas pode não ser o correto, todavia, já será um ganho para a sociedade brasileira, pois promoverá a qualificação de mão de obra àqueles chamados “excluídos”, argumento utilizado por alguns estudiosos e parlamentares, defensores do projeto.

 Mesmo discordando da ideia de cotas, compreendo a necessidade em igualar oportunidades. Nesse caso,  quaisquer investimentos educacionais demonstra a preocupação do país com as diferenças inerentes aos vários aspectos – social, racial-, de minorias a mercê do sistema desenvolvimentista.

O não comungar com o sistema cotista é acreditar que tal processo oculte a realidade educacional do Brasil. O Estado pode estar “mascarando” uma situação alarmante decorrente dos problemas enfrentados nas séries iniciais. Portanto, enquanto preocupam com o teto da educação – Ensino Superior -, o alicerce da mesma – Ensino Básico – encontra-se abandonado pelo governo. A base educacional  está carente de infraestrutura, valorização e qualificação dos profissionais, adequação às inovações tecnológicas, trabalhar o aspecto social – comunidade e escola – e instituição do ensino integral – disciplina escolar e cursos profissionalizantes.

Então, sendo oriundo de escola pública e hoje educador, fico preocupado com a aprovação desse projeto, pois ele pode se tornar um mecanismo eleitoreiro e ainda contribuir  para reduzir a qualidade do Ensino Superior que já é defasado.

Talvez estejamos perdendo a oportunidade de nos tornarmos uma nação bem educada, com a maior parte da população alfabetizada, repito a-l-f-a-b-e-t-i-z-a-d-a, pois hoje somos a sexta maior economia do planeta, o PIB (Produto Interno Bruto) de país desenvolvido, ou seja, somos uma nação rica. Porém temos alguns milhões de brasileiros com diploma do segundo e terceiro graus em mãos, que não têm a mínima capacidade de ler e interpretar um texto, são os chamados analfabetos funcionais.  

Está explicado o sucesso do Tchu-tcha-tcha.

Vamos transformar o nosso Ensino Superior em EJAES (Educação de Jovens e Adultos no Ensino Superior)?