quinta-feira, 27 de setembro de 2012

atividade cartografia


01-Rochas, relevo e solos são temas respectivos dos seguintes mapas:
a) pedológico, geomorfológico e geológico.
b) litológico, pedológico e geomorfológico.
c) geomorfológico, topográfico e fitoecológico.
d) geológico, geomorfológico e pedológico.
Resp:d

02- Um professor do Curso de Licenciatura em Geografia do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) entregou aos seus alunos um mapa feito na escala 1:1.000.000 cuja distância em linha reta entre duas cidades é de 5 cm. O professor pergunta: qual a distância real, em km, entre as cidades?
a) 10 
b) 20 
c) 50 
d) 500 
resp c
03-Em um mapa, a distância entre duas cidades e de 3,1cm. Sabendo-se que a escala do mapa e de 1: 500.000, assinale a alternativa que indica corretamente, em linha reta, a distancia real (em km) entre as cidades.

a) 150 km.
b) 15,5 km.
c) 155 km.
d) 155,5 km.
e) 15,0 km.

Resp b

04- Tratando-se de questões cartográficas, pode-se afirmar corretamente que

a) os mapas altimétricos representam as variações topográficas e de altitudes através das curvas de nível.
b) em uma escala numérica de 1: 500 000, cada centímetro no mapa equivale a 50 quilômetros na superfície real.
c) paralelos e meridianos representam, respectivamente, as longitudes e latitudes.
d) em uma escala numérica de 1: 250 000, cada centímetro no mapa equivale a 250 quilômetros na superfície real.
Resp a

05-Sobre aspectos cartográficos, assinale a afirmativa correta.

a) As elevações do relevo são representadas por linhas isobáricas que ligam pontos ou cotas de igual altitude em intervalos iguais.
b) O elemento que estabelece a relação ou a proporção entre a dimensão real de um lugar e sua representação no mapa é denominado escala.
c) Uma escala pequena (1/2.000 ou 1/10.000) é utilizada para os mapas de áreas urbanas, uma escala grande (1/1.000.000 ou 1/50.000.000) para os de áreas de estados, países, continentes ou mesmo o mapa-múndi.
d) Os mapas temáticos tratam de temas específicos como relevo, clima, solo, hidrografia, sem abordar temas econômicos, políticos e sociais.
Resp b

06-Em um mapa de escala 1:100.000, um rio está representado da nascente até a foz por 5 cm. Qual é o seu comprimento real em km?

