domingo, 16 de setembro de 2012

O mundo em controle


                                                                  Um trem desgovernado uai...

 

Logo após um processo eufórico no fim do mundo bipolar ( Guerra Fria) e da esperada nova ordem mundial ( multipolaridade) com a supraeconomia de mercado, iniciou um período de maior intensidade desse fenômeno de globalização. Fase de desenvolvimento econômico, crises financeiras, desigualdades sociais perceptíveis são agora analisados. Há um pedido planetário por uma administração global que não seja excludente. A busca por um caminho que mesmo sinuoso, facilite a governabilidade do sistema.

A maior parte das infrações nas vias de transporte é causada por imprudência humana. A inabilidade e despreparo, acrescentadas ás deficiências estruturais, além da falta de um poder judiciário mais atuante, são fatores contribuintes para tal situação.

Ponderando as análises, percebemos certa semelhança entre a administração do planeta com a expansão caótica do trânsito de veículos pelos centros urbanos. Impunidades, acidentes, direção descontrolada, todos esses elementos atestam a sensação de desgovernabilidade.

                Comparado a um animal, que ao nascer apresenta dificuldades de dar os seus próprios passos, necessita de ajuda para desenvolver e aprimorar sua habilidade. O autogoverno de o seu caminhar  vem com o tempo, com a redução dos tropeços, das quedas. O mesmo ocorre com a sociedade, que nas últimas décadas está aprendendo a andar com a nova ordem mundial. A necessidade de equilíbrio, em busca de um governo que acerte os passos dificultados pelas diferenças políticas, econômicas e sociais existentes no planeta.

                É relevante que os governantes revisem as suas habilidades e tirem o mais rápido possível a sua carteira de habilitação, numa tentativa de evitar ou reduzir tropeços, percalços, procure eliminar os acidentes desse novo percurso a ser enfrentado.

                A receita é simples e do cotidiano. Com a revolução técnico cientifica informacional das últimas décadas, o mundo passou por mudanças jamais vistas pela sociedade em termos de velocidade de interação (comunicação, transporte, trocas comerciais) de mercado. Entretanto, não se sabe ainda como governar todo esse processo tão recente de relações. Como equilibrar nessa nova sociedade?

                No século XX com todo o progresso da ciência, da arte, do acesso a necessidades básicas, da consolidação do Estado e instituições, do aumento de recursos para longevidade da vida ocorreu um surto evolutivo da sociedade. Em contrapartida, produzimos recursos – armas químicas, bomba atômica – que pode extinguir as vidas em escala jamais vista.

                Esse século que está apenas no início, vivenciamos um período de perguntas sem respostas. Estamos ainda em um período de análises de riscos, de previsões. É necessário que os governos se habilitem, para que não comparemos o nosso planeta com um barco a deriva. Governabilidade já.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

atividade geografia


Uma malha digital que cresce em velocidade vertiginosa está cobrindo nosso planeta: é a internet, a rede mundial de computadores. Considerando essa importante inovação tecnológica contemporânea, analise a informação:
A integração econômica global é facilitada pelo uso das mesmas técnicas, contudo, integrar não significa incluir a todos.

Com base nas informações e em seus conhecimentos, escolha a alternativa que melhor explica a afirmativa apresentada.
a) A era da informação e da revolução científica prioriza a qualificação da mão de obra e a incorporação de novas habilidades, reconhecendo a diferença existente entre ricos e pobres.
b) A velocidade da informação é o benefício apresentado pela internet para a globalização, pois reduz o espaço mundial a um espaço virtual, sem a necessidade de integrar a todos os internautas.
c) A internacionalização da rede e a incorporação de centenas de milhões de usuários por todo o planeta excluem as diferenças culturais e econômicas devido à mundialização dos padrões de consumo.
d) A internet dinamizou e tornou imediatas transações e negociações em escala mundial, evitando a exclusão digital pelas parcerias com empresas e investimentos em inovações tecnológicas.
e) Ao mesmo tempo em que a internet facilita o processo de integração econômica global, é também responsável pela chamada exclusão digital, pois acentua a distância entre os usuários e aqueles que já viviam em situação de marginalidade econômica e social.

