quinta-feira, 23 de agosto de 2012

atividade geografia


1. A atmosfera terrestre é composta pelos gases nitrogênio (N2) e oxigênio (O2), que somam cerca de 99%, e por gases traços, entre eles o gás carbônico (CO2), vapor de água (H2O), metano (CH4), ozônio (O3) e o óxido nitroso (N2O), que compõem o restante 1% do ar que respiramos. Os gases traços, por serem constituídos por pelo menos três átomos, conseguem absorver o calor irradiado pela Terra, aquecendo o planeta. Esse fenômeno, que acontece há bilhões de anos, é chamado de efeito estufa. A partir da Revolução Industrial (século XIX), a concentração de gases traços na atmosfera, em particular o CO2, tem aumentado significativamente, o que resultou no aumento da temperatura em escala global. Mais recentemente, outro fator tornou-se diretamente envolvido no aumento da concentração de CO2 na atmosfera: o desmatamento.

BROWN, I. F.; ALECHANDRE, A. S. Conceitos básicos sobre clima, carbono, florestas e comunidades. A.G. Moreira & S. Schwartzman. As mudanças climáticas globais e os  ecossistemas brasileiros. Brasília: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, 2000 (adaptado).

Considerando o texto, uma alternativa viável para combater o efeito estufa é
a)  reduzir o calor irradiado pela Terra mediante a substituição da produção primária pela industrialização refrigerada.
b) promover a queima da biomassa vegetal, responsável pelo aumento do efeito estufa devido à produção de  CH4.
c) reduzir o desmatamento, mantendo-se, assim, o potencial da vegetação em absorver o CO2 da atmosfera.
d) aumentar a concentração atmosférica de H2O, molécula capaz de absorver grande quantidade de calor.
e) remover moléculas orgânicas polares da atmosfera, diminuindo a capacidade delas de reter calor.


 

2. A economia moderna depende da disponibilidade de muita energia em diferentes formas, para funcionar e crescer. No Brasil, o consumo total de energia pelas indústrias cresceu mais de quatro vezes no período entre
1970 e 2005. Enquanto os investimentos em energias limpas e renováveis, como solar e eólica, ainda são
incipientes, ao se avaliar a possibilidade de instalação de usinas geradoras de energia elétrica, diversos fatores
devem ser levados em consideração, tais como os impactos causados ao ambiente e às populações locais.


RICARDO, B.; CAMPANILI, M. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2007 (adaptado).

Em uma situação hipotética, optou-se por construir uma usina hidrelétrica em região que abrange diversas quedas d’água em rios cercados por mata, alegando-se que causaria impacto ambiental muito menor que uma usina termelétrica. Entre os possíveis impactos da instalação de uma usina hidrelétrica nessa região inclui-se

a)  a poluição da água por metais da usina.
b) a destruição do habitat de animais terrestres.
c) o aumento expressivo na liberação de CO2 para a atmosfera.
d) o consumo não renovável de toda água que passa pelas turbinas.
e) o aprofundamento no leito do rio, com a menor deposição de resíduos no trecho de rio anterior à represa


3. A abertura e a pavimentação de rodovias em zonas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos, por um lado, possibilita melhor acesso e maior integração entre as comunidades, contribuindo com o desenvolvimento social e urbano de populações isoladas. Por outro lado, a construção de rodovias pode trazer impactos indesejáveis ao meio ambiente, visto que a abertura de estradas pode resultar na fragmentação de habitats, comprometendo o fluxo gênico e as interações entre espécies silvestres, além de prejudicar o fluxo natural de rios e riachos,  possibilitar o ingresso de espécies exóticas em ambientes naturais e aumentar a pressão antrópica sobre os ecossistemas nativos.

BARBOSA, N. P. U.; FERNANDES, G. W. A destruição do jardim. Scientific American Brasil. Ano 7, número 80, dez. 2008 (adaptado).