a) 500 km
b) 50 km
c) 15 km
d) 5 km
resp d

terça-feira, 25 de setembro de 2012

energia nuclear


                        Energia Nuclear: o uso paradoxal

A energia nuclear é a energia liberada durante a fissão ou fusão dos núcleos atômicos. A reação nuclear é a modificação da composição do núcleo atômico de um elemento podendo transformar-se em outros elementos.  A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de combustíveis fósseis, não lançando na atmosfera gases tóxicos, e não sendo responsável pelo aumento do efeito estufa.
A utilização da energia nuclear vem crescendo a cada dia. Essa energia é uma das alternativas menos poluentes, permite adquirir muita energia em um espaço pequeno e instalações de usinas perto dos centros consumidores, reduzindo o custo de distribuição de energia, ou seja, a energia nuclear torna-se mais uma opção para atender com eficácia à demanda energética no mundo moderno.
Atualmente os países europeus – Suécia, França, Alemanha, Espanha, Rússia - são os que mais utilizam essa fonte energética. Haja vista, que nas últimas décadas, considerando a produção total de energia elétrica no mundo, a participação da energia nuclear saltou de 0,1% para 17% em 30 anos, fazendo-a aproximar-se da porcentagem produzida pelas hidrelétricas. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no final de 1998 havia 434 usinas nucleares em 32 países e 36 unidades sendo construídas em 15 países. A decisão de construir usinas depende em grande parte dos custos de produção da energia nuclear.
Em nosso país, a procura da tecnologia nuclear  começou na década de 50, com Almirante Álvaro Alberto, que entre outros feitos criou o Conselho Nacional de Pesquisa, em 1951, e que importou duas ultra-centrifugadoras da Alemanha para o enriquecimento do urânio, em 1953.
A decisão da implementação de uma usina nuclear no Brasil aconteceu em 1969. E que em nenhum momento se pensou numa fonte para substituir a energia hidráulica, da mesma maneira que também após alguns anos, ficou bem claro que os objetivos não eram simplesmente o domínio de uma nova tecnologia. O Brasil estava vivendo dentro de um regime de governo militar e o acesso ao conhecimento tecnológico no campo nuclear permitiria desenvolver não só submarinos nucleares, mas também armas atômicas.
Em 1974,, as obras civis da Usina Nuclear de Angra 1 estavam em pleno andamento quando o Governo Federal decidiu ampliar o projeto, autorizando a empresa Furnas a construir a segunda usina.
Mais tarde, em 1975, com a justificativa de que o Brasil já mostrava falta de energia elétrica para meados dos anos 90 e início do século 21, uma vez que o potencial hidroelétrico já se apresentava quase que totalmente instalado, foi assinado na cidade alemã de Bonn o Acordo de Cooperação Nuclear, pelo qual o Brasil compraria oito usinas nucleares e possuiria toda a tecnologia necessária ao seu desenvolvimento nesse setor.
Desta maneira o Brasil dava um passo definitivo para o ingresso no clube de potências atômicas e estava assim decidido o futuro energético do país, dando início à Era Nuclear Brasileira. Atualmente temos Angra 1 e Angra 2, com previsão para novos investimentos possibilitando uma usina no nordeste brasileiro.
Entretanto, na sociedade moderna, percebe-se uma inquietação quanto ao uso da energia nuclear, pois o mundo já sofreu com várias catástrofes em usinas nucleares – Chernobil (Ucrânia -1986), Fukushima (Japão -2010) – e ainda o hediondo ataque norte-americano em Hiroshima e Nagasaki marcou o horror no planeta, já que utilizando armas atômicas  deliberadamente contra seres humanos, foram mais de 100 mil pessoas mortes nos ataques de 6 a 9 de Agosto de 1945 e outros milhares morreriam nos anos seguintes sofrendo de complicações causadas pela radiação. Além de tudo, preocupa-se com os resíduos atômicos, pois não há um consenso entre estudiosos quanto ao depósito seguro desse lixo. 
Portanto é um paradoxo no uso da energia nuclear, pois  pode ser usada para o bem da humanidade - produzindo energia - , porém pode causar várias guerras e catástrofes com o seu mau uso.
Sabemos que o século XXI será marcado pelas buscas por energias seguras e sustentáveis, mas não podemos esquecer que a energia nuclear necessita do urânio – não renovável – e ainda é considerada de alto custo devido ao processo de enriquecimento do minério.
Então entre governos e estudiosos há uma discussão na viabilidade do uso da energia nuclear. A sociedade está preocupada com a maneira do uso dessa energia, por isso é relevante o papel de inspeção da AIEA nas usinas atômicas de todo o mundo.
Seria a energia nuclear, uma alternativa para o século XXI?

domingo, 16 de setembro de 2012

O mundo em controle


                                                                  Um trem desgovernado uai...

 

Logo após um processo eufórico no fim do mundo bipolar ( Guerra Fria) e da esperada nova ordem mundial ( multipolaridade) com a supraeconomia de mercado, iniciou um período de maior intensidade desse fenômeno de globalização. Fase de desenvolvimento econômico, crises financeiras, desigualdades sociais perceptíveis são agora analisados. Há um pedido planetário por uma administração global que não seja excludente. A busca por um caminho que mesmo sinuoso, facilite a governabilidade do sistema.

A maior parte das infrações nas vias de transporte é causada por imprudência humana. A inabilidade e despreparo, acrescentadas ás deficiências estruturais, além da falta de um poder judiciário mais atuante, são fatores contribuintes para tal situação.

Ponderando as análises, percebemos certa semelhança entre a administração do planeta com a expansão caótica do trânsito de veículos pelos centros urbanos. Impunidades, acidentes, direção descontrolada, todos esses elementos atestam a sensação de desgovernabilidade.