(UEPB)

Com base nos seus conhecimentos e com o auxílio do texto apresentado na questão anterior, assinale com ou com as proposições, conforme sejam respectivamente verdadeiras ou falsas em relação à atual globalização do capitalismo.

(     ) O progresso técnico e o acesso indiscriminado de todos os povos e classes sociais aos computadores e à Internet fazem com que o mundo se apresente sem fronteiras entre povos e nações, havendo hoje uma só realidade para todos.
(     ) A cultura é um elemento diferenciador entre os povos, o que não permite a completa homogeneização do espaço num mundo globalizado pela informação instantânea e planetária.
(     ) A relação tempo cronológico/ distância é redimensionada com o meio técnico-científico-informacional, já que pessoas, objetos e informações circulam com uma rapidez até então inimagináveis.
(     ) Os modernos sistemas de comunicações tornaram possível a instantaneidade da informação e com isso o conhecimento dos eventos longínquos, o que faz com que todos os lugares se tornem espaços da globalização.

A seqüência correta das assertivas é

a) V V V V
b) F F V F
cF V V V
d) V F V V
e) V V V F
“A penetração intensa da televisão no Brasil está inscrita na paisagem urbana e rural, nas páginas de revista, na profusão de aparelhos nos interiores das casas, nas mansões de alto luxo, nos barracos das favelas das cidades grandes, nas casas modestas e nas praças públicas de cidades pequenas. Os recordes nas vendas de televisores se explicam pela presença de diversos aparelhos por domicílio, cuidadosamente dispostos em vários cômodos das residências, às vezes em meio a altares domésticos. 

(HAMBURGER, Esther. Diluindo fronteiras: a televisão e as novelas no cotidiano. In:  SCHAWRCZ, Lilia Moritz (Org.) História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 440.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a relação da televisão com a sociedade moderna, considere as afirmativas a seguir.

I. A penetração intensa da televisão no Brasil rompeu as fronteiras das diferenças sociais
e gerou uma sociedade livre da exclusão social.
II. O ato alienado de assistir à televisão promove uma falsa idéia de inclusão social e de equidade entre as etnias.
III. A difusão do sistema de TV por assinatura é expressão do apartheid social, pois permite a poucos o acesso a informações sobre outras culturas.
IV. Nas sociedades capitalistas, a televisão incita ao consumismo devido a sua forma de atração e seu poder de penetração junto às diversas classes sociais.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.


resposta: 01 - e, 02- c, 03-e

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

tchu-tcha-tcha


                                           EJAES pode ser pior que o Tchu-tcha-tcha

Neste mês de agosto, o Senado aprovou Projeto de Lei prevendo que  50% das vagas nas universidades federais sejam reservadas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, aglutinando assim a divisão das vagas por cotas sociais e raciais. Agora, a proposta que é de autoria da deputada federal Nice Lobão (PSD – MA), irá para a presidenta Dilma Rousseff, que provavelmente sancionará a lei, pois a nossa excelentíssima é entusiasta do projeto.

Dessa percentagem, metade será destinada aos alunos de escola pública com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa. Paralelo a esse processo, serão também aplicados critérios raciais para os 25% das vagas da instituição de ensino. De acordo o projeto, não importa a renda per capita do aluno, aqueles autodeclarados negros, indígenas e pardos terão cotas inerentes ao valor numérico desse grupo de pessoas no Estado de localização da universidade, obedecendo aos dados do censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Entretanto, se não for preenchido as cotas raciais, o restante pode ser ocupada pelos estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública.

Com a sanção da presidente, a lei poderá vigorar no ENEM deste ano. As instituições de ensino terão quatro anos para se adequarem ao sistema de cotas. Não obstante inferir, que o projeto será analisado novamente daqui uma década. O objetivo da análise é averiguar os resultados e discutir a permanência ou não do processo de inclusão tanto social quanto racial.