Nesse contexto, para conciliar os interesses aparentemente contraditórios entre o progresso social
e urbano e a conservação do meio ambiente, seria razoável


a) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, pois a qualidade de vida e as tecnologias encontradas nos centros urbanos são prescindíveis às populações rurais.
b) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em regiões preservadas, promovendo a migração das populações rurais para os centros urbanos, onde a qualidade de vida é melhor.
c) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias apenas em áreas rurais produtivas, haja vista que nas demais áreas o retorno financeiro necessário para produzir uma melhoria na qualidade de vida da região não é garantido.
d) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, desde que comprovada a sua real necessidade e após a realização de estudos que demonstrem ser possível contornar ou compensar seus impactos ambientais.
e) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, haja vista que os impactos ao meio ambiente são temporários e podem ser facilmente revertidos com as tecnologias existentes para recuperação de áreas degradadas.


4. A eficiência de um processo de conversão de energia é definida como a razão entre a produção de energia ou
trabalho útil e o total de entrada de energia no processo. A figura mostra um processo com diversas etapas. Nesse caso, a eficiência geral será igual ao produto das eficiências das etapas individuais. A entrada de energia que não se transforma em trabalho útil é perdida sob formas não utilizáveis (como resíduos de calor).



Aumentar a eficiência dos processos de conversão de energia implica economizar recursos e combustíveis. Das propostas seguintes, qual resultará em maior aumento da eficiência geral do processo?

a) Aumentar a quantidade de combustível para queima na usina de força.
b) Utilizar lâmpadas incandescentes, que geram pouco calor e muita luminosidade.
c) Manter o menor número possível de aparelhos elétricos em funcionamento nas moradias.
d) Utilizar cabos com menor diâmetro nas linhas de transmissão a fim de economizar o material condutor.
e) Utilizar materiais com melhores propriedades condutoras nas linhas de transmissão e lâmpadas fluorescentes nas moradias.


5. Umidade relativa do ar é o termo usado para descrever a quantidade de vapor de água contido na atmosfera. Ela é definida pela razão entre o conteúdo real de umidade de uma parcela de ar e a quantidade de umidade que a mesma parcela de ar pode armazenar na mesma temperatura e pressão quando está saturada de vapor, isto é, com 100% de umidade relativa. 

Considerando-se as informações do texto, conclui-se que

a) a insolação é um fator que provoca variação da umidade relativa do ar.
b) o ar vai adquirindo maior quantidade de vapor de água à medida que se aquece.
c) a presença de umidade relativa do ar é diretamente proporcional à temperatura do ar.
d) a umidade relativa do ar indica, em termos absolutos, a quantidade de vapor de água existente na atmosfera.
e) a variação da umidade do ar se verifica no verão, e não no inverno, quando as temperaturas são menores.


1 – c, 2 – b, 3- d, 4 – e, 5 - a

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Geografia - Energia



01- (UFPE) “Os recursos energéticos constituem um importante subsídio à expansão do capital, integrando o capital constante circulante. Nesse sentido, constituem ingredientes centrais da geoeconomia e da geopolítica do capitalismo contemporâneo. O petróleo representa papel proeminente dentro dessa matriz energética mundial, estando sempre em questão a ampliação do consumo e a capacidade de suporte das reservas petrolíferas existentes. A localização das suas principais reservas e estruturas de escoamento em áreas de instabilidade política, bem como o fator concorrencial desafiam pesquisas e estudos acerca do descobrimento e ou desenvolvimento de outras fontes alternativas de energia”.

(LINS, Hoyêdo N. Geoeconomia e geopolítica dos recursos energéticos na primeira década do século XXI)

Sobre as questões tratadas no texto, é correto afirmar que:
( ) as principais reservas de petróleo se encontram localizadas no Oriente Médio, em especial no Golfo Pérsico. Esse fato vincula a Guerra do Golfo em 1990 com a energia, a geoeconomia, a geopolítica e a guerra no cenário mundial.
( ) a atualidade registra mudanças na espacialidade da acumulação de riqueza global, especialmente com o desempenho econômico da Índia e da China; isso repercute no aumento e na intensificação de consumo de recursos energéticos.
( ) o petróleo brasileiro da camada "pré-sal", fonte de intensas pesquisas geológicas, foi originado de materiais orgânicos depositados no subsolo oceânico, em terrenos magmáticos, ricos em hidrocarbonetos. Essa reserva de petróleo vai tornar o país autossuficiente em petróleo e gás natural.
( ) a justificativa para o predomínio da matriz energética contemporânea remete ao fato de que ela não exige uma ampla e complexa infraestrutura, tampouco articulações de interesses diversos.
( ) a Rússia exerce historicamente grande controle sobre as rotas de exportação dos recursos energéticos produzidos na Eurásia (Região do Cáucaso e Ásia Central), uma vez que partes do seu território funcionam como corredores em relação a ex-repúblicas soviéticas, tradicionais espaços de influência russa.