                Comparado a um animal, que ao nascer apresenta dificuldades de dar os seus próprios passos, necessita de ajuda para desenvolver e aprimorar sua habilidade. O autogoverno de o seu caminhar  vem com o tempo, com a redução dos tropeços, das quedas. O mesmo ocorre com a sociedade, que nas últimas décadas está aprendendo a andar com a nova ordem mundial. A necessidade de equilíbrio, em busca de um governo que acerte os passos dificultados pelas diferenças políticas, econômicas e sociais existentes no planeta.

                É relevante que os governantes revisem as suas habilidades e tirem o mais rápido possível a sua carteira de habilitação, numa tentativa de evitar ou reduzir tropeços, percalços, procure eliminar os acidentes desse novo percurso a ser enfrentado.

                A receita é simples e do cotidiano. Com a revolução técnico cientifica informacional das últimas décadas, o mundo passou por mudanças jamais vistas pela sociedade em termos de velocidade de interação (comunicação, transporte, trocas comerciais) de mercado. Entretanto, não se sabe ainda como governar todo esse processo tão recente de relações. Como equilibrar nessa nova sociedade?

                No século XX com todo o progresso da ciência, da arte, do acesso a necessidades básicas, da consolidação do Estado e instituições, do aumento de recursos para longevidade da vida ocorreu um surto evolutivo da sociedade. Em contrapartida, produzimos recursos – armas químicas, bomba atômica – que pode extinguir as vidas em escala jamais vista.

                Esse século que está apenas no início, vivenciamos um período de perguntas sem respostas. Estamos ainda em um período de análises de riscos, de previsões. É necessário que os governos se habilitem, para que não comparemos o nosso planeta com um barco a deriva. Governabilidade já.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

atividade geografia


Uma malha digital que cresce em velocidade vertiginosa está cobrindo nosso planeta: é a internet, a rede mundial de computadores. Considerando essa importante inovação tecnológica contemporânea, analise a informação:
A integração econômica global é facilitada pelo uso das mesmas técnicas, contudo, integrar não significa incluir a todos.

Com base nas informações e em seus conhecimentos, escolha a alternativa que melhor explica a afirmativa apresentada.
a) A era da informação e da revolução científica prioriza a qualificação da mão de obra e a incorporação de novas habilidades, reconhecendo a diferença existente entre ricos e pobres.
b) A velocidade da informação é o benefício apresentado pela internet para a globalização, pois reduz o espaço mundial a um espaço virtual, sem a necessidade de integrar a todos os internautas.
c) A internacionalização da rede e a incorporação de centenas de milhões de usuários por todo o planeta excluem as diferenças culturais e econômicas devido à mundialização dos padrões de consumo.
d) A internet dinamizou e tornou imediatas transações e negociações em escala mundial, evitando a exclusão digital pelas parcerias com empresas e investimentos em inovações tecnológicas.
e) Ao mesmo tempo em que a internet facilita o processo de integração econômica global, é também responsável pela chamada exclusão digital, pois acentua a distância entre os usuários e aqueles que já viviam em situação de marginalidade econômica e social.

(UEPB)

Com base nos seus conhecimentos e com o auxílio do texto apresentado na questão anterior, assinale com ou com as proposições, conforme sejam respectivamente verdadeiras ou falsas em relação à atual globalização do capitalismo.

(     ) O progresso técnico e o acesso indiscriminado de todos os povos e classes sociais aos computadores e à Internet fazem com que o mundo se apresente sem fronteiras entre povos e nações, havendo hoje uma só realidade para todos.
(     ) A cultura é um elemento diferenciador entre os povos, o que não permite a completa homogeneização do espaço num mundo globalizado pela informação instantânea e planetária.
(     ) A relação tempo cronológico/ distância é redimensionada com o meio técnico-científico-informacional, já que pessoas, objetos e informações circulam com uma rapidez até então inimagináveis.
(     ) Os modernos sistemas de comunicações tornaram possível a instantaneidade da informação e com isso o conhecimento dos eventos longínquos, o que faz com que todos os lugares se tornem espaços da globalização.