Apesar da polêmica, o projeto visa uma reparação histórica em nosso país, que é marcado  por desigualdades, injustiças, explorações e indiferenças. Uma nação sempre controlada por oligarquias manipuladoras da massa populacional. Talvez não seja essa, a forma de inclusão ideal para resolver um problema de séculos.

Mas para a política nacional é um artifício utilizado como resposta às indagações de críticos, questionadores da desproporcionalidade social do país. Esse sistema de cotas pode não ser o correto, todavia, já será um ganho para a sociedade brasileira, pois promoverá a qualificação de mão de obra àqueles chamados “excluídos”, argumento utilizado por alguns estudiosos e parlamentares, defensores do projeto.

 Mesmo discordando da ideia de cotas, compreendo a necessidade em igualar oportunidades. Nesse caso,  quaisquer investimentos educacionais demonstra a preocupação do país com as diferenças inerentes aos vários aspectos – social, racial-, de minorias a mercê do sistema desenvolvimentista.

O não comungar com o sistema cotista é acreditar que tal processo oculte a realidade educacional do Brasil. O Estado pode estar “mascarando” uma situação alarmante decorrente dos problemas enfrentados nas séries iniciais. Portanto, enquanto preocupam com o teto da educação – Ensino Superior -, o alicerce da mesma – Ensino Básico – encontra-se abandonado pelo governo. A base educacional  está carente de infraestrutura, valorização e qualificação dos profissionais, adequação às inovações tecnológicas, trabalhar o aspecto social – comunidade e escola – e instituição do ensino integral – disciplina escolar e cursos profissionalizantes.

Então, sendo oriundo de escola pública e hoje educador, fico preocupado com a aprovação desse projeto, pois ele pode se tornar um mecanismo eleitoreiro e ainda contribuir  para reduzir a qualidade do Ensino Superior que já é defasado.

Talvez estejamos perdendo a oportunidade de nos tornarmos uma nação bem educada, com a maior parte da população alfabetizada, repito a-l-f-a-b-e-t-i-z-a-d-a, pois hoje somos a sexta maior economia do planeta, o PIB (Produto Interno Bruto) de país desenvolvido, ou seja, somos uma nação rica. Porém temos alguns milhões de brasileiros com diploma do segundo e terceiro graus em mãos, que não têm a mínima capacidade de ler e interpretar um texto, são os chamados analfabetos funcionais.  

Está explicado o sucesso do Tchu-tcha-tcha.

Vamos transformar o nosso Ensino Superior em EJAES (Educação de Jovens e Adultos no Ensino Superior)?

atividade geografia


1. A atmosfera terrestre é composta pelos gases nitrogênio (N2) e oxigênio (O2), que somam cerca de 99%, e por gases traços, entre eles o gás carbônico (CO2), vapor de água (H2O), metano (CH4), ozônio (O3) e o óxido nitroso (N2O), que compõem o restante 1% do ar que respiramos. Os gases traços, por serem constituídos por pelo menos três átomos, conseguem absorver o calor irradiado pela Terra, aquecendo o planeta. Esse fenômeno, que acontece há bilhões de anos, é chamado de efeito estufa. A partir da Revolução Industrial (século XIX), a concentração de gases traços na atmosfera, em particular o CO2, tem aumentado significativamente, o que resultou no aumento da temperatura em escala global. Mais recentemente, outro fator tornou-se diretamente envolvido no aumento da concentração de CO2 na atmosfera: o desmatamento.

BROWN, I. F.; ALECHANDRE, A. S. Conceitos básicos sobre clima, carbono, florestas e comunidades. A.G. Moreira & S. Schwartzman. As mudanças climáticas globais e os  ecossistemas brasileiros. Brasília: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, 2000 (adaptado).