02 -  (UEL) A força das águas tem viabilizado a construção de usinas hidrelétricas de grande porte no Brasil, sendo Itaipu um exemplo.
Com base nos conhecimentos sobre o desenvolvimento e a questão socioambiental, considere as afirmativas a seguir.

I. A retirada das populações das áreas atingidas por construção de hidrelétricas tem produzido impactos sociais, como o desenraizamento cultural.
II. Itaipu é um exemplo da prioridade dada à preservação dos hábitats naturais no projeto nacional-desenvolvimentista defendido pelos militares pós-64.
III. As incertezas sobre os impactos ambientais com a construção de usinas hidrelétricas trouxeram, por desdobramento, a formação de movimentos dos atingidos pelas barragens.
IV. A construção de hidrelétricas liga-se, também, à preocupação com a crise energética mundial prevista para as próximas décadas.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são correta
d) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas.

03- (UFRN) Um empresário deseja instalar uma indústria no Brasil, em uma localidade produtora de energia renovável e limpa. Avaliadas as condições geográficas das regiões brasileiras, o empresário escolheu estabelecer sua empresa no Nordeste, porque esta é a região que

a) possui a maior quantidade de usinas hidrelétricas instaladas.
b) possui a maior capacidade instalada de energia eólica.
c) se destaca como principal produtora de energia a partir da biomassa.
d) se destaca pelo maior número de usinas termoelétricas em funcionamento.

05 - (FGV-SP) A energia eólica passou a ser utilizada de forma sistemática para produção de eletricidade a partir da década de 1970, na Europa e depois nos Estados Unidos . No Brasil, essa energia

a) apresenta um forte potencial no litoral nordestino.
b) é largamente concentrada na Amazônia.
c) representa cerca de 10% da matriz energética.
d) tem maior produção concentrada no Sudeste.



06 - (ESPM) Observe a matéria que trata de uma das mais pretensiosas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que esbarra no dilema desenvolvimento-preservação ambiental:
Belo Monte será a segunda maior usina do País e a terceira maior do mundo, depois de Itaipu e de Três Gargantas, na China. O projeto da hidrelétrica começou a ser desenvolvido nos anos 80 e foi reformulado várias vezes. Em 2001 a Justiça Federal proibiu o Ibama de emitir o relatório de impacto ambiental da obra, frustrando a intenção do governo de licitar a usina em 2002. Ainda hoje o projeto enfrenta resistências de ambientalistas e do Ministério Público.

(www.estadão.com.br - acesso em 05/02/10)

Qual região se refere:

a) Região Sul b) Região Norte c) Região Centro-Oeste d) Região Sudeste

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Enem


1. Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária — cerca de 35% do rebanho nacional está na região — e que pelo menos 50 milhões de hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo médio para aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que foram abatidas para a criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que problemas ambientais como esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas de floresta. Época, 3/3/2008 e 9/6/2008 (com adaptações).
A partir da situação-problema descrita, conclui-se que

a) o desmatamento na Amazônia decorre principalmente da exploração ilegal de árvores de valor comercial.
b) um dos problemas que os pecuaristas vêm enfrentando na Amazônia é a proibição do plantio de soja.
c) a mobilização de máquinas e de força humana torna o desmatamento mais caro que o aumento da produtividade de pastagens.
d) o superavit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia compensa a possível degradação ambiental.
e) a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia.