A seqüência correta das assertivas é

a) V V V V
b) F F V F
cF V V V
d) V F V V
e) V V V F
“A penetração intensa da televisão no Brasil está inscrita na paisagem urbana e rural, nas páginas de revista, na profusão de aparelhos nos interiores das casas, nas mansões de alto luxo, nos barracos das favelas das cidades grandes, nas casas modestas e nas praças públicas de cidades pequenas. Os recordes nas vendas de televisores se explicam pela presença de diversos aparelhos por domicílio, cuidadosamente dispostos em vários cômodos das residências, às vezes em meio a altares domésticos. 

(HAMBURGER, Esther. Diluindo fronteiras: a televisão e as novelas no cotidiano. In:  SCHAWRCZ, Lilia Moritz (Org.) História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 440.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação da televisão com a sociedade moderna, considere as afirmativas a seguir.

I. A penetração intensa da televisão no Brasil rompeu as fronteiras das diferenças sociais
e gerou uma sociedade livre da exclusão social.
II. O ato alienado de assistir à televisão promove uma falsa idéia de inclusão social e de equidade entre as etnias.
III. A difusão do sistema de TV por assinatura é expressão do apartheid social, pois permite a poucos o acesso a informações sobre outras culturas.
IV. Nas sociedades capitalistas, a televisão incita ao consumismo devido a sua forma de atração e seu poder de penetração junto às diversas classes sociais.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.


resposta: 01 - e, 02- c, 03-e

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

tchu-tcha-tcha


                                           EJAES pode ser pior que o Tchu-tcha-tcha

Neste mês de agosto, o Senado aprovou Projeto de Lei prevendo que  50% das vagas nas universidades federais sejam reservadas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, aglutinando assim a divisão das vagas por cotas sociais e raciais. Agora, a proposta que é de autoria da deputada federal Nice Lobão (PSD – MA), irá para a presidenta Dilma Rousseff, que provavelmente sancionará a lei, pois a nossa excelentíssima é entusiasta do projeto.

Dessa percentagem, metade será destinada aos alunos de escola pública com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa. Paralelo a esse processo, serão também aplicados critérios raciais para os 25% das vagas da instituição de ensino. De acordo o projeto, não importa a renda per capita do aluno, aqueles autodeclarados negros, indígenas e pardos terão cotas inerentes ao valor numérico desse grupo de pessoas no Estado de localização da universidade, obedecendo aos dados do censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Entretanto, se não for preenchido as cotas raciais, o restante pode ser ocupada pelos estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública.

Com a sanção da presidente, a lei poderá vigorar no ENEM deste ano. As instituições de ensino terão quatro anos para se adequarem ao sistema de cotas. Não obstante inferir, que o projeto será analisado novamente daqui uma década. O objetivo da análise é averiguar os resultados e discutir a permanência ou não do processo de inclusão tanto social quanto racial.

Apesar da polêmica, o projeto visa uma reparação histórica em nosso país, que é marcado  por desigualdades, injustiças, explorações e indiferenças. Uma nação sempre controlada por oligarquias manipuladoras da massa populacional. Talvez não seja essa, a forma de inclusão ideal para resolver um problema de séculos.

Mas para a política nacional é um artifício utilizado como resposta às indagações de críticos, questionadores da desproporcionalidade social do país. Esse sistema de cotas pode não ser o correto, todavia, já será um ganho para a sociedade brasileira, pois promoverá a qualificação de mão de obra àqueles chamados “excluídos”, argumento utilizado por alguns estudiosos e parlamentares, defensores do projeto.

 Mesmo discordando da ideia de cotas, compreendo a necessidade em igualar oportunidades. Nesse caso,  quaisquer investimentos educacionais demonstra a preocupação do país com as diferenças inerentes aos vários aspectos – social, racial-, de minorias a mercê do sistema desenvolvimentista.

O não comungar com o sistema cotista é acreditar que tal processo oculte a realidade educacional do Brasil. O Estado pode estar “mascarando” uma situação alarmante decorrente dos problemas enfrentados nas séries iniciais. Portanto, enquanto preocupam com o teto da educação – Ensino Superior -, o alicerce da mesma – Ensino Básico – encontra-se abandonado pelo governo. A base educacional  está carente de infraestrutura, valorização e qualificação dos profissionais, adequação às inovações tecnológicas, trabalhar o aspecto social – comunidade e escola – e instituição do ensino integral – disciplina escolar e cursos profissionalizantes.