Considerando o texto, uma alternativa viável para combater o efeito estufa é
a)  reduzir o calor irradiado pela Terra mediante a substituição da produção primária pela industrialização refrigerada.
b) promover a queima da biomassa vegetal, responsável pelo aumento do efeito estufa devido à produção de  CH4.
c) reduzir o desmatamento, mantendo-se, assim, o potencial da vegetação em absorver o CO2 da atmosfera.
d) aumentar a concentração atmosférica de H2O, molécula capaz de absorver grande quantidade de calor.
e) remover moléculas orgânicas polares da atmosfera, diminuindo a capacidade delas de reter calor.


 

2. A economia moderna depende da disponibilidade de muita energia em diferentes formas, para funcionar e crescer. No Brasil, o consumo total de energia pelas indústrias cresceu mais de quatro vezes no período entre
1970 e 2005. Enquanto os investimentos em energias limpas e renováveis, como solar e eólica, ainda são
incipientes, ao se avaliar a possibilidade de instalação de usinas geradoras de energia elétrica, diversos fatores
devem ser levados em consideração, tais como os impactos causados ao ambiente e às populações locais.


RICARDO, B.; CAMPANILI, M. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2007 (adaptado).

Em uma situação hipotética, optou-se por construir uma usina hidrelétrica em região que abrange diversas quedas d’água em rios cercados por mata, alegando-se que causaria impacto ambiental muito menor que uma usina termelétrica. Entre os possíveis impactos da instalação de uma usina hidrelétrica nessa região inclui-se

a)  a poluição da água por metais da usina.
b) a destruição do habitat de animais terrestres.
c) o aumento expressivo na liberação de CO2 para a atmosfera.
d) o consumo não renovável de toda água que passa pelas turbinas.
e) o aprofundamento no leito do rio, com a menor deposição de resíduos no trecho de rio anterior à represa


3. A abertura e a pavimentação de rodovias em zonas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos, por um lado, possibilita melhor acesso e maior integração entre as comunidades, contribuindo com o desenvolvimento social e urbano de populações isoladas. Por outro lado, a construção de rodovias pode trazer impactos indesejáveis ao meio ambiente, visto que a abertura de estradas pode resultar na fragmentação de habitats, comprometendo o fluxo gênico e as interações entre espécies silvestres, além de prejudicar o fluxo natural de rios e riachos,  possibilitar o ingresso de espécies exóticas em ambientes naturais e aumentar a pressão antrópica sobre os ecossistemas nativos.

BARBOSA, N. P. U.; FERNANDES, G. W. A destruição do jardim. Scientific American Brasil. Ano 7, número 80, dez. 2008 (adaptado).

Nesse contexto, para conciliar os interesses aparentemente contraditórios entre o progresso social
e urbano e a conservação do meio ambiente, seria razoável


a) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, pois a qualidade de vida e as tecnologias encontradas nos centros urbanos são prescindíveis às populações rurais.
b) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, promovendo a migração das populações rurais para os centros urbanos, onde a qualidade de vida é melhor.
c) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias apenas em áreas rurais produtivas, haja vista que nas demais áreas o retorno financeiro necessário para produzir uma melhoria na qualidade de vida da região não é garantido.
d) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, desde que comprovada a sua real necessidade e após a realização de estudos que demonstrem ser possível contornar ou compensar seus impactos ambientais.
e) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, haja vista que os impactos ao meio ambiente são temporários e podem ser facilmente revertidos com as tecnologias existentes para recuperação de áreas degradadas.


4. A eficiência de um processo de conversão de energia é definida como a razão entre a produção de energia ou
trabalho útil e o total de entrada de energia no processo. A figura mostra um processo com diversas etapas. Nesse caso, a eficiência geral será igual ao produto das eficiências das etapas individuais. A entrada de energia que não se transforma em trabalho útil é perdida sob formas não utilizáveis (como resíduos de calor).