2.  Os ingredientes que compõem uma gotícula de nuvem são o vapor de água e um núcleo de condensação de nuvens (NCN). Em torno desse núcleo, que consiste em uma minúscula partícula em suspensão no ar, o vapor de água se condensa, formando uma gotícula microscópica, que, devido a uma série de processos físicos, cresce até precipitar-se como chuva. Na floresta Amazônica, a principal fonte natural de NCN é a própria vegetação. As chuvas de nuvens baixas, na estação chuvosa, devolvem os NCNs, aerossóis, à superfície, praticamente no mesmo lugar em que foram gerados pela floresta. As nuvens altas são carregadas por ventos mais intensos, de altitude, e viajam centenas de quilômetros de seu local de origem, exportando as partículas contidas no interior das gotas de chuva. Na Amazônia, cuja taxa de precipitação é uma das mais altas do mundo, o ciclo de evaporação e precipitação natural é altamente eficiente. Com a chegada, em larga escala, dos seres humanos à Amazônia, ao longo dos últimos 30 anos, parte dos ciclos naturais está sendo alterada. As emissões de poluentes atmosféricos pelas queimadas, na época da seca, modificam as características físicas e químicas da atmosfera amazônica, provocando o seu aquecimento, com modificação do perfil natural da variação da temperatura com a altura, o que torna mais difícil a formação de nuvens.
Paulo Artaxo et al. O mecanismo da floresta para fazer chover. In: Scientific American Brasil, ano 1, n.º 11, abr./2003, p. 38-45 (com adaptações).
Na Amazônia, o ciclo hidrológico depende fundamentalmente
a) da produção de CO2 oriundo da respiração das árvores.
b) da evaporação, da transpiração e da liberação de aerossóis que atuam como NCNs.
c) das queimadas, que produzem gotículas microscópicas de água, as quais crescem até se precipitarem como chuva.
d) das nuvens de maior altitude, que trazem para a floresta NCNs produzidos a centenas de quilômetros de seu local de origem.
e) da intervenção humana, mediante ações que modificam as características físicas e químicas da atmosfera da região.


3. As florestas tropicais estão entre os maiores, mais diversos e complexos biomas do planeta. Novos estudos sugerem que elas sejam potentes reguladores do clima, ao provocarem um fluxo de umidade para o interior dos  continentes, fazendo com que essas áreas de floresta não sofram variações extremas de temperatura e tenham umidade suficiente para promover a vida. Um fluxo puramente físico de umidade do oceano para o continente, em locais onde não há florestas, alcança poucas centenas de quilômetros. Verifica-se, porém, que as chuvas sobre
florestas nativas não dependem da proximidade do oceano. Esta evidência aponta para a existência de uma poderosa “bomba biótica de umidade” em lugares como, por exemplo, a bacia amazônica. Devido à grande e densa área de folhas, as quais são evaporadores otimizados, essa “bomba” consegue devolver rapidamente a água para o ar, mantendo ciclos de evaporação e condensação que fazem a umidade chegar a milhares de quilômetros no interior do continente. A. D. Nobre. Almanaque Brasil Socioambiental. Instituto Socioambiental, 2008, p. 368-9 (com adaptações).
As florestas crescem onde chove, ou chove onde crescem as florestas? De acordo com o texto,
a) onde chove, há floresta.
b) onde a floresta cresce, chove.
c) onde há oceano, há floresta.
d) apesar da chuva, a floresta cresce.
e) E no interior do continente, só chove onde há floresta.


4. O sistema de fusos horários foi proposto na Conferência Internacional do Meridiano, realizada em Washington, em 1884. Cada fuso corresponde a uma faixa de 15º entre dois meridianos. O meridiano de Greenwich foi escolhido para ser a linha mediana do fuso zero. Passando-se um meridiano pela linha mediana de cada fuso, enumeram-se 12 fusos para leste e 12 fusos para oeste do fuso zero, obtendo-se, assim, os 24 fusos e o sistema de zonas de horas. Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1 hora, e, para cada fuso a oeste do fuso zero, subtrai-se 1 hora. A partir da Lei n.° 11.662/2008, o Brasil, que fica a oeste de Greenwich e tinha quatro fusos, passa a ter somente 3 fusos horários. Em relação ao fuso zero, o Brasil abrange os fusos 2, 3 e 4. Por exemplo, Fernando de Noronha está no fuso 2, o estado do Amapá está no fuso 3 e o Acre, no fuso 4.
A cidade de Pequim, que sediou os XXIX Jogos Olímpicos de Verão, fica a leste de Greenwich, no fuso 8. Considerando-se que a cerimônia de abertura dos jogos tenha ocorrido às 20 h 8 min, no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de 2008, a que horas os brasileiros que moram no estado do Amapá devem ter ligado seus televisores para assistir ao início da cerimônia de abertura?

a) 9 h 8 min, do dia 8 de agosto.
b) 12 h 8 min, do dia 8 de agosto.
c) 15 h 8 min, do dia 8 de agosto.
d) 1 h 8 min, do dia 9 de agosto.
e) 4 h 8 min, do dia 9 de agosto.