Então, sendo oriundo de escola pública e hoje educador, fico preocupado com a aprovação desse projeto, pois ele pode se tornar um mecanismo eleitoreiro e ainda contribuir  para reduzir a qualidade do Ensino Superior que já é defasado.

Talvez estejamos perdendo a oportunidade de nos tornarmos uma nação bem educada, com a maior parte da população alfabetizada, repito a-l-f-a-b-e-t-i-z-a-d-a, pois hoje somos a sexta maior economia do planeta, o PIB (Produto Interno Bruto) de país desenvolvido, ou seja, somos uma nação rica. Porém temos alguns milhões de brasileiros com diploma do segundo e terceiro graus em mãos, que não têm a mínima capacidade de ler e interpretar um texto, são os chamados analfabetos funcionais.  

Está explicado o sucesso do Tchu-tcha-tcha.

Vamos transformar o nosso Ensino Superior em EJAES (Educação de Jovens e Adultos no Ensino Superior)?

atividade geografia


1. A atmosfera terrestre é composta pelos gases nitrogênio (N2) e oxigênio (O2), que somam cerca de 99%, e por gases traços, entre eles o gás carbônico (CO2), vapor de água (H2O), metano (CH4), ozônio (O3) e o óxido nitroso (N2O), que compõem o restante 1% do ar que respiramos. Os gases traços, por serem constituídos por pelo menos três átomos, conseguem absorver o calor irradiado pela Terra, aquecendo o planeta. Esse fenômeno, que acontece há bilhões de anos, é chamado de efeito estufa. A partir da Revolução Industrial (século XIX), a concentração de gases traços na atmosfera, em particular o CO2, tem aumentado significativamente, o que resultou no aumento da temperatura em escala global. Mais recentemente, outro fator tornou-se diretamente envolvido no aumento da concentração de CO2 na atmosfera: o desmatamento.

BROWN, I. F.; ALECHANDRE, A. S. Conceitos básicos sobre clima, carbono, florestas e comunidades. A.G. Moreira & S. Schwartzman. As mudanças climáticas globais e os  ecossistemas brasileiros. Brasília: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, 2000 (adaptado).

Considerando o texto, uma alternativa viável para combater o efeito estufa é
a)  reduzir o calor irradiado pela Terra mediante a substituição da produção primária pela industrialização refrigerada.
b) promover a queima da biomassa vegetal, responsável pelo aumento do efeito estufa devido à produção de  CH4.
c) reduzir o desmatamento, mantendo-se, assim, o potencial da vegetação em absorver o CO2 da atmosfera.
d) aumentar a concentração atmosférica de H2O, molécula capaz de absorver grande quantidade de calor.
e) remover moléculas orgânicas polares da atmosfera, diminuindo a capacidade delas de reter calor.


 

2. A economia moderna depende da disponibilidade de muita energia em diferentes formas, para funcionar e crescer. No Brasil, o consumo total de energia pelas indústrias cresceu mais de quatro vezes no período entre
1970 e 2005. Enquanto os investimentos em energias limpas e renováveis, como solar e eólica, ainda são
incipientes, ao se avaliar a possibilidade de instalação de usinas geradoras de energia elétrica, diversos fatores
devem ser levados em consideração, tais como os impactos causados ao ambiente e às populações locais.


RICARDO, B.; CAMPANILI, M. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2007 (adaptado).

Em uma situação hipotética, optou-se por construir uma usina hidrelétrica em região que abrange diversas quedas d’água em rios cercados por mata, alegando-se que causaria impacto ambiental muito menor que uma usina termelétrica. Entre os possíveis impactos da instalação de uma usina hidrelétrica nessa região inclui-se

a)  a poluição da água por metais da usina.
b) a destruição do habitat de animais terrestres.
c) o aumento expressivo na liberação de CO2 para a atmosfera.
d) o consumo não renovável de toda água que passa pelas turbinas.
e) o aprofundamento no leito do rio, com a menor deposição de resíduos no trecho de rio anterior à represa


3. A abertura e a pavimentação de rodovias em zonas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos, por um lado, possibilita melhor acesso e maior integração entre as comunidades, contribuindo com o desenvolvimento social e urbano de populações isoladas. Por outro lado, a construção de rodovias pode trazer impactos indesejáveis ao meio ambiente, visto que a abertura de estradas pode resultar na fragmentação de habitats, comprometendo o fluxo gênico e as interações entre espécies silvestres, além de prejudicar o fluxo natural de rios e riachos,  possibilitar o ingresso de espécies exóticas em ambientes naturais e aumentar a pressão antrópica sobre os ecossistemas nativos.