Aumentar a eficiência dos processos de conversão de energia implica economizar recursos e combustíveis. Das propostas seguintes, qual resultará em maior aumento da eficiência geral do processo?

a) Aumentar a quantidade de combustível para queima na usina de força.
b) Utilizar lâmpadas incandescentes, que geram pouco calor e muita luminosidade.
c) Manter o menor número possível de aparelhos elétricos em funcionamento nas moradias.
d) Utilizar cabos com menor diâmetro nas linhas de transmissão a fim de economizar o material condutor.
e) Utilizar materiais com melhores propriedades condutoras nas linhas de transmissão e lâmpadas fluorescentes nas moradias.


5. Umidade relativa do ar é o termo usado para descrever a quantidade de vapor de água contido na atmosfera. Ela é definida pela razão entre o conteúdo real de umidade de uma parcela de ar e a quantidade de umidade que a mesma parcela de ar pode armazenar na mesma temperatura e pressão quando está saturada de vapor, isto é, com 100% de umidade relativa. 

Considerando-se as informações do texto, conclui-se que

a) a insolação é um fator que provoca variação da umidade relativa do ar.
b) o ar vai adquirindo maior quantidade de vapor de água à medida que se aquece.
c) a presença de umidade relativa do ar é diretamente proporcional à temperatura do ar.
d) a umidade relativa do ar indica, em termos absolutos, a quantidade de vapor de água existente na atmosfera.
e) a variação da umidade do ar se verifica no verão, e não no inverno, quando as temperaturas são menores.


1 – c, 2 – b, 3- d, 4 – e, 5 - a

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Geografia - Energia



01- (UFPE) “Os recursos energéticos constituem um importante subsídio à expansão do capital, integrando o capital constante circulante. Nesse sentido, constituem ingredientes centrais da geoeconomia e da geopolítica do capitalismo contemporâneo. O petróleo representa papel proeminente dentro dessa matriz energética mundial, estando sempre em questão a ampliação do consumo e a capacidade de suporte das reservas petrolíferas existentes. A localização das suas principais reservas e estruturas de escoamento em áreas de instabilidade política, bem como o fator concorrencial desafiam pesquisas e estudos acerca do descobrimento e ou desenvolvimento de outras fontes alternativas de energia”.

(LINS, Hoyêdo N. Geoeconomia e geopolítica dos recursos energéticos na primeira década do século XXI)

Sobre as questões tratadas no texto, é correto afirmar que:
( ) as principais reservas de petróleo se encontram localizadas no Oriente Médio, em especial no Golfo Pérsico. Esse fato vincula a Guerra do Golfo em 1990 com a energia, a geoeconomia, a geopolítica e a guerra no cenário mundial.
( ) a atualidade registra mudanças na espacialidade da acumulação de riqueza global, especialmente com o desempenho econômico da Índia e da China; isso repercute no aumento e na intensificação de consumo de recursos energéticos.
( ) o petróleo brasileiro da camada "pré-sal", fonte de intensas pesquisas geológicas, foi originado de materiais orgânicos depositados no subsolo oceânico, em terrenos magmáticos, ricos em hidrocarbonetos. Essa reserva de petróleo vai tornar o país autossuficiente em petróleo e gás natural.
( ) a justificativa para o predomínio da matriz energética contemporânea remete ao fato de que ela não exige uma ampla e complexa infraestrutura, tampouco articulações de interesses diversos.
( ) a Rússia exerce historicamente grande controle sobre as rotas de exportação dos recursos energéticos produzidos na Eurásia (Região do Cáucaso e Ásia Central), uma vez que partes do seu território funcionam como corredores em relação a ex-repúblicas soviéticas, tradicionais espaços de influência russa.

02 -  (UEL) A força das águas tem viabilizado a construção de usinas hidrelétricas de grande porte no Brasil, sendo Itaipu um exemplo.
Com base nos conhecimentos sobre o desenvolvimento e a questão socioambiental, considere as afirmativas a seguir.