01- e,  02- b,  03- b, 04- a

domingo, 5 de agosto de 2012

mensalão


A justiça tarda, mas esperamos que não falha


Começou esta semana o julgamento dos acusados do “mensalão” no Superior Tribunal Federal (STF). Esse escândalo ficou assim conhecido e popularizado devido ao esquema de compra de votos de parlamentares, deflagrado no primeiro mandato do governo Luís Inácio Lula da Silva (PT – Partido dos Trabalhadores). Na ocasião, já havia boatos  de venda de votos por parte de deputados, entretanto, nada tinha sido descoberto. Até que em uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, em junho de 2005, o então deputado Roberto Jefferson (PTB – RJ) abriu o jogo sobre todo o esquema de corrupção.
O próprio deputado já era acusado por fraudes em licitações,  praticadas por funcionários dos correios, ligados ao PTB, partido que Jefferson presidiava. Antes que se instalasse uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre as ilicitudes, ele resolveu denunciar o caso mensalão.
Segundo Jefferson, parlamentares aliados ao PT, recebiam um valor de R$ 30.000 para votarem de acordo orientação do governo, não obstante abordar, que esse valor não era o salário e sim um dinheiro extra oferecido por membros do PT.
Eram vários os partidos envolvidos, dentre eles: PP – Partido Progressista, PL- Partido Liberal,  PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro e o próprio PTB – Partido Trabalhista Brasileiro.
O então Ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi acusado como o organizador do esquema, envolvendo a compra de votos e favorecimento de cargos em empresas estatais. Como tesoureiro do PT, Delúbio Soares, se responsabilizava em distribuir o dinheiro aos “mensaleiros”. Além de pagar aos parlamentares, o dinheiro era utilizado para saldar dívidas do PT e gastos de campanhas eleitorais.  O valor era tão alto, que em algumas situações alugavam um carro forte para transportar a quantia.
Marcos Valério, publicitário e proprietário de agências que tinham o maior número de contratos de trabalho com órgãos do governo, seria o responsável pela operacionalidade do Mensalão. O publicitário conseguia recursos financeiros junto a empresas privadas e estatais e em instituições bancárias, através de empréstimos que jamais foram quitados. Valério ficou conhecido nacionalmente como “valerioduto”.
Considerado um dos maiores escândalos da política nacional, várias foram as pessoas envolvidas no mensalão, dentre eles: Luiz Gushiken – Ministro das Comunicações, João Paulo Cunha – Presidente da Câmara dos Deputados, Sílvio Pereira – Secretário do PT, José Genuíno – Presidente do PT, Anderson Adauto – Ministro dos Transportes, Antonio Palocci – Ministro da Fazenda e muitos outros.
Todos os envolvidos nas acusações foram afastados dos cargos para facilitar as investigações e evitar problemas ao então presidente Luís Inácio Lula da Silva. Lula saiu ileso da balbúrdia, conseguindo ser reeleito em 2006.
Após sete anos, inicia o processo de julgamento dos 38 acusados. Ao todo o mensalão tem 234 volumes e 500 apensos. São 50 mil páginas com vários tipos de provas,  como depoimentos de CPI, quase 600 testemunhas de acusação e de defesa, cheques, contratos, livros contábeis, documentos fiscais, transferências bancárias, contratos, discos rígidos e mídias digitais.
Esperamos que todos os culpados paguem pelos atos ilícitos, corroborando a expectativa de uma Nação, fadigada do descaso á moralidade. O julgamento será moroso, mas não estamos com  pressa, só queremos justiça.
Pensando bem... Será mais um escândalo que acabará em “pizza”?



terça-feira, 31 de julho de 2012

Resultados da Rio+20


                    Rio+20: muito verbo, pouca verba

A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, intitulada também como “o futuro que queremos”, realizada há um mês no Rio de Janeiro, findou com poucos avanços. A ínfima presença dos países centrais – maiores poluidores do mundo – foi o óbice na aprovação de medidas para uma sociedade economicamente sustentável, mesmo assim foi produzido um documento final.
Nesse documento, ficou decidido que há uma necessidade de alterar o comportamento consumista da sociedade e afirmou analisar formas de arrecadar recursos que contribua para financiar o desenvolvimento sustentável nos países emergentes, no entanto não foram estipulados objetivos e nem prazos.
Nessa conferência havia uma expectativa para debates como  segurança alimentar, água e energia. Entretanto com a crise financeira vigente na Europa, ficou difícil uma discussão e resolução sobre os referidos assuntos.
Em relação à agricultura, o texto do documento aborda a prioridade em organizar e revitalizar a atividade agrícola dos países periféricos, valorizando o aspecto social, econômico e ambiental.
 Sobre os combustíveis fósseis era esperada a eliminação de subsídios oferecidos pelos países produtores. Isso poderia gerar uma redução de dióxido de carbono na atmosfera, porém a conferência em nada contribuiu para inferência da meta.
O combate à pobreza, um desafio planetário, apenas foi citado no documento final, mas não teve nenhum financiamento específico. No que tange a proteção oceânica, determinou-se para 2014 discutir a preservação através de um plano de resgate.
Ao referir-se ao desenvolvimento sustentável o texto final não definiu objetivos. Apenas estabeleceu um processo para rascunhar quais devem ser as metas até 2013, com planos de execução a partir de 2015.
Na verdade muitos são os caminhos em busca da sustentabilidade com medidas e resoluções, entretanto há muita falácia e pouca praticidade. A senadora Kátia Abreu definiu bem o que foi a reunião “terminamos a Rio+20 com muito verbo e pouca verba”, decepcionada com os poucos avanços da conferência.
Comungando da mesma ideia da parlamentar, a sociedade civil considerou o documento final fraco, muito aquém dos propósitos a serem alcançados. Os objetivos e prazos não foram concretos e pouco se valorizou a urgência de temas relevantes – pobreza, economia verde.
Percebe-se então que, com a anuência do Estado, os capitalistas dominaram os meios – financeiros, naturais, políticos, mercadológicos – fazendo da sociedade uma vítima de um sistema irresponsável, pouco preocupado com as futuras gerações.
Sabemos a dificuldade em conciliar desenvolvimento com sustentabilidade, porém é necessário um acordo comum entre todos os países na busca de uma viabilidade econômica, política, ambiental e social.
Parece que estamos em um barco à deriva, sem rumo. Há uma urgência em encontrarmos um norte para a nossa sociedade, senão pagaremos com consequências catastróficas.
Será esse o futuro que queremos?

domingo, 8 de julho de 2012

Brics: "É nóis"


Brics: Periferia “É nóis”

Os  Brics  ditam o novo ritmo da economia mundial. Essa sigla representa países que nas duas últimas décadas tiveram uma ascensão econômica acima da média mundial. Para alcançarem tal sucesso, foram vários os fatores que contribuíram, dentre eles temos:  recursos energéticos, espaços industriais, produção de alimentos, população em idade ativa e  mercado consumidor.
A gênese do nome Bric (Brasil, Rússia, Índia, China) ocorreu no inicio do século XXI pelo economista inglês Jim O`Neil, que percebeu através de pesquisas um crescimento  de mercado diferenciado desses países em relação as outras nações. Esse grupo é a “bola da vez” na economia mundial, sendo fonte de lucros tanto para o capital especulativo quanto ao capital produtivo.
Há previsão que em 2050, o Bric será maior economicamente que o tripé (EUA, Japão, União Europeia). Prevê a China superando os EUA nos próximos quarenta anos. Atualmente o país asiático já é a segunda economia do mundo. E ainda temos o Brasil, que este ano chegou a sexta potência mundial.
Não podemos esquecer, que nesse mercado tão dinâmico há uma dependência entre os atores – transnacionais,  Estados,  instituições – comandantes do sistema financeiro, que controlam e atuam  no mercado de acordo os seus interesses. Por enquanto o Bric é muito interessante, então é relevante o grupo aproveitar o momento.
Com crescimento semelhante aos países do Bric, a África do Sul foi incluída ao grupo alguns anos depois, formando o chamado Brics. Essas cinco nações, de quatro continentes – África, Europa, Ásia e América – têm aproximadamente 40% da população mundial, sendo 3 bilhões de pessoas. Para os economistas, esse número representa um mercado potencial gigantesco, principalmente pelos resultados dos últimos anos, em que os investimentos empresariais e governamentais propiciaram uma maior inclusão social, consequência disso, ocorreu uma ampliação da classe média.
A China e Índia, por exemplo,  obtiveram nas últimas décadas um desenvolvimento acima das outras nações, fator que contribuiu para que milhões de asiáticos deixassem de viver abaixo da linha de pobreza. No Brasil não é diferente, devido aos projetos sociais do governo, estabilização e ascensão econômica, o país propiciou uma melhora exorbitante na qualidade de vida de milhões de brasileiros. Na Rússia, esse processo, foi graças à abertura política e econômica pós anos 90, com o fim do socialismo.
No mundo dos negócios, o Brasil, a China, Índia e África do sul, ainda são privilegiados por terem a maior parte da população em idade ativa e isso ocorrerá por vários anos. Uma maior PEA – População Economicamente Ativa – assegura mão de obra para manter o crescimento econômico. Somente a Rússia que está com o crescimento demográfico estabilizado ou até mesmo negativo, com uma estrutura etária com alto número de idosos, sobrecarregando os gastos sociais.
Além da numerosa mão de obra, esses países possuem uma grande extensão territorial, exceto a África do Sul - a área dos outros quatro corresponde a um quarto das terras do mundo. E mais, nos últimos anos passaram a investir em tecnologia, produção e infraestrutura.
Nesta aldeia global, a economia passa por uma nova configuração, nações que eram consideradas periféricas, hoje são palcos de enormes investimentos internacionais. Por tudo já citado, o grupo Brics é um bom exemplo de sucesso.
Para melhor compreensão do que ocorre no planeta econômico, enquanto o G7 – Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, França, Alemanha e Inglaterra – luta contra crises e mais crises, o Brics está de “vento em popa” superando expectativas e claro se protegendo de algumas “gripes” do sistema financeiro.
Será este século a vez dos periféricos?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eu e você





Hoje acordei com muita saudade...


Que noite longa de inverno. Deitado no tapete da sala, com o meu sono perdido, em minha mente surge inspirações para com as palavras. Então começo a dedilhar no teclado tudo que desperta o meu lado humano, sem medo do contra tempo: saudade.
Com o celular e internet desligados, o mundo sou eu, se é que entendem. Com o domínio das letras, brinco com as sílabas, formando palavras que deem sentido ao que escrevo. E como é singular em minha vida, escrever imaginando você.
Percebo ao meu lado a sua presença, o seu olhar, a sua beleza, o seu sorriso. Com a brisa adentrando-se pela janela, sinto a sua respiração em meu corpo. Percebo que não estou mais sozinho, você está presente aqui. Como é bom, mesmo distante, sentir a presença de alguém tão especial, independentemente da situação em que se encontra a relação.
 Ando com o net pela casa e em todos os lugares é cada vez mais forte a sua figura. Na parede, na janela, na cadeira, na cama. Que loucura, com a minha anuência você já é parte de mim. Mesmo que algo conturbe a nossa relação, você é parte de mim.
De volta ao tapete da sala, ao fechar os olhos, a fantasia flui em sua busca. Graças a DEUS não necessito do google, só preciso de inspiração para descrever o que sinto neste exato momento.
O seu abraço acalenta o meu corpo, seus beijos cálidos aquecem meus lábios, seu olhar brinca com os meus pensamentos, sua beleza instiga minhas atitudes. Com a madrugada cada vez mais fria, não há nada melhor que o seu carinho. Percebo que entre nós não há distância, somos ligados por algo que ninguém separa: amor.
Para amar não necessita estar ao lado todo o tempo, é simplesmente ser inspiração. Você é meu estímulo para o trabalho, o meu desejo de família, a minha luz para as ideias, o meu sonho de consumo, a minha luta contra os obstáculos. É notável o quanto as suas virtudes influenciam o meu comportamento.
Posso ser pequeno frente ao mundo, no entanto ao seu lado, sou um grande homem, capaz de superar todas as tribulações existentes nessa insensata sociedade.
Que pena!!!  O sono inibe o meu domínio com as letras, o brincar com as sílabas, a formação de palavras. Então vou dormir, mas já está registrado o que o tempo não pode ser contra: saudade.
No outro dia...
Hoje acordei com muita saudade.  Ainda bem que você não é só o meu devaneio.
Pelo telefone faço o convite:
_ Vamos passar o dia juntos?