BARBOSA, N. P. U.; FERNANDES, G. W. A destruição do jardim. Scientific American Brasil. Ano 7, número 80, dez. 2008 (adaptado).

Nesse contexto, para conciliar os interesses aparentemente contraditórios entre o progresso social
e urbano e a conservação do meio ambiente, seria razoável


a) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, pois a qualidade de vida e as tecnologias encontradas nos centros urbanos são prescindíveis às populações rurais.
b) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, promovendo a migração das populações rurais para os centros urbanos, onde a qualidade de vida é melhor.
c) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias apenas em áreas rurais produtivas, haja vista que nas demais áreas o retorno financeiro necessário para produzir uma melhoria na qualidade de vida da região não é garantido.
d) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, desde que comprovada a sua real necessidade e após a realização de estudos que demonstrem ser possível contornar ou compensar seus impactos ambientais.
e) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, haja vista que os impactos ao meio ambiente são temporários e podem ser facilmente revertidos com as tecnologias existentes para recuperação de áreas degradadas.


4. A eficiência de um processo de conversão de energia é definida como a razão entre a produção de energia ou
trabalho útil e o total de entrada de energia no processo. A figura mostra um processo com diversas etapas. Nesse caso, a eficiência geral será igual ao produto das eficiências das etapas individuais. A entrada de energia que não se transforma em trabalho útil é perdida sob formas não utilizáveis (como resíduos de calor).



Aumentar a eficiência dos processos de conversão de energia implica economizar recursos e combustíveis. Das propostas seguintes, qual resultará em maior aumento da eficiência geral do processo?

a) Aumentar a quantidade de combustível para queima na usina de força.
b) Utilizar lâmpadas incandescentes, que geram pouco calor e muita luminosidade.
c) Manter o menor número possível de aparelhos elétricos em funcionamento nas moradias.
d) Utilizar cabos com menor diâmetro nas linhas de transmissão a fim de economizar o material condutor.
e) Utilizar materiais com melhores propriedades condutoras nas linhas de transmissão e lâmpadas fluorescentes nas moradias.


5. Umidade relativa do ar é o termo usado para descrever a quantidade de vapor de água contido na atmosfera. Ela é definida pela razão entre o conteúdo real de umidade de uma parcela de ar e a quantidade de umidade que a mesma parcela de ar pode armazenar na mesma temperatura e pressão quando está saturada de vapor, isto é, com 100% de umidade relativa. 

Considerando-se as informações do texto, conclui-se que

a) a insolação é um fator que provoca variação da umidade relativa do ar.
b) o ar vai adquirindo maior quantidade de vapor de água à medida que se aquece.
c) a presença de umidade relativa do ar é diretamente proporcional à temperatura do ar.
d) a umidade relativa do ar indica, em termos absolutos, a quantidade de vapor de água existente na atmosfera.
e) a variação da umidade do ar se verifica no verão, e não no inverno, quando as temperaturas são menores.


1 – c, 2 – b, 3- d, 4 – e, 5 - a

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Geografia - Energia



01- (UFPE) “Os recursos energéticos constituem um importante subsídio à expansão do capital, integrando o capital constante circulante. Nesse sentido, constituem ingredientes centrais da geoeconomia e da geopolítica do capitalismo contemporâneo. O petróleo representa papel proeminente dentro dessa matriz energética mundial, estando sempre em questão a ampliação do consumo e a capacidade de suporte das reservas petrolíferas existentes. A localização das suas principais reservas e estruturas de escoamento em áreas de instabilidade política, bem como o fator concorrencial desafiam pesquisas e estudos acerca do descobrimento e ou desenvolvimento de outras fontes alternativas de energia”.

(LINS, Hoyêdo N. Geoeconomia e geopolítica dos recursos energéticos na primeira década do século XXI)

Sobre as questões tratadas no texto, é correto afirmar que:
( ) as principais reservas de petróleo se encontram localizadas no Oriente Médio, em especial no Golfo Pérsico. Esse fato vincula a Guerra do Golfo em 1990 com a energia, a geoeconomia, a geopolítica e a guerra no cenário mundial.
( ) a atualidade registra mudanças na espacialidade da acumulação de riqueza global, especialmente com o desempenho econômico da Índia e da China; isso repercute no aumento e na intensificação de consumo de recursos energéticos.
( ) o petróleo brasileiro da camada "pré-sal", fonte de intensas pesquisas geológicas, foi originado de materiais orgânicos depositados no subsolo oceânico, em terrenos magmáticos, ricos em hidrocarbonetos. Essa reserva de petróleo vai tornar o país autossuficiente em petróleo e gás natural.
( ) a justificativa para o predomínio da matriz energética contemporânea remete ao fato de que ela não exige uma ampla e complexa infraestrutura, tampouco articulações de interesses diversos.
( ) a Rússia exerce historicamente grande controle sobre as rotas de exportação dos recursos energéticos produzidos na Eurásia (Região do Cáucaso e Ásia Central), uma vez que partes do seu território funcionam como corredores em relação a ex-repúblicas soviéticas, tradicionais espaços de influência russa.

02 -  (UEL) A força das águas tem viabilizado a construção de usinas hidrelétricas de grande porte no Brasil, sendo Itaipu um exemplo.
Com base nos conhecimentos sobre o desenvolvimento e a questão socioambiental, considere as afirmativas a seguir.

I. A retirada das populações das áreas atingidas por construção de hidrelétricas tem produzido impactos sociais, como o desenraizamento cultural.
II. Itaipu é um exemplo da prioridade dada à preservação dos hábitats naturais no projeto nacional-desenvolvimentista defendido pelos militares pós-64.
III. As incertezas sobre os impactos ambientais com a construção de usinas hidrelétricas trouxeram, por desdobramento, a formação de movimentos dos atingidos pelas barragens.
IV. A construção de hidrelétricas liga-se, também, à preocupação com a crise energética mundial prevista para as próximas décadas.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são correta
d) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.

03- (UFRN) Um empresário deseja instalar uma indústria no Brasil, em uma localidade produtora de energia renovável e limpa. Avaliadas as condições geográficas das regiões brasileiras, o empresário escolheu estabelecer sua empresa no Nordeste, porque esta é a região que

a) possui a maior quantidade de usinas hidrelétricas instaladas.
b) possui a maior capacidade instalada de energia eólica.
c) se destaca como principal produtora de energia a partir da biomassa.
d) se destaca pelo maior número de usinas termoelétricas em funcionamento.

05 - (FGV-SP) A energia eólica passou a ser utilizada de forma sistemática para produção de eletricidade a partir da década de 1970, na Europa e depois nos Estados Unidos . No Brasil, essa energia

a) apresenta um forte potencial no litoral nordestino.
b) é largamente concentrada na Amazônia.
c) representa cerca de 10% da matriz energética.
d) tem maior produção concentrada no Sudeste.



06 - (ESPM) Observe a matéria que trata de uma das mais pretensiosas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que esbarra no dilema desenvolvimento-preservação ambiental:
Belo Monte será a segunda maior usina do País e a terceira maior do mundo, depois de Itaipu e de Três Gargantas, na China. O projeto da hidrelétrica começou a ser desenvolvido nos anos 80 e foi reformulado várias vezes. Em 2001 a Justiça Federal proibiu o Ibama de emitir o relatório de impacto ambiental da obra, frustrando a intenção do governo de licitar a usina em 2002. Ainda hoje o projeto enfrenta resistências de ambientalistas e do Ministério Público.

(www.estadão.com.br - acesso em 05/02/10)

Qual região se refere:

a) Região Sul b) Região Norte c) Região Centro-Oeste d) Região Sudeste