I. A retirada das populações das áreas atingidas por construção de hidrelétricas tem produzido impactos sociais, como o desenraizamento cultural.
II. Itaipu é um exemplo da prioridade dada à preservação dos hábitats naturais no projeto nacional-desenvolvimentista defendido pelos militares pós-64.
III. As incertezas sobre os impactos ambientais com a construção de usinas hidrelétricas trouxeram, por desdobramento, a formação de movimentos dos atingidos pelas barragens.
IV. A construção de hidrelétricas liga-se, também, à preocupação com a crise energética mundial prevista para as próximas décadas.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são correta
d) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.

03- (UFRN) Um empresário deseja instalar uma indústria no Brasil, em uma localidade produtora de energia renovável e limpa. Avaliadas as condições geográficas das regiões brasileiras, o empresário escolheu estabelecer sua empresa no Nordeste, porque esta é a região que

a) possui a maior quantidade de usinas hidrelétricas instaladas.
b) possui a maior capacidade instalada de energia eólica.
c) se destaca como principal produtora de energia a partir da biomassa.
d) se destaca pelo maior número de usinas termoelétricas em funcionamento.

05 - (FGV-SP) A energia eólica passou a ser utilizada de forma sistemática para produção de eletricidade a partir da década de 1970, na Europa e depois nos Estados Unidos . No Brasil, essa energia

a) apresenta um forte potencial no litoral nordestino.
b) é largamente concentrada na Amazônia.
c) representa cerca de 10% da matriz energética.
d) tem maior produção concentrada no Sudeste.



06 - (ESPM) Observe a matéria que trata de uma das mais pretensiosas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que esbarra no dilema desenvolvimento-preservação ambiental:
Belo Monte será a segunda maior usina do País e a terceira maior do mundo, depois de Itaipu e de Três Gargantas, na China. O projeto da hidrelétrica começou a ser desenvolvido nos anos 80 e foi reformulado várias vezes. Em 2001 a Justiça Federal proibiu o Ibama de emitir o relatório de impacto ambiental da obra, frustrando a intenção do governo de licitar a usina em 2002. Ainda hoje o projeto enfrenta resistências de ambientalistas e do Ministério Público.

(www.estadão.com.br - acesso em 05/02/10)

Qual região se refere:

a) Região Sul b) Região Norte c) Região Centro-Oeste d) Região Sudeste

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Enem


1. Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária — cerca de 35% do rebanho nacional está na região — e que pelo menos 50 milhões de hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo médio para aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que foram abatidas para a criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que problemas ambientais como esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas de floresta. Época, 3/3/2008 e 9/6/2008 (com adaptações).
A partir da situação-problema descrita, conclui-se que

a) o desmatamento na Amazônia decorre principalmente da exploração ilegal de árvores de valor comercial.
b) um dos problemas que os pecuaristas vêm enfrentando na Amazônia é a proibição do plantio de soja.
c) a mobilização de máquinas e de força humana torna o desmatamento mais caro que o aumento da produtividade de pastagens.
d) o superavit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia compensa a possível degradação ambiental.
e) a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia.


2.  Os ingredientes que compõem uma gotícula de nuvem são o vapor de água e um núcleo de condensação de nuvens (NCN). Em torno desse núcleo, que consiste em uma minúscula partícula em suspensão no ar, o vapor de água se condensa, formando uma gotícula microscópica, que, devido a uma série de processos físicos, cresce até precipitar-se como chuva. Na floresta Amazônica, a principal fonte natural de NCN é a própria vegetação. As chuvas de nuvens baixas, na estação chuvosa, devolvem os NCNs, aerossóis, à superfície, praticamente no mesmo lugar em que foram gerados pela floresta. As nuvens altas são carregadas por ventos mais intensos, de altitude, e viajam centenas de quilômetros de seu local de origem, exportando as partículas contidas no interior das gotas de chuva. Na Amazônia, cuja taxa de precipitação é uma das mais altas do mundo, o ciclo de evaporação e precipitação natural é altamente eficiente. Com a chegada, em larga escala, dos seres humanos à Amazônia, ao longo dos últimos 30 anos, parte dos ciclos naturais está sendo alterada. As emissões de poluentes atmosféricos pelas queimadas, na época da seca, modificam as características físicas e químicas da atmosfera amazônica, provocando o seu aquecimento, com modificação do perfil natural da variação da temperatura com a altura, o que torna mais difícil a formação de nuvens.
Paulo Artaxo et al. O mecanismo da floresta para fazer chover. In: Scientific American Brasil, ano 1, n.º 11, abr./2003, p. 38-45 (com adaptações).
Na Amazônia, o ciclo hidrológico depende fundamentalmente
a) da produção de CO2 oriundo da respiração das árvores.
b) da evaporação, da transpiração e da liberação de aerossóis que atuam como NCNs.
c) das queimadas, que produzem gotículas microscópicas de água, as quais crescem até se precipitarem como chuva.
d) das nuvens de maior altitude, que trazem para a floresta NCNs produzidos a centenas de quilômetros de seu local de origem.
e) da intervenção humana, mediante ações que modificam as características físicas e químicas da atmosfera da região.


3. As florestas tropicais estão entre os maiores, mais diversos e complexos biomas do planeta. Novos estudos sugerem que elas sejam potentes reguladores do clima, ao provocarem um fluxo de umidade para o interior dos  continentes, fazendo com que essas áreas de floresta não sofram variações extremas de temperatura e tenham umidade suficiente para promover a vida. Um fluxo puramente físico de umidade do oceano para o continente, em locais onde não há florestas, alcança poucas centenas de quilômetros. Verifica-se, porém, que as chuvas sobre
florestas nativas não dependem da proximidade do oceano. Esta evidência aponta para a existência de uma poderosa “bomba biótica de umidade” em lugares como, por exemplo, a bacia amazônica. Devido à grande e densa área de folhas, as quais são evaporadores otimizados, essa “bomba” consegue devolver rapidamente a água para o ar, mantendo ciclos de evaporação e condensação que fazem a umidade chegar a milhares de quilômetros no interior do continente. A. D. Nobre. Almanaque Brasil Socioambiental. Instituto Socioambiental, 2008, p. 368-9 (com adaptações).
As florestas crescem onde chove, ou chove onde crescem as florestas? De acordo com o texto,
a) onde chove, há floresta.
b) onde a floresta cresce, chove.
c) onde há oceano, há floresta.
d) apesar da chuva, a floresta cresce.
e) E no interior do continente, só chove onde há floresta.


4. O sistema de fusos horários foi proposto na Conferência Internacional do Meridiano, realizada em Washington, em 1884. Cada fuso corresponde a uma faixa de 15º entre dois meridianos. O meridiano de Greenwich foi escolhido para ser a linha mediana do fuso zero. Passando-se um meridiano pela linha mediana de cada fuso, enumeram-se 12 fusos para leste e 12 fusos para oeste do fuso zero, obtendo-se, assim, os 24 fusos e o sistema de zonas de horas. Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1 hora, e, para cada fuso a oeste do fuso zero, subtrai-se 1 hora. A partir da Lei n.° 11.662/2008, o Brasil, que fica a oeste de Greenwich e tinha quatro fusos, passa a ter somente 3 fusos horários. Em relação ao fuso zero, o Brasil abrange os fusos 2, 3 e 4. Por exemplo, Fernando de Noronha está no fuso 2, o estado do Amapá está no fuso 3 e o Acre, no fuso 4.
A cidade de Pequim, que sediou os XXIX Jogos Olímpicos de Verão, fica a leste de Greenwich, no fuso 8. Considerando-se que a cerimônia de abertura dos jogos tenha ocorrido às 20 h 8 min, no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de 2008, a que horas os brasileiros que moram no estado do Amapá devem ter ligado seus televisores para assistir ao início da cerimônia de abertura?

a) 9 h 8 min, do dia 8 de agosto.
b) 12 h 8 min, do dia 8 de agosto.
c) 15 h 8 min, do dia 8 de agosto.
d) 1 h 8 min, do dia 9 de agosto.
e) 4 h 8 min, do dia 9 de agosto.



01- e,  02- b,  03- b, 04- a

domingo, 5 de agosto de 2012

mensalão


A justiça tarda, mas esperamos que não falha


Começou esta semana o julgamento dos acusados do “mensalão” no Superior Tribunal Federal (STF). Esse escândalo ficou assim conhecido e popularizado devido ao esquema de compra de votos de parlamentares, deflagrado no primeiro mandato do governo Luís Inácio Lula da Silva (PT – Partido dos Trabalhadores). Na ocasião, já havia boatos  de venda de votos por parte de deputados, entretanto, nada tinha sido descoberto. Até que em uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, em junho de 2005, o então deputado Roberto Jefferson (PTB – RJ) abriu o jogo sobre todo o esquema de corrupção.
O próprio deputado já era acusado por fraudes em licitações,  praticadas por funcionários dos correios, ligados ao PTB, partido que Jefferson presidiava. Antes que se instalasse uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre as ilicitudes, ele resolveu denunciar o caso mensalão.
Segundo Jefferson, parlamentares aliados ao PT, recebiam um valor de R$ 30.000 para votarem de acordo orientação do governo, não obstante abordar, que esse valor não era o salário e sim um dinheiro extra oferecido por membros do PT.
Eram vários os partidos envolvidos, dentre eles: PP – Partido Progressista, PL- Partido Liberal,  PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro e o próprio PTB – Partido Trabalhista Brasileiro.
O então Ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi acusado como o organizador do esquema, envolvendo a compra de votos e favorecimento de cargos em empresas estatais. Como tesoureiro do PT, Delúbio Soares, se responsabilizava em distribuir o dinheiro aos “mensaleiros”. Além de pagar aos parlamentares, o dinheiro era utilizado para saldar dívidas do PT e gastos de campanhas eleitorais.  O valor era tão alto, que em algumas situações alugavam um carro forte para transportar a quantia.
Marcos Valério, publicitário e proprietário de agências que tinham o maior número de contratos de trabalho com órgãos do governo, seria o responsável pela operacionalidade do Mensalão. O publicitário conseguia recursos financeiros junto a empresas privadas e estatais e em instituições bancárias, através de empréstimos que jamais foram quitados. Valério ficou conhecido nacionalmente como “valerioduto”.
Considerado um dos maiores escândalos da política nacional, várias foram as pessoas envolvidas no mensalão, dentre eles: Luiz Gushiken – Ministro das Comunicações, João Paulo Cunha – Presidente da Câmara dos Deputados, Sílvio Pereira – Secretário do PT, José Genuíno – Presidente do PT, Anderson Adauto – Ministro dos Transportes, Antonio Palocci – Ministro da Fazenda e muitos outros.
Todos os envolvidos nas acusações foram afastados dos cargos para facilitar as investigações e evitar problemas ao então presidente Luís Inácio Lula da Silva. Lula saiu ileso da balbúrdia, conseguindo ser reeleito em 2006.
Após sete anos, inicia o processo de julgamento dos 38 acusados. Ao todo o mensalão tem 234 volumes e 500 apensos. São 50 mil páginas com vários tipos de provas,  como depoimentos de CPI, quase 600 testemunhas de acusação e de defesa, cheques, contratos, livros contábeis, documentos fiscais, transferências bancárias, contratos, discos rígidos e mídias digitais.
Esperamos que todos os culpados paguem pelos atos ilícitos, corroborando a expectativa de uma Nação, fadigada do descaso á moralidade. O julgamento será moroso, mas não estamos com  pressa, só queremos justiça.
Pensando bem... Será mais um escândalo que acabará em “pizza